Esta semana (18-22 de fevereiro), o mercado cambial global enfrentou uma série de eventos importantes. O índice do dólar inicialmente caiu, depois subiu, encerrando com uma valorização de 0,27%. As moedas não americanas, em geral, estiveram sob pressão. Entre elas, o iene caiu 0,89%, o euro caiu 0,44%, o dólar australiano caiu 0,78% e a libra esterlina caiu 0,52%. A queda sincronizada do iene com outras principais moedas refletiu o retorno da força do dólar no mercado.
Euro oscila, dados de emprego não agrícola impulsionam o mercado
Na semana anterior, o euro/dólar (EUR/USD) atingiu 1,2082, a maior cotação desde junho de 2021, mas logo enfrentou pressão de correção.
O sentimento do mercado mudou drasticamente devido a sinais políticos conflitantes. O presidente dos EUA, Trump, afirmou que não se preocupava com a depreciação do dólar, o que gerou especulações generalizadas de enfraquecimento do dólar a longo prazo, levando o índice do dólar a se aproximar de mínimas de quase quatro anos. No entanto, a nomeação do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, mudou completamente as expectativas do mercado. Warsh é conhecido por defender a redução do balanço do banco central, e sua nomeação aumentou as preocupações com o aperto de liquidez, levando a uma forte valorização do dólar. Como consequência, o euro/dólar recuou.
Dados econômicos divulgados nesta semana aprofundaram as mudanças no mercado. O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros inalterada em 5 de fevereiro, conforme esperado. Nos EUA, os dados de emprego não agrícola de janeiro, divulgados em 6 de fevereiro, mostraram criação de cerca de 70 mil empregos e taxa de desemprego de aproximadamente 4,4%, indicando crescimento abaixo do esperado. Esses dados fracos reforçaram as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano, o que normalmente beneficiaria o euro. Contudo, com o dólar forte dominando, o euro/dólar permaneceu oscilando em níveis elevados durante toda a semana.
No aspecto técnico, o euro/dólar manteve-se relativamente resistente apoiado por múltiplas médias móveis. O preço ainda está acima da média de 21 dias em 1,191. Se conseguir voltar a testar a máxima de 1,208 em curto prazo, isso poderá indicar uma tentativa de rompimento. Caso continue a recuar, os suportes principais estão na média de 21 dias em 1,174 e na média de 100 dias em 1,167. A maioria dos analistas acredita que as expectativas de cortes de juros pelos bancos centrais europeu e americano continuarão sendo o fator principal que determinará o desempenho futuro dessa moeda.
Queda do iene se intensifica, instabilidade política provoca impacto
O iene enfrentou forte pressão de depreciação nesta semana. O USD/JPY teve oscilações acentuadas antes e após as eleições no Japão.
No final da semana passada, o mercado chegou a elevar o iene devido a preocupações com intervenção do governo japonês na moeda. Contudo, com o fortalecimento das expectativas de política do novo presidente do Federal Reserve, o USD/JPY retomou a alta. Em 8 de fevereiro, os resultados das eleições na Câmara dos Deputados do Japão mostraram que o Liberal Democrata (LDP) superou as expectativas, consolidando ainda mais a base de poder da primeira-ministra, Sanae Takaichi.
A queda do iene se ampliou. Analistas do Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities destacaram que uma vitória esmagadora do LDP fortaleceria a base para a implementação de políticas fiscais mais agressivas, incluindo a redução do imposto ao consumo. Gestores de fundos da Invesco alertaram que a postura de Takaichi favorável a políticas fiscais expansionistas já é vista por investidores globais como um fator que favorece a depreciação do iene, incentivando mais capital a apostar na venda da moeda. Espera-se que o governo japonês enfrente maior pressão para realizar intervenções verbais para estabilizar a cotação do iene.
No aspecto técnico, o USD/JPY conseguiu romper a média de 100 dias e continua em alta nesta semana. Se o momentum persistir, as próximas resistências estão em 156,5 e 158,0, próximas às médias de 21 dias. Caso o USD/JPY perca a média de 100 dias, o suporte técnico fica em torno de 152. A preocupação com a continuidade da depreciação do iene, especialmente após a estabilização política, permanece alta.
Perspectivas e foco para a próxima semana
O mercado cambial global entrou numa fase de busca por novo equilíbrio. A força do dólar, fundamentada na mudança de expectativas de política do Federal Reserve, será o principal fator a determinar os movimentos futuros. O desempenho do euro e do iene dependerá das estratégias de seus respectivos bancos centrais. Investidores devem acompanhar de perto as declarações de membros do Fed, os dados econômicos e a postura do governo japonês em relação ao iene, pois esses fatores moldarão o novo cenário cambial nas próximas semanas.
