Grupos de ajuda peticionam ao Supremo Tribunal de Israel contra proibições a ONGs
37 organizações enfrentam encerramento das operações em Gaza em poucos dias
A nomeação de funcionários pelo governo israelita aumenta preocupações sobre a segurança dos trabalhadores humanitários
GENEBRA, 24 de fev (Reuters) - Vários grupos de ajuda afirmaram ter apresentado uma petição ao Supremo Tribunal de Israel para que possam continuar a operar em Gaza, alertando para consequências graves caso novas regras, que obrigam a nomear funcionários, levem ao encerramento das atividades.
Sete e trinta organizações internacionais, incluindo a organização médica Médicos Sem Fronteiras e o Conselho Norueguês para Refugiados, teriam que encerrar suas operações em poucos dias após Israel ordenar, no final de dezembro, que parassem de trabalhar em Gaza e na Cisjordânia ocupada dentro de 60 dias, a menos que cumprissem novas regras, incluindo a divulgação de detalhes dos funcionários.
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Os grupos de ajuda afirmam que compartilhar essas informações de funcionários pode representar um risco à segurança. Centenas de trabalhadores humanitários foram mortos ou feridos durante a guerra em Gaza.
Israel já afirmou que as registros tinham como objetivo evitar desvios de ajuda por grupos armados palestinos. As agências de ajuda contestam que uma quantidade significativa de ajuda tenha sido desviada.
O governo israelita não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
Dezessete ONGs e a Associação de Agências de Desenvolvimento Internacional apresentaram uma petição conjunta ao Tribunal Superior de Justiça de Israel no domingo, solicitando uma suspensão urgente da decisão, alertando para consequências humanitárias devastadoras se não puderem operar, segundo um comunicado dos grupos.
A petição pede que o governo israelita elimine a exigência de que as ONGs divulguem nomes de funcionários e permita que ONGs desregistradas continuem operando temporariamente, explicou Yotam Ben-Hillel, advogado israelita que apresentou o recurso, em entrevista por vídeo.
CONSEQUÊNCIAS HUMANITÁRIAS
Algumas das 37 organizações ordenadas a fechar operam serviços especializados, como hospitais de campanha, dizem funcionários de ajuda humanitária.
Um órgão de coordenação liderado pela ONU alertou que as organizações ainda autorizadas a operar podem atender apenas uma fração da resposta humanitária necessária na devastada Faixa de Gaza, onde a falta de moradia e a fome continuam graves.
Anne-Claire Yaeesh, da ONG Humanidade e Inclusão, afirmou que seu pessoal estrangeiro, responsável por fornecer educação sobre os riscos de munições não explodidas, teve que deixar Gaza na semana passada e que não conseguem contratar novos funcionários porque a organização está desregistrada.
Reportagem de Olivia Le Poidevin; Edição de Alexandra Hudson
Nossos Padrões: Os Princípios de Confiança da Thomson Reuters.
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Grupos de ajuda pedem ao tribunal superior de Israel que suspenda a suspensão de algumas ONGs em Gaza
Resumo
Grupos de ajuda peticionam ao Supremo Tribunal de Israel contra proibições a ONGs
37 organizações enfrentam encerramento das operações em Gaza em poucos dias
A nomeação de funcionários pelo governo israelita aumenta preocupações sobre a segurança dos trabalhadores humanitários
GENEBRA, 24 de fev (Reuters) - Vários grupos de ajuda afirmaram ter apresentado uma petição ao Supremo Tribunal de Israel para que possam continuar a operar em Gaza, alertando para consequências graves caso novas regras, que obrigam a nomear funcionários, levem ao encerramento das atividades.
Sete e trinta organizações internacionais, incluindo a organização médica Médicos Sem Fronteiras e o Conselho Norueguês para Refugiados, teriam que encerrar suas operações em poucos dias após Israel ordenar, no final de dezembro, que parassem de trabalhar em Gaza e na Cisjordânia ocupada dentro de 60 dias, a menos que cumprissem novas regras, incluindo a divulgação de detalhes dos funcionários.
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Os grupos de ajuda afirmam que compartilhar essas informações de funcionários pode representar um risco à segurança. Centenas de trabalhadores humanitários foram mortos ou feridos durante a guerra em Gaza.
Israel já afirmou que as registros tinham como objetivo evitar desvios de ajuda por grupos armados palestinos. As agências de ajuda contestam que uma quantidade significativa de ajuda tenha sido desviada.
O governo israelita não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
Dezessete ONGs e a Associação de Agências de Desenvolvimento Internacional apresentaram uma petição conjunta ao Tribunal Superior de Justiça de Israel no domingo, solicitando uma suspensão urgente da decisão, alertando para consequências humanitárias devastadoras se não puderem operar, segundo um comunicado dos grupos.
A petição pede que o governo israelita elimine a exigência de que as ONGs divulguem nomes de funcionários e permita que ONGs desregistradas continuem operando temporariamente, explicou Yotam Ben-Hillel, advogado israelita que apresentou o recurso, em entrevista por vídeo.
CONSEQUÊNCIAS HUMANITÁRIAS
Algumas das 37 organizações ordenadas a fechar operam serviços especializados, como hospitais de campanha, dizem funcionários de ajuda humanitária.
Um órgão de coordenação liderado pela ONU alertou que as organizações ainda autorizadas a operar podem atender apenas uma fração da resposta humanitária necessária na devastada Faixa de Gaza, onde a falta de moradia e a fome continuam graves.
Anne-Claire Yaeesh, da ONG Humanidade e Inclusão, afirmou que seu pessoal estrangeiro, responsável por fornecer educação sobre os riscos de munições não explodidas, teve que deixar Gaza na semana passada e que não conseguem contratar novos funcionários porque a organização está desregistrada.
Reportagem de Olivia Le Poidevin; Edição de Alexandra Hudson
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