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A aposta da Polygon vai além das startups de criptomoedas
A Polygon Labs fechou acordos para adquirir a Coinme e a Sequence por mais de 250 milhões de dólares no total. A empresa recusou-se a divulgar uma divisão dos preços de compra ou a estrutura de pagamento. Executivos da Polygon disseram que as aquisições apoiam a estratégia de stablecoins da empresa.
Essa declaração merece atenção mais detalhada. As stablecoins agora estão no centro do debate sobre pagamentos digitais. Bancos, processadores de pagamento e empresas de tecnologia veem-nas como uma possível atualização dos sistemas de liquidação existentes. A movimentação da Polygon coloca-a diretamente nesse confronto.
A Coinme opera serviços de troca de dinheiro por criptomoedas e possui licenças de transmissão de dinheiro nos Estados Unidos. A Sequence desenvolve infraestrutura de carteiras e blockchain. Juntas, essas empresas cobrem duas áreas que as redes blockchain frequentemente deixam para parceiros externos: integração regulada e ferramentas voltadas para o usuário.
Isso sinaliza uma mudança na forma como a Polygon vê seu papel. A empresa está passando de uma provedora de rede para uma operadora de infraestrutura de pagamento.
Stablecoins estão levando empresas de blockchain para o setor de pagamentos
Durante anos, as empresas de blockchain focaram na capacidade de processamento, taxas de transação e adoção por desenvolvedores. As stablecoins mudaram esse foco.
As stablecoins transformam os sistemas blockchain em ferramentas de pagamento, e não apenas em plataformas de negociação. Essa mudança obriga as empresas a lidarem com regulamentação, conformidade e acesso de clientes. Também as coloca em competição com plataformas fintech tradicionais que já operam sob essas restrições.
As aquisições da Polygon refletem essa pressão. Uma rede blockchain sozinha não consegue suportar o uso cotidiano de pagamentos em grande escala. Ela precisa de acesso licenciado aos sistemas fiduciários e de ferramentas que empresas e consumidores possam usar sem dificuldades técnicas.
A Coinme traz pontes reguladas entre dinheiro físico e criptomoedas. A Sequence fornece tecnologia de carteiras e infraestrutura para desenvolvedores. A Polygon já gerencia a camada de rede. Juntas, essas peças aproximam a empresa de operar uma pilha completa de pagamentos.
Coinme reforça a estratégia regulatória da Polygon
O principal valor da Coinme está na sua presença regulatória. Licenças de transmissão de dinheiro permitem que a empresa opere em mercados regulamentados de pagamento nos Estados Unidos. Essa base legal é mais importante do que sua presença de caixas automáticos.
A adoção de stablecoins depende da aceitação regulatória. Grandes empresas e instituições não irão direcionar pagamentos por sistemas que não atendam aos padrões de reporte e conformidade. A decisão da Polygon de adquirir a Coinme demonstra reconhecimento dessa realidade.
A Coinme também possui histórico regulatório. Reguladores da Califórnia e de Washington atuaram contra a empresa em 2025 por violações relacionadas aos limites de saques em caixas automáticos. Washington posteriormente concordou em suspender uma ordem de cessar e desistir. O CEO da Polygon afirmou que as práticas de conformidade da empresa vão além dos requisitos mínimos.
Essa resposta destaca o desafio que a Polygon enfrenta agora. A infraestrutura de pagamento traz supervisão. Supervisão traz risco. A empresa opta por operar onde a fiscalização é constante.
Sequence oferece controle sobre a camada de usuário
Infraestrutura de carteiras costuma receber menos atenção do que redes e tokens. Na prática, as carteiras determinam como os usuários interagem com o dinheiro digital.
A Sequence constrói carteiras e ferramentas para desenvolvedores que suportam aplicações blockchain. Isso dá à Polygon influência sobre como as stablecoins são armazenadas, autorizadas e integradas aos serviços.
No setor financeiro tradicional, os bancos controlam as contas dos clientes. No financeiro digital, as carteiras desempenham papel semelhante. O controle sobre as carteiras afeta verificações de identidade, aprovações de transação e acesso a produtos financeiros.
Ao adquirir a Sequence, a Polygon ganha influência sobre essa camada. Reduz a dependência de provedores externos de carteiras e cria espaço para construir relacionamentos diretos com usuários e empresas.
