O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social, afirmando que as reservas de armas dos EUA estão “nunca tão robustas”, podendo “atirar para sempre”, e apontou o dedo ao ex-presidente Biden, acusando-o de gastar dezenas de bilhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia sem reabastecer os estoques. Essas declarações são vistas como uma resposta direta às recentes advertências de altos oficiais militares sobre “escassez de munições”.
(Resumo anterior: Trump “bombardeia até atingir o objetivo” e convoca a rendição do Irã, o Golfo Pérsico envia mais de 200 navios, o BCE alerta que a proteção do dólar está falhando)
(Informação adicional: Arthur Hayes: Conflito entre EUA e Irã se prolonga, Fed imprime mais dinheiro, e a queda de juros é o verdadeiro momento de compra do Bitcoin)
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O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou hoje na Truth Social, respondendo fortemente às preocupações recentes de altos oficiais militares sobre os estoques de munições, afirmando que as reservas de armas dos EUA estão “nunca tão completas e de alta qualidade”.
Trump destacou na postagem que, do nível médio ao médio-alto, as reservas de munições dos EUA estão em níveis sem precedentes. Descreveu o fornecimento dessas armas como “quase ilimitado” e enfatizou:
Com essas reservas (que são melhores do que as armas de topo de outros países!), podemos “atirar para sempre” e vencer de forma muito convincente.
No entanto, Trump também admitiu que, no que diz respeito às armas de alta tecnologia, “as reservas estão boas, mas ainda não ideais”, e revelou que uma grande quantidade de armas avançadas foi enviada para aliados no exterior para uso das forças americanas.
Na postagem, Trump chamou o ex-presidente Biden de “Sonolento Joe”, acusando-o de ter entregado “armas no valor de centenas de bilhões de dólares” ao Zelensky na Ucrânia, sem sequer pensar em reabastecer os estoques.
Segundo relatos anteriores, o governo Biden forneceu cerca de 65,9 bilhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia. Trump, que suspendeu totalmente o apoio militar à Ucrânia após assumir, exige que Kiev demonstre “boa vontade de paz”.
O momento da postagem de Trump é bastante estratégico. Pouco antes, havia relatos de que o chefe do Estado-Maior dos EUA alertou Trump de que os estoques de munições de alto nível — incluindo mísseis Tomahawk, interceptores Patriot, entre outros — poderiam ser insuficientes para sustentar uma guerra prolongada contra o Irã. Cada míssil Tomahawk custa entre 1,5 a 2,5 milhões de dólares, com produção limitada ao ano.
Trump negou publicamente esses relatos, afirmando que as informações são “100% incorretas”, e reforçou que, em seu primeiro mandato, iniciou um plano de reconstrução das forças armadas, que continua em andamento.
O conflito entre EUA e Irã continua a evoluir, com o mercado atento ao impacto na economia global. Arthur Hayes, cofundador da BitMEX, analisou anteriormente que quanto mais prolongado for o envolvimento militar dos EUA no Irã, maior será a pressão do Fed para cortar juros e expandir a sua balança, o que, por sua vez, pode beneficiar o Bitcoin e outros ativos de risco a longo prazo.
Trump concluiu sua postagem com a frase “Os EUA estão totalmente abastecidos, prontos para conquistar uma vitória enorme!!!”, claramente buscando reforçar a confiança doméstica e apoiando as ações militares contínuas.
Além das questões militares, Trump anunciou hoje que participará do jantar anual da Associação de Jornalistas da Casa Branca (WHCA), evento que ele já havia evitado várias vezes no passado devido a descontentamentos com a cobertura da mídia. Em sua declaração, ele se autodenominou “um dos maiores presidentes da história dos EUA” e usou a expressão “G.O.A.T. do presidente” (Greatest Of All Time, o melhor de todos os tempos).
Ele afirmou que sua presença visa celebrar o 250º aniversário da fundação dos EUA, prometendo fazer do evento “o mais grandioso, animado e espetacular de todos os tempos”. Desde as questões de reservas de munições até sua autodeclaração como G.O.A.T., as recentes declarações de Trump demonstram alta autoconfiança e continuam a influenciar as expectativas do mercado quanto às políticas americanas.