24 de abril de 2026


Dinâmicas importantes no setor financeiro:
A direção do conflito entre EUA e Irã e o caminho da política do Federal Reserve tornam-se o foco principal de negociação do mercado

1️⃣ Impasse no cessar-fogo EUA-Irã e bloqueio do Estreito de Hormuz

Conteúdo do evento:
Trump afirmou que irá "prolongar indefinidamente" o acordo de cessar-fogo, podendo retomar as negociações já na sexta-feira; mas os radicais no parlamento iraniano negaram claramente qualquer mudança de plano, afirmando que "o inimigo não é confiável" e que o Estreito de Hormuz não será reaberto. O presidente do parlamento iraniano disse que já usou o cessar-fogo para "reabastecer" as forças, enquanto a população exige "aproveitar a vantagem e avançar".

Razões para atenção:
O Estreito de Hormuz controla cerca de 20% do transporte global de petróleo, e o bloqueio contínuo mantém os preços de metais industriais e energia elevados, dificultando a redução da inflação. Isso influencia diretamente a possibilidade do Federal Reserve retomar cortes de juros — a queda nos preços de energia é uma condição necessária para afrouxamento monetário.

2️⃣ Reunião do FOMC de 28-29 de abril: manutenção das taxas de juros quase certa

Conteúdo do evento:
Dados do "Observador do Federal Reserve" do CME indicam que a probabilidade de manter as taxas de juros inalteradas em abril é de 100% (97-98%), com a taxa de fundos federais permanecendo entre 3,50% e 3,75%. Goldman Sachs, J.P. Morgan e outras instituições esperam unanimemente que a reunião seja de manutenção.

Razões para atenção:
O dot plot e as orientações futuras divulgados após a reunião irão remodelar as expectativas do mercado para o caminho de cortes de juros em 2026. Se o Federal Reserve sinalizar "paciência em relação aos riscos geopolíticos", isso pode reforçar a expectativa de "apenas um corte de juros no ano", impactando profundamente a liquidez global.

3️⃣ FMI revisa para baixo o crescimento global de 2026 para 3,1%, alertando para riscos de guerra

Conteúdo do evento:
Em 14 de abril, o FMI publicou a "Perspectiva Econômica Mundial", revisando para baixo a previsão de crescimento do PIB global em 2026 para 3,1% (apenas 3,2% em 2027), bem abaixo da média pré-pandemia. A guerra no Oriente Médio causou perdas de produção na região de conflito superiores às de crises financeiras ou desastres naturais graves. Se o conflito persistir, a economia global pode entrar em recessão.

Razões para atenção:
Esta é a primeira vez que o FMI inclui explicitamente a guerra geopolítica como variável central em seu modelo macroeconômico. O relatório estima que os gastos militares dos países aumentarão cerca de 2,7 pontos percentuais do PIB, o déficit fiscal se deteriorará em 2,6 pontos percentuais e a dívida pública aumentará 7 pontos percentuais — indicando que a pressão para austeridade fiscal global se tornará mais evidente após o conflito.

4️⃣ Divergências graves entre os membros do Federal Reserve

Conteúdo do evento:
O membro do Fed, Christopher Waller (mais dovish), afirmou que "se a paz no Oriente Médio for alcançada, apoiará cortes de juros mais tarde neste ano"; enquanto outros membros têm posições variando de uma a quatro cortes. O dot plot de março do Fed mostra uma mediana de apenas um corte, Goldman Sachs prevê dois, e o mercado de futuros até precifica o ano inteiro sem cortes.

Razões para atenção:
As divergências políticas refletem que o Federal Reserve está em uma "situação de stagflation" — crescimento econômico desacelerando junto com a persistência da inflação. A trajetória dos preços de energia (dependente da geopolítica) será uma variável-chave para romper o impasse. Recomenda-se atenção ao discurso de Powell após a reunião de 29 de abril.

5️⃣ Goldman Sachs revisa para baixo as expectativas de cortes, mas mantém visão otimista de paz

Conteúdo do evento:
O mais recente relatório do Goldman Sachs aponta que, se as negociações de paz entre EUA e Irã avançarem e a pressão sobre os preços do petróleo diminuir, a normalização da política monetária poderá ser retomada; mas o maior risco atual é a "prolongação ou reescalada" do conflito. Goldman Sachs mantém a previsão de dois cortes de 50 pontos base em 2026, embora reconheça que o cronograma seja altamente incerto.

Razões para atenção:
O Goldman Sachs caracteriza a situação atual como uma "choque inflacionário" (impulsionado pelo energia) e não uma recessão tradicional, o que significa que a prioridade da política do Fed é controlar as expectativas de inflação, não estimular o crescimento. O mercado já está precificando um "cenário pós-guerra"; se as negociações fracassarem, pode ocorrer uma nova rodada de vendas de ativos considerados seguros.

Resumo executivo: A lógica central do dia é: Conflito EUA-Irã → Oferta de energia → Persistência da inflação → Espaço de política do banco central limitado. Recomenda-se atenção às orientações do FOMC de 28-29 de abril e ao progresso das negociações EUA-Irã.

Fonte de informação: Xinhua Finance, FMI WEO, abril de 2026, TheStreet, CNBC, CME FedWatch, Crestwood Advisors etc.
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