Como investir em ações: Estratégias de entrada para iniciantes

Investir em ações não é apenas uma forma simples de fazer dinheiro, mas uma poderosa ferramenta de investimento que, quando apoiada por conhecimento e estratégias, pode aumentar significativamente o seu património. Muitos iniciantes têm a ideia errada de que é uma espécie de “jogo de azar”, mas, com a abordagem correta, é totalmente possível ter sucesso. Neste guia, vamos explicar passo a passo como qualquer pessoa pode aprender a investir em ações, desde a escolha da corretora até análise de mercado e estratégias de investimento.

O que são ações? Significado de propriedade de uma empresa

A essência das ações é simples. Elas representam uma parte da propriedade de uma empresa. Comprar ações significa adquirir uma participação na empresa, e, dependendo do desempenho da mesma, você pode obter dois tipos de rendimento: dividendos e ganhos de capital.

Por exemplo, ao possuir uma ação da Samsung Electronics, você detém uma pequena fração do valor total dessa gigante empresarial. Essa é a ideia central do investimento em ações.

Encontrar o método de investimento em ações que se adapta a você

A maior vantagem das ações em comparação com outros produtos financeiros é o potencial de crescimento. Quando uma empresa de bom desempenho cresce e o preço das ações sobe, você pode obter ganhos de capital, além de receber dividendos periódicos que geram fluxo de caixa. Além disso, a alta liquidez permite transformar facilmente suas ações em dinheiro sempre que desejar, diferentemente de ativos como imóveis.

Dados históricos mostram que o índice S&P 500, desde 1957, tem uma rentabilidade média anual de cerca de 10%, superando a inflação ao longo do tempo. Isso demonstra o poder do efeito dos juros compostos no longo prazo.

Porém, nem todos os investidores devem investir em ações. É fundamental entender sua tolerância ao risco, perfil de investimento e situação financeira, além de manter uma aprendizagem contínua e monitorar o mercado regularmente. A volatilidade das ações pode ser muito grande em períodos curtos. Por exemplo, em março de 2020, durante a pandemia de COVID-19, o índice S&P 500 caiu cerca de 34% em um mês. É importante considerar esse impacto psicológico ao lidar com oscilações bruscas.

Começando pelo passo inicial: abrir conta na corretora

O primeiro passo para investir em ações é escolher uma corretora e abrir uma conta. Hoje, com um smartphone, é possível abrir uma conta em poucos minutos, apenas com o documento de identificação.

Entender os tipos de conta também é importante. A conta de custódia comum permite comprar e vender ações nacionais e internacionais, além de outros produtos financeiros. A ISA (Conta de Gestão de Patrimônio Pessoal) oferece benefícios fiscais para investimentos de longo prazo. A CMA (Conta de Gestão de Patrimônio Consolidada) oferece juros sobre o saldo e permite investir ao mesmo tempo.

O procedimento para abrir uma conta costuma seguir estes passos:

1. Escolher a corretora — Comparar taxas, usabilidade do aplicativo, atendimento ao cliente, etc.

2. Baixar o aplicativo e fazer a verificação de identidade — Instalar o app da corretora, escanear o documento de identidade e passar pela autenticação por telefone.

3. Inserir dados pessoais — Informar corretamente seus dados e fonte de renda.

4. Concordar com os termos e enviar documentos — Aceitar os termos de uso e assinar digitalmente os documentos necessários.

5. Concluir a abertura — Receber a confirmação de que a conta foi aberta com sucesso.

Após abrir a conta, é importante estar atento a uma regra: se houver registros recentes de movimentações financeiras, pode ser necessário aguardar 20 dias úteis para abrir uma nova conta em outra instituição, como medida de prevenção a crimes financeiros. Corretoras parceiras, como KakaoBank ou TossBank, não estão sujeitas a essa restrição.

Outro ponto importante é a taxa de corretagem. Antigamente, ao fazer pedidos por telefone, era preciso pagar cerca de 0,5% de comissão, mas atualmente, as ordens feitas pelo online trading system (HTS) ou aplicativo móvel (MTS) são padrão, com taxas muito menores. Como muitos investidores tendem a manter a mesma corretora por bastante tempo, começar com uma que cobre taxas baixas é vantajoso a longo prazo.