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A tendência de queda do iene japonês pausa temporariamente, o dólar americano recua e envia sinais【Análise do Mercado de Câmbio】
Esta semana (18-22 de fevereiro), o mercado cambial global enfrentou uma série de eventos importantes. O índice do dólar inicialmente caiu, depois subiu, encerrando com uma valorização de 0,27%. As moedas não americanas, em geral, estiveram sob pressão. Entre elas, o iene caiu 0,89%, o euro caiu 0,44%, o dólar australiano caiu 0,78% e a libra esterlina caiu 0,52%. A queda sincronizada do iene com outras principais moedas refletiu o retorno da força do dólar no mercado.
Euro oscila, dados de emprego não agrícola impulsionam o mercado
Na semana anterior, o euro/dólar (EUR/USD) atingiu 1,2082, a maior cotação desde junho de 2021, mas logo enfrentou pressão de correção.
O sentimento do mercado mudou drasticamente devido a sinais políticos conflitantes. O presidente dos EUA, Trump, afirmou que não se preocupava com a depreciação do dólar, o que gerou especulações generalizadas de enfraquecimento do dólar a longo prazo, levando o índice do dólar a se aproximar de mínimas de quase quatro anos. No entanto, a nomeação do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, mudou completamente as expectativas do mercado. Warsh é conhecido por defender a redução do balanço do banco central, e sua nomeação aumentou as preocupações com o aperto de liquidez, levando a uma forte valorização do dólar. Como consequência, o euro/dólar recuou.
Dados econômicos divulgados nesta semana aprofundaram as mudanças no mercado. O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros inalterada em 5 de fevereiro, conforme esperado. Nos EUA, os dados de emprego não agrícola de janeiro, divulgados em 6 de fevereiro, mostraram criação de cerca de 70 mil empregos e taxa de desemprego de aproximadamente 4,4%, indicando crescimento abaixo do esperado. Esses dados fracos reforçaram as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano, o que normalmente beneficiaria o euro. Contudo, com o dólar forte dominando, o euro/dólar permaneceu oscilando em níveis elevados durante toda a semana.
No aspecto técnico, o euro/dólar manteve-se relativamente resistente apoiado por múltiplas médias móveis. O preço ainda está acima da média de 21 dias em 1,191. Se conseguir voltar a testar a máxima de 1,208 em curto prazo, isso poderá indicar uma tentativa de rompimento. Caso continue a recuar, os suportes principais estão na média de 21 dias em 1,174 e na média de 100 dias em 1,167. A maioria dos analistas acredita que as expectativas de cortes de juros pelos bancos centrais europeu e americano continuarão sendo o fator principal que determinará o desempenho futuro dessa moeda.
Queda do iene se intensifica, instabilidade política provoca impacto
O iene enfrentou forte pressão de depreciação nesta semana. O USD/JPY teve oscilações acentuadas antes e após as eleições no Japão.
No final da semana passada, o mercado chegou a elevar o iene devido a preocupações com intervenção do governo japonês na moeda. Contudo, com o fortalecimento das expectativas de política do novo presidente do Federal Reserve, o USD/JPY retomou a alta. Em 8 de fevereiro, os resultados das eleições na Câmara dos Deputados do Japão mostraram que o Liberal Democrata (LDP) superou as expectativas, consolidando ainda mais a base de poder da primeira-ministra, Sanae Takaichi.
A queda do iene se ampliou. Analistas do Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities destacaram que uma vitória esmagadora do LDP fortaleceria a base para a implementação de políticas fiscais mais agressivas, incluindo a redução do imposto ao consumo. Gestores de fundos da Invesco alertaram que a postura de Takaichi favorável a políticas fiscais expansionistas já é vista por investidores globais como um fator que favorece a depreciação do iene, incentivando mais capital a apostar na venda da moeda. Espera-se que o governo japonês enfrente maior pressão para realizar intervenções verbais para estabilizar a cotação do iene.
No aspecto técnico, o USD/JPY conseguiu romper a média de 100 dias e continua em alta nesta semana. Se o momentum persistir, as próximas resistências estão em 156,5 e 158,0, próximas às médias de 21 dias. Caso o USD/JPY perca a média de 100 dias, o suporte técnico fica em torno de 152. A preocupação com a continuidade da depreciação do iene, especialmente após a estabilização política, permanece alta.
Perspectivas e foco para a próxima semana
O mercado cambial global entrou numa fase de busca por novo equilíbrio. A força do dólar, fundamentada na mudança de expectativas de política do Federal Reserve, será o principal fator a determinar os movimentos futuros. O desempenho do euro e do iene dependerá das estratégias de seus respectivos bancos centrais. Investidores devem acompanhar de perto as declarações de membros do Fed, os dados econômicos e a postura do governo japonês em relação ao iene, pois esses fatores moldarão o novo cenário cambial nas próximas semanas.