Essa é uma jogada estratégica. A adoção de pagamentos depende tanto da experiência do usuário quanto da capacidade técnica.
A comparação com Stripe revela uma rivalidade maior
O fundador da Polygon comparou a abordagem da empresa às recentes movimentações da Stripe em stablecoins e blockchain. Essa comparação é reveladora.
A Stripe construiu infraestrutura de pagamento global muito antes de entrar no setor de criptomoedas. Depois, adquiriu empresas de stablecoin e carteiras, além de apoiar seu próprio blockchain focado em pagamentos. O objetivo da Stripe sempre foi claro: controlar toda a pilha de pagamento.
A Polygon está tomando o caminho oposto. Ela já opera infraestrutura blockchain. Agora está adquirindo as camadas que conectam blockchain a pagamentos do mundo real.
Isso coloca a Polygon e empresas similares de blockchain em competição direta com fintechs estabelecidas. O confronto não é mais sobre ideologia ou debates sobre descentralização. Trata-se de quem oferece liquidação mais rápida, custos menores e melhor suporte à conformidade.
Os mercados de pagamento valorizam confiabilidade. Valorizam escala. Valorizam confiança. Empresas de blockchain que desejam espaço nesse mercado precisam atender aos mesmos padrões das processadoras tradicionais.
A era dos NFTs dá lugar à utilidade de pagamento
A Polygon ganhou atenção pública durante o boom de NFTs em 2021 e 2022. Esse período trouxe volume de transações e visibilidade, mas não estabeleceu relevância duradoura para pagamentos.
O foco recente da empresa em stablecoins, pagamentos e na contratação do ex-chefe de cripto da Stripe indica uma direção diferente. A Polygon está mudando seu foco para utilidade financeira, e não apenas entretenimento.
Isso reflete um ajuste mais amplo no setor de criptomoedas. Projetos baseados em demanda especulativa enfrentam queda de interesse. Projetos voltados a serviços financeiros atraem atenção institucional.
As stablecoins estão no centro dessa mudança. Oferecem um caso de uso prático que atende às necessidades empresariais. Isso as torna mais atraentes para bancos, reguladores e empresas.
Infraestrutura torna-se o principal campo de batalha
A corrida pelas stablecoins está sendo decidida pelo controle da infraestrutura.
Sistemas de pagamento exigem integração, verificações de conformidade, soluções de custódia, canais de liquidação e ferramentas de reporte. Essas funções determinam se as empresas adotam uma plataforma.
As aquisições da Polygon mostram uma movimentação para possuir esses componentes, em vez de terceirizá-los. Isso reduz a dependência de parceiros cujas prioridades podem divergir. Também aumenta a responsabilidade.
A posse de infraestrutura implica custos operacionais mais altos e maior exposição regulatória. Mas também cria vantagem competitiva quando bem executada.
Empresas tradicionais de pagamento já compreendem esse modelo. Empresas de blockchain agora enfrentam a mesma realidade.
Fintech e blockchain caminham para o mesmo terreno
A linha entre plataformas fintech e redes blockchain continua a se borrar. Empresas fintech integram serviços de cripto. Empresas de blockchain adquirem provedores licenciados de pagamento.
A estratégia da Polygon se encaixa nessa convergência. A empresa está construindo capacidades que se assemelham às de processadoras de pagamento, e não apenas a projetos de código aberto.
Essa convergência muda a forma de medir sucesso. Adoção por desenvolvedores importa menos do que volume de transações. Engajamento comunitário importa menos do que integração empresarial.
A adoção de stablecoins favorecerá empresas que oferecem ferramentas completas de pagamento, e não apenas produtos blockchain isolados.
Riscos acompanham a oportunidade
A estratégia da Polygon traz riscos operacionais. Integrar empresas adquiridas é complexo. Os ambientes regulatórios evoluem. Falhas nos pagamentos atraem atenção imediata.
Os problemas regulatórios passados da Coinme destacam a importância de uma governança de conformidade forte. Infraestrutura de carteiras traz responsabilidades de cibersegurança. Sistemas de custódia enfrentam ameaças constantes de fraude e falhas técnicas.
Esses riscos não desaparecem só porque há tecnologia blockchain envolvida. Aumentam quando os sistemas lidam com fluxos de dinheiro real.
A liderança da Polygon parece disposta a aceitar esses desafios. As aquisições indicam uma visão de longo prazo, não uma experiência de curto prazo.
