Acabei de analisar alguns dados que, honestamente, são bastante impressionantes. Mais da metade dos americanos não consegue cobrir uma $500 emergência básica sem recorrer ao endividamento. Ou seja, estamos a falar de pessoas que imediatamente pegariam num cartão de crédito se o carro avariar ou se precisarem de uma conta médica inesperada.



Os números contam a história de forma bastante clara. O fundo de emergência médio nos EUA é de apenas 600 dólares, e uma em cada cinco pessoas não tem nada poupado. Quando a CreditOne pesquisou mil americanos, 51% disseram que precisariam usar um cartão de crédito para lidar com uma $500 gasto de emergência. Isso não é uma pequena percentagem—é mais da metade do país numa posição precária.

O que é realmente interessante é como isso se divide por faixa etária. A Geração Z e os millennials estão particularmente vulneráveis, com quase metade de ambos os grupos a dizer que precisariam de limites de crédito mais altos só para cobrir emergências. Enquanto isso, apenas 27% dos baby boomers sentem a mesma pressão. Existe uma verdadeira divisão geracional na forma como as pessoas gerem choques financeiros.

Quando se aprofunda na divisão das poupanças, a situação piora. 30% das pessoas entrevistadas têm menos de $500 em poupanças de emergência. Isso é complicado, especialmente considerando que a média das famílias americanas gasta mais de 2.000 dólares mensais em contas básicas. Portanto, se algo inesperado acontecer, a maioria das pessoas fica imediatamente no vermelho.

A questão principal é simples: as pessoas simplesmente não têm o suficiente guardado. Quase metade dos entrevistados afirmou que tem três meses ou menos de poupança para emergências. O valor recomendado é de três a seis meses de despesas, mas isso é uma fantasia para a maioria das famílias neste momento.

Então, o que realmente pode ser feito? A estratégia não deve passar por esgotar os cartões de crédito—isso apenas adia o problema. Em vez disso, construir um verdadeiro $500 fundo de emergência deve ser o primeiro passo, mesmo que leve tempo. Comece com uma conta de poupança de alto rendimento e automatize transferências de cada salário. Mesmo quantias pequenas acumulam-se. Se a sua renda regular não for suficiente, encontrar uma renda extra especificamente para este propósito também funciona. O importante é tratar as poupanças de emergência como uma despesa inegociável, não algo que se faz depois de tudo o resto.

A diferença entre onde as pessoas estão e onde deveriam estar é enorme, mas é possível de corrigir se realmente a priorizarem. Esse $500 fundo de emergência não é apenas um número—é a diferença entre ter opções e ser forçado a endividar-se quando a vida acontece.
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