Quando criança, fazíamos problemas matemáticos sobre «encher uma banheira enquanto a esvaziamos ao mesmo tempo» e sempre achava isso absurdo — quem seria tão estúpido?



Quando cresci, descobri que isto é a filosofia de vida dos humanos modernos.

Enchemos uma mão enquanto esvaziamos com a outra — passamos a noite a ver o telemóvel enquanto adicionamos melatonina ao carrinho de compras; gritamos que estamos de dieta enquanto pedimos chá de leite à noite; bebemos café para nos manter vivos enquanto tomamos comprimidos para dormir. A psicologia chama isto «dissonância cognitiva» — o sofrimento de ter crenças contraditórias simultaneamente.

Mas não somos estúpidos, apenas usamos a autossabotagem para manter algum tipo de equilíbrio psicológico. A resposta àquele problema matemático não é «fechar a torneira», mas «aceitar que esta banheira nunca vai ficar cheia».

No mundo dos adultos, não há respostas certas, apenas o quotidiano cheio de contradições.
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