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Quando tinha 2013, um colega de quarto da minha faculdade ficou entusiasmado e contou-me que tinha acabado de comprar um Bitcoin, por cem euros.
Naquela tarde, o corredor cheirava a ramen. Ele tinha feito o ramen.
Lembro-me muito bem, ele segurava um garfo e disse-me: Bitcoin, descentralizado, total de 21 milhões.
Perguntei-lhe, dá para comer?
O meu orçamento mensal era de oitocentos euros. Carreguei cem euros em Q币, diamantes roxos no DJ.
Aquele Bitcoin dele estava guardado numa coisa chamada “carteira”, mostrou-me a tela, um endereço que parecia uma sequência de caracteres aleatórios.
Disse-lhe, e se perderes isso?
Ele respondeu, chave privada.
Até hoje não sei o que é a chave privada. Na altura, parecia que ele estava a recitar um feitiço.
Depois, ele ficava a olhar o preço, se subisse dois euros, falava sobre isso a tarde toda. Se caísse cinco euros, comia de cabeça no ramen mais barato do cantina.
Em 2018, vendeu uma parte. Trocou por um Civic usado.
Na noite em que deixou as chaves do carro na mesa, novamente com cheiro a ramen, ele próprio tinha feito o ramen.
Não disse nada. Na altura, já tinha gasto todos os meus Q币.
No ano passado, um termo ficou popular, chamado “conversão de conhecimento”, que me fez lembrar daquela tigela de ramen.
Na verdade, ele me contou depois que, em 2013, nos EUA, havia um site chamado Silk Road, onde já se comprava pizza com Bitcoin. Eu não acreditei.
Na altura, achava que pizza tinha que ser paga em dinheiro.
Só depois, ao ler o documento de discussão sobre moeda digital do Federal Reserve de 2023, percebi que naquela altura o Banco de Pagamentos Internacionais nem tinha um quadro de referência. Ele realmente leu dezenas de páginas do white paper e acreditou numa coisa invisível.
Aquela sala de dormitório era sombreada, no inverno, pendurava meias por três dias a secar.
A luz azul do seu ecrã iluminava-lhe o rosto enquanto ele me recitava a mensagem do bloco génesis de Satoshi Nakamoto.
Eu abaixei a cabeça a lutar contra o chefe.
Naquela altura, não sentia o tempo a passar.
Agora, ele já não faz trading. De vez em quando, manda uma publicação no feed com fotos do filho a montar blocos de construção.
Não estamos na mesma cidade. Na semana passada, ele perguntou-me: ainda jogas DJ?
Respondi que já não jogo há muito tempo.
A caixa de diálogo mostrava “a outra pessoa está a digitar” há um bom tempo.
Por fim, enviou um emoji.
Era um gato.
O Bitcoin ultrapassou os dólares. O Civic que ele vendeu já se desvalorizou há muito tempo.
Mas esta não é uma história sobre “se devia ou não ter comprado na altura”.
É sobre como, de fato, troquei aqueles oitocentos euros por meses de felicidade. Ele trocou aqueles cem euros por uma razão em que acreditava.
Ninguém saiu a perder.
Só que, depois, percebi que há pessoas que, aos vinte anos, já se atrevem a apostar uma parte da vida num futuro que não conseguem entender.
E há outras que precisam primeiro cheirar o vapor do ramen quente para se sentirem prontas para uma atualização de conhecimento.
Ao longo da vida, o mais caro não é o dinheiro que se perde, mas o “eu que tinha coragem de acreditar”.
O mundo está sempre a mudar, coisas novas surgem sem parar — Bitcoin, IA, a próxima onda...
Muita gente hesita ao cheirar o vapor do ramen, poucos pegam no garfo e experimentam primeiro.
Não esperes até entender tudo para entrares no jogo. Às vezes, a oportunidade é aquela tigela de ramen fumegante, que ainda não entendes bem, mas que cheira bem.
Que todos nós não fiquemos só a olhar para baixo, a lutar contra o chefe, e acabemos por perder o momento de olhar para o futuro.
E tu? O que estavas a fazer em 2013?