O Brasil aprovou uma proibição abrangente a mercados de previsão e plataformas de apostas, segundo a mídia local e documentos governamentais. O Banco Central do Brasil emitiu uma resolução proibindo os dois principais mercados de previsão, Polymarket e Kalshi, de operar no país devido ao não cumprimento com regulamentações locais de negociação de derivativos e preocupações com proteções ao investidor e integridade do mercado.
De acordo com a resolução do Banco Central do Brasil, a proibição impede “a oferta e a negociação no país de contratos de derivativos cujos ativos subjacentes estejam relacionados a” eventos esportivos reais, eventos virtuais de jogos online e “um evento real ou virtual de natureza política, eleitoral, social, cultural, de entretenimento, ou de qualquer outra natureza que, a critério da Comissão de Valores Mobiliários, não seja representativo de um parâmetro econômico ou financeiro.”
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que cerca de 28 plataformas foram banidas no total, enquadrando a medida como parte de um esforço governamental mais amplo para proteger as economias dos brasileiros diante do aumento do jogo online.
O Polymarket já está bloqueado por mais de 30 países ao redor do mundo, segundo sua documentação, incluindo restrições da OFAC e proibições nacionais. Em janeiro, Portugal passou a restringir a plataforma após movimentos semelhantes de França, Bélgica, Austrália, Reino Unido, Itália, Polônia e Singapura, entre outros. Em alguns países, apenas mercados específicos são banidos, como apostas políticas em Taiwan.
Os Estados Unidos historicamente impediram mercados de previsão com fins lucrativos até que a Kalshi processasse com sucesso a Commodity Futures Exchange Commission por bloquear seus mercados de eleições em 2024, abrindo espaço para plataformas como o Polymarket retornarem ao país. Hoje, a CFTC adota uma visão permissiva de mercados de previsão e atualmente processa vários estados que buscam banir o setor nascente.
A partir de sexta-feira, Wisconsin é o estado mais recente a entrar com uma ação judicial contra Kalshi, Robinhood, Coinbase, Polymarket e Crypto.com, alegando que seus contratos de eventos esportivos violam a proibição estadual de jogos de azar comerciais.
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