Adoção institucional depende de controle e clareza
Grandes instituições exigem sistemas estáveis. Esperam auditabilidade, governança clara e desempenho previsível.
A movimentação da Polygon em direção a uma infraestrutura completa sugere que a empresa quer atender clientes institucionais, além de usuários de varejo e desenvolvedores. Controle sobre integração e carteiras facilita oferecer serviços de nível empresarial.
Essa abordagem também apoia parcerias com bancos e provedores de pagamento que demandam alinhamento regulatório.
A adoção de stablecoins em grande escala virá da integração com negócios.
O que isso significa para o mercado de stablecoins
As aquisições da Polygon sinalizam que as stablecoins estão entrando em uma nova fase. O foco está mudando de experimentação para competição pelo controle dos pagamentos.
Empresas que controlam pontos de acesso e ferramentas de usuário influenciarão como as stablecoins são usadas em comércio, folha de pagamento e liquidação transfronteiriça. Essa disputa se desenvolverá ao longo de anos, não meses.
Infraestrutura de pagamento não muda rapidamente. Requer confiança construída ao longo de longos períodos. Empresas de blockchain que desejam competir precisam investir de acordo.
A decisão da Polygon de gastar mais de 250 milhões de dólares em infraestrutura indica que ela compreende esse cronograma.
Um ponto de inflexão na estratégia de blockchain
Os acordos com a Coinme e a Sequence marcam um ponto de inflexão na forma como a Polygon se posiciona. A empresa não atua mais apenas como construtora de redes. Está entrando na função de provedora de infraestrutura de pagamento.
Esse movimento alinha a Polygon às realidades operacionais do setor financeiro. Também a expõe às mesmas pressões enfrentadas por bancos e fintechs.
Stablecoins não terão sucesso só por serem novas. Terão sucesso se oferecerem desempenho superior aos sistemas existentes sob condições reais.
A Polygon fez uma aposta clara nesse futuro. O resultado ajudará a determinar se empresas de blockchain podem competir no negócio de movimentar dinheiro, e não apenas na construção de redes.
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As aquisições da Coinme e Sequence pela Polygon revelam uma luta mais profunda sobre quem controla os pagamentos com stablecoins
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A aposta da Polygon vai além das startups de criptomoedas
A Polygon Labs fechou acordos para adquirir a Coinme e a Sequence por mais de 250 milhões de dólares no total. A empresa recusou-se a divulgar uma divisão dos preços de compra ou a estrutura de pagamento. Executivos da Polygon disseram que as aquisições apoiam a estratégia de stablecoins da empresa.
Essa declaração merece atenção mais detalhada. As stablecoins agora estão no centro do debate sobre pagamentos digitais. Bancos, processadores de pagamento e empresas de tecnologia veem-nas como uma possível atualização dos sistemas de liquidação existentes. A movimentação da Polygon coloca-a diretamente nesse confronto.
A Coinme opera serviços de troca de dinheiro por criptomoedas e possui licenças de transmissão de dinheiro nos Estados Unidos. A Sequence desenvolve infraestrutura de carteiras e blockchain. Juntas, essas empresas cobrem duas áreas que as redes blockchain frequentemente deixam para parceiros externos: integração regulada e ferramentas voltadas para o usuário.
Isso sinaliza uma mudança na forma como a Polygon vê seu papel. A empresa está passando de uma provedora de rede para uma operadora de infraestrutura de pagamento.
Stablecoins estão levando empresas de blockchain para o setor de pagamentos
Durante anos, as empresas de blockchain focaram na capacidade de processamento, taxas de transação e adoção por desenvolvedores. As stablecoins mudaram esse foco.
As stablecoins transformam os sistemas blockchain em ferramentas de pagamento, e não apenas em plataformas de negociação. Essa mudança obriga as empresas a lidarem com regulamentação, conformidade e acesso de clientes. Também as coloca em competição com plataformas fintech tradicionais que já operam sob essas restrições.
As aquisições da Polygon refletem essa pressão. Uma rede blockchain sozinha não consegue suportar o uso cotidiano de pagamentos em grande escala. Ela precisa de acesso licenciado aos sistemas fiduciários e de ferramentas que empresas e consumidores possam usar sem dificuldades técnicas.
