As raízes do poder militar e económico estão novamente a mudar-se do software e da informação para recursos convencionais.


O conflito iraniano é uma boa ilustração desta mudança. O petróleo está novamente a tornar-se não apenas uma ferramenta de pressão, mas uma arma propriamente dita e parte da luta geopolítica, não apenas uma matéria-prima. Este é um sinal de que a competição entre países está gradualmente a regressar aos fundamentos—o controlo sobre os recursos energéticos que sustentam as economias.
Para países que carecem de acesso a tais recursos, os riscos estão apenas a crescer: desde picos nas inflações e problemas económicos a limitações no desenvolvimento de tecnologias de IA e do exército do futuro.
Ao mesmo tempo, a ideia de que a geografia deixou de desempenhar um papel no mundo moderno está gradualmente a desmoronar-se. Os eventos recentes mostram o oposto—na era da globalização, os recursos físicos e as cadeias de abastecimento não desapareceram, mas tornaram-se uma ferramenta de influência ainda mais poderosa.
Quem controla as cadeias de abastecimento dita as regras do jogo.
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