De acordo com o cofundador da Scroll, Sandy Peng, em 28 de maio, o Bitcoin enfrenta ameaças da computação quântica estimadas em aproximadamente 10 anos ou menos. O white paper de março da Google Quantum AI revela que quebrar a curva elíptica secp256k1 do Bitcoin usando um algoritmo de Shor otimizado requer apenas cerca de 1.200 qubits lógicos — aproximadamente 20 vezes menos do que as estimativas de cinco anos atrás. A roadmap da IonQ mira 1.600 qubits lógicos até 2028, enquanto a IBM planeja implantar seu sistema Blue Jay com 2.000 qubits lógicos até 2033, reduzindo significativamente a janela de ameaça.
Migrar para padrões de criptografia pós-quântica (publicados pelo NIST em 2024) traz custos substanciais: a taxa de transferência da rede deve cair 52-57%, enquanto as taxas aumentam 2-3 vezes, exigindo capacidade de armazenamento ampliada. Sandy Peng alerta que alcançar consenso sobre essa migração é “extremamente difícil” para uma comunidade já dividida por upgrades anteriores como SegWit. Detentores iniciais do Bitcoin com endereços no formato P2PK enfrentam vulnerabilidade particular, já que suas chaves públicas ficam permanentemente expostas on-chain, e computadores quânticos poderiam viabilizar ataques “coletar agora, descriptografar depois” em transações ainda não confirmadas.