A Coinme traz pontes reguladas entre dinheiro físico e criptomoedas. A Sequence fornece tecnologia de carteiras e infraestrutura para desenvolvedores. A Polygon já gerencia a camada de rede. Juntas, essas peças aproximam a empresa de operar uma pilha completa de pagamentos.
Coinme reforça a estratégia regulatória da Polygon
O principal valor da Coinme está na sua presença regulatória. Licenças de transmissão de dinheiro permitem que a empresa opere em mercados regulamentados de pagamento nos Estados Unidos. Essa base legal é mais importante do que sua presença de caixas automáticos.
A adoção de stablecoins depende da aceitação regulatória. Grandes empresas e instituições não irão direcionar pagamentos por sistemas que não atendam aos padrões de reporte e conformidade. A decisão da Polygon de adquirir a Coinme demonstra reconhecimento dessa realidade.
A Coinme também possui histórico regulatório. Reguladores da Califórnia e de Washington atuaram contra a empresa em 2025 por violações relacionadas aos limites de saques em caixas automáticos. Washington posteriormente concordou em suspender uma ordem de cessar e desistir. O CEO da Polygon afirmou que as práticas de conformidade da empresa vão além dos requisitos mínimos.
Essa resposta destaca o desafio que a Polygon enfrenta agora. A infraestrutura de pagamento traz supervisão. Supervisão traz risco. A empresa opta por operar onde a fiscalização é constante.
Sequence oferece controle sobre a camada de usuário
Infraestrutura de carteiras costuma receber menos atenção do que redes e tokens. Na prática, as carteiras determinam como os usuários interagem com o dinheiro digital.
A Sequence constrói carteiras e ferramentas para desenvolvedores que suportam aplicações blockchain. Isso dá à Polygon influência sobre como as stablecoins são armazenadas, autorizadas e integradas aos serviços.
No setor financeiro tradicional, os bancos controlam as contas dos clientes. No financeiro digital, as carteiras desempenham papel semelhante. O controle sobre as carteiras afeta verificações de identidade, aprovações de transação e acesso a produtos financeiros.
Ao adquirir a Sequence, a Polygon ganha influência sobre essa camada. Reduz a dependência de provedores externos de carteiras e cria espaço para construir relacionamentos diretos com usuários e empresas.
Essa é uma jogada estratégica. A adoção de pagamentos depende tanto da experiência do usuário quanto da capacidade técnica.
A comparação com Stripe revela uma rivalidade maior
O fundador da Polygon comparou a abordagem da empresa às recentes movimentações da Stripe em stablecoins e blockchain. Essa comparação é reveladora.
A Stripe construiu infraestrutura de pagamento global muito antes de entrar no setor de criptomoedas. Depois, adquiriu empresas de stablecoin e carteiras, além de apoiar seu próprio blockchain focado em pagamentos. O objetivo da Stripe sempre foi claro: controlar toda a pilha de pagamento.
A Polygon está tomando o caminho oposto. Ela já opera infraestrutura blockchain. Agora está adquirindo as camadas que conectam blockchain a pagamentos do mundo real.
Isso coloca a Polygon e empresas similares de blockchain em competição direta com fintechs estabelecidas. O confronto não é mais sobre ideologia ou debates sobre descentralização. Trata-se de quem oferece liquidação mais rápida, custos menores e melhor suporte à conformidade.
Os mercados de pagamento valorizam confiabilidade. Valorizam escala. Valorizam confiança. Empresas de blockchain que desejam espaço nesse mercado precisam atender aos mesmos padrões das processadoras tradicionais.
A era dos NFTs dá lugar à utilidade de pagamento
A Polygon ganhou atenção pública durante o boom de NFTs em 2021 e 2022. Esse período trouxe volume de transações e visibilidade, mas não estabeleceu relevância duradoura para pagamentos.
O foco recente da empresa em stablecoins, pagamentos e na contratação do ex-chefe de cripto da Stripe indica uma direção diferente. A Polygon está mudando seu foco para utilidade financeira, e não apenas entretenimento.
Isso reflete um ajuste mais amplo no setor de criptomoedas. Projetos baseados em demanda especulativa enfrentam queda de interesse. Projetos voltados a serviços financeiros atraem atenção institucional.
As stablecoins estão no centro dessa mudança. Oferecem um caso de uso prático que atende às necessidades empresariais. Isso as torna mais atraentes para bancos, reguladores e empresas.
