A UE propõe alargar os poderes de supervisão e execução da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados, abrangendo empresas de criptoativos e operadores de mercados pan-europeus.

GateNews

PANews, 4 de dezembro — Segundo a Bloomberg, o órgão executivo da União Europeia revelou planos para transferir mais poderes de supervisão e execução para a sua autoridade reguladora dos mercados, desencadeando um debate sobre a cedência de competências por parte das autoridades nacionais a Bruxelas. A proposta apresentada na quinta-feira indica que a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados, com sede em Paris, terá novos poderes sobre infraestruturas de compensação significativas, centrais de depósito de valores mobiliários e locais de negociação. Há menos de um ano, a UE introduziu um regime de supervisão nacional para empresas de criptoativos e, agora, tanto estas empresas como os operadores de mercados pan-europeus passam a estar sob a alçada deste organismo. A centralização da maioria dos poderes de supervisão de mercado da UE exige a aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho dos Estados-Membros, sendo que alguns países membros se opõem veementemente.

O cerne da proposta reside no reforço dos poderes e dos recursos da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados, que terá um conselho de administração composto por cinco membros independentes, com mandatos até cinco anos. Os custos de instalação serão suportados pelo orçamento da UE, enquanto as despesas correntes serão assumidas pelos locais de negociação, centrais de depósito de valores mobiliários e prestadores de serviços de ativos cripto. Para simplificar o funcionamento do mercado europeu, a Comissão Europeia também irá rever a legislação para limitar exigências adicionais dos Estados-Membros aos emitentes de valores mobiliários, simplificar o processo de licenciamento para melhorar os serviços transfronteiriços de centrais de depósito e pretende ainda integrar a tecnologia de registo distribuído no manual de regras. As negociações sobre este pacote de medidas arrancam em janeiro do próximo ano, altura em que Chipre assumirá a presidência rotativa do Conselho da UE.

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