Compreendendo os diferentes produtos e formas de negociação

Investir em ações pode ser feito de duas formas principais: compra direta de ações ou investimentos indiretos. A compra direta envolve analisar empresas e comprar suas ações, podendo gerar altos lucros, mas com maior risco. ETFs e fundos de investimento oferecem diversificação automática, reduzindo riscos.

Recentemente, a negociação de frações de ações (sócio de ações de alto valor) tem se popularizado, permitindo investir pequenas quantias em ações caras. Investimentos periódicos automáticos (dollar-cost averaging) ajudam a construir patrimônio ao longo do tempo, comprando uma quantia fixa mensalmente.

CFD (Contratos por Diferença) permite alavancagem, possibilitando lucros com pouco capital, mas também aumenta o risco de perdas. Por exemplo, se você espera que uma ação suba, pode comprar um CFD para lucrar com a alta; se espera que caia, pode abrir uma posição de venda (short).

Estratégias de obtenção de lucro: análise técnica vs análise fundamental

Antes de investir, é essencial fazer análises. As duas principais são análise técnica e análise fundamental.

Análise técnica usa padrões de preços passados e volume de negociações para prever movimentos futuros. Indicadores como médias móveis e MACD ajudam a determinar o momento de compra ou venda. É mais adequada para investidores que dominam leitura de gráficos.

Análise fundamental avalia os dados financeiros, desempenho gerencial, tendências do setor, entre outros, para determinar o valor real de uma ação. Indicadores como PER (Preço/Lucro), PBR (Preço/Valor Patrimonial) e ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) são utilizados. Essa abordagem é preferida por investidores como Warren Buffett.

Combinar as duas análises pode fortalecer suas decisões de investimento.

Escolhendo entre estratégia de longo prazo e curto prazo

Existem duas abordagens principais:

Investimento de curto prazo (especulação) busca lucros rápidos por meio de operações diárias ou semanais, usando análise técnica, notícias em tempo real e estratégias de momentum. Oferece potencial de altos ganhos, mas com maior risco e custos de corretagem frequentes.

Investimento de longo prazo mantém ações por mais de cinco anos, aproveitando o efeito dos juros compostos. Essa estratégia, conhecida como value investing, é menos sensível às oscilações de mercado de curto prazo e costuma ter benefícios fiscais em muitos países.

Para iniciantes, o mais recomendado é focar no longo prazo, pois é mais estável e aumenta as chances de sucesso.

Gestão de risco na carteira de investimentos

Para obter retornos consistentes, diversificação e gerenciamento de risco são essenciais.

A diversificação evita colocar todos os ovos na mesma cesta. Investir em ações de diferentes empresas, setores e regiões ajuda a reduzir riscos específicos.

Técnicas de gerenciamento de risco incluem:

Stop Loss — definir um limite de perda, onde a venda automática é acionada para limitar prejuízos.

Rebalanceamento periódico — revisar e ajustar a carteira para manter as proporções desejadas, conforme mudanças de mercado.

Investimento parcelado — dividir o capital total em várias partes e investir ao longo do tempo, minimizando o impacto de oscilações.

Manter posições de longo prazo — segurar ações de boas empresas por mais tempo, minimizando o impacto de volatilidades de curto prazo.

Princípios essenciais para investidores iniciantes

Para ter sucesso, é importante seguir alguns princípios básicos:

Começar com pouco — investir valores pequenos inicialmente, para aprender e ganhar experiência.

Evitar modismos como ‘ações tema’ ou ‘ações que disparam’ — manter uma análise objetiva, sem se deixar levar por boatos ou emoções.

Estudar continuamente e acompanhar o mercado — dedicar 30 minutos por dia para ler notícias econômicas, e semanalmente verificar resultados de empresas e indicadores econômicos.

Manter um diário de investimentos — registrar motivos de compra e venda, resultados e aprendizados, para melhorar suas estratégias.

Seguindo esses princípios, o aprendizado será mais sólido, e a ansiedade inicial se transformará em confiança e conhecimento.

Conclusão: iniciando sua jornada de investimento em ações

Aprender a investir em ações não acontece de um dia para o outro. Requer análise cuidadosa, gerenciamento de riscos e estratégias bem definidas. Pense no investimento em ações como uma maratona, onde a consistência é mais importante que velocidade. Com planejamento, disciplina e paciência, você poderá alcançar crescimento patrimonial sustentável ao longo do tempo.

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