Infraestrutura torna-se o principal campo de batalha
A corrida pelas stablecoins está sendo decidida pelo controle da infraestrutura.
Sistemas de pagamento exigem integração, verificações de conformidade, soluções de custódia, canais de liquidação e ferramentas de reporte. Essas funções determinam se as empresas adotam uma plataforma.
As aquisições da Polygon mostram uma movimentação para possuir esses componentes, em vez de terceirizá-los. Isso reduz a dependência de parceiros cujas prioridades podem divergir. Também aumenta a responsabilidade.
A posse de infraestrutura implica custos operacionais mais altos e maior exposição regulatória. Mas também cria vantagem competitiva quando bem executada.
Empresas tradicionais de pagamento já compreendem esse modelo. Empresas de blockchain agora enfrentam a mesma realidade.
Fintech e blockchain caminham para o mesmo terreno
A linha entre plataformas fintech e redes blockchain continua a se borrar. Empresas fintech integram serviços de cripto. Empresas de blockchain adquirem provedores licenciados de pagamento.
A estratégia da Polygon se encaixa nessa convergência. A empresa está construindo capacidades que se assemelham às de processadoras de pagamento, e não apenas a projetos de código aberto.
Essa convergência muda a forma de medir sucesso. Adoção por desenvolvedores importa menos do que volume de transações. Engajamento comunitário importa menos do que integração empresarial.
A adoção de stablecoins favorecerá empresas que oferecem ferramentas completas de pagamento, e não apenas produtos blockchain isolados.
Riscos acompanham a oportunidade
A estratégia da Polygon traz riscos operacionais. Integrar empresas adquiridas é complexo. Os ambientes regulatórios evoluem. Falhas nos pagamentos atraem atenção imediata.
Os problemas regulatórios passados da Coinme destacam a importância de uma governança de conformidade forte. Infraestrutura de carteiras traz responsabilidades de cibersegurança. Sistemas de custódia enfrentam ameaças constantes de fraude e falhas técnicas.
Esses riscos não desaparecem só porque há tecnologia blockchain envolvida. Aumentam quando os sistemas lidam com fluxos de dinheiro real.
A liderança da Polygon parece disposta a aceitar esses desafios. As aquisições indicam uma visão de longo prazo, não uma experiência de curto prazo.
Adoção institucional depende de controle e clareza
Grandes instituições exigem sistemas estáveis. Esperam auditabilidade, governança clara e desempenho previsível.
A movimentação da Polygon em direção a uma infraestrutura completa sugere que a empresa quer atender clientes institucionais, além de usuários de varejo e desenvolvedores. Controle sobre integração e carteiras facilita oferecer serviços de nível empresarial.
Essa abordagem também apoia parcerias com bancos e provedores de pagamento que demandam alinhamento regulatório.
A adoção de stablecoins em grande escala virá da integração com negócios.
O que isso significa para o mercado de stablecoins
As aquisições da Polygon sinalizam que as stablecoins estão entrando em uma nova fase. O foco está mudando de experimentação para competição pelo controle dos pagamentos.
Empresas que controlam pontos de acesso e ferramentas de usuário influenciarão como as stablecoins são usadas em comércio, folha de pagamento e liquidação transfronteiriça. Essa disputa se desenvolverá ao longo de anos, não meses.
Infraestrutura de pagamento não muda rapidamente. Requer confiança construída ao longo de longos períodos. Empresas de blockchain que desejam competir precisam investir de acordo.
A decisão da Polygon de gastar mais de 250 milhões de dólares em infraestrutura indica que ela compreende esse cronograma.
Um ponto de inflexão na estratégia de blockchain
Os acordos com a Coinme e a Sequence marcam um ponto de inflexão na forma como a Polygon se posiciona. A empresa não atua mais apenas como construtora de redes. Está entrando na função de provedora de infraestrutura de pagamento.
Esse movimento alinha a Polygon às realidades operacionais do setor financeiro. Também a expõe às mesmas pressões enfrentadas por bancos e fintechs.
Stablecoins não terão sucesso só por serem novas. Terão sucesso se oferecerem desempenho superior aos sistemas existentes sob condições reais.
A Polygon fez uma aposta clara nesse futuro. O resultado ajudará a determinar se empresas de blockchain podem competir no negócio de movimentar dinheiro, e não apenas na construção de redes.