Guia completo para iniciantes na compra de moedas estrangeiras: 3 principais formas de investimento para te ensinar a começar

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Na alocação de ativos global, comprar moeda estrangeira tornou-se uma disciplina obrigatória para muitos investidores iniciantes. Em comparação com a alocação em uma única moeda, os iniciantes precisam entender não apenas “como comprar”, mas também “por que comprar” e “o que comprar”. Este guia completo irá conduzi-lo do zero, ajudando a dominar os conceitos essenciais do investimento em moedas estrangeiras.

Por que agora é um bom momento para iniciantes comprarem moeda estrangeira?

As taxas de juros de depósitos a prazo em Taiwan permanecem em níveis baixos, com uma média anual de cerca de 1,7%, enquanto as principais economias globais oferecem taxas relativamente mais altas. Essa diferença de juros é uma das principais razões que motivam muitos iniciantes a entrarem no mercado de câmbio.

Três vantagens principais de comprar moeda estrangeira:

Primeiro, baixo requisito de entrada. Abrir uma conta em moeda estrangeira requer apenas que você tenha 20 anos ou mais, apresentar documentos no banco e, em muitos casos, fazer o cadastro pelo aplicativo online. Segundo, função de hedge. Quando a moeda do país de origem enfrenta pressão de depreciação (como o rublos ucraniano após o conflito Rússia-Ucrânia), possuir várias moedas pode proteger seus ativos. Por último, transparência do mercado. O mercado cambial é global, com participação ampla e difícil de manipular artificialmente, sendo mais transparente que o mercado de ações.

Além disso, o mercado de câmbio funciona 24 horas por dia, o que atrai muitos investidores. Quando percebem que a tendência do mercado não favorece sua posição, podem sair a qualquer momento, sem ficar presos a horários fixos de negociação.

Quatro categorias de moedas estrangeiras: por onde começar?

Os bancos em Taiwan geralmente oferecem 12 opções de investimento em moedas estrangeiras, incluindo dólar americano, dólar australiano, iene, euro, entre outros. Essas moedas podem ser divididas em quatro categorias, cada uma com características distintas.

Moedas políticas (dólar americano, euro) são influenciadas principalmente pelas políticas do banco central. Quando o banco central adota uma política expansionista, a moeda tende a se depreciar; com política contracionista, ela se valoriza. O movimento dessas moedas está estreitamente ligado às reuniões do banco central, portanto, iniciantes devem acompanhar de perto as decisões de política monetária.

Moedas de proteção (iene, franco suíço) são caracterizadas por alta estabilidade. Esses países têm estabilidade política e economias desenvolvidas, com pouca volatilidade. Em tempos de turbulência global, muitos investidores buscam essas moedas para proteção. Para iniciantes, essas moedas apresentam risco relativamente menor.

Moedas de commodities (dólar australiano, dólar canadense) estão altamente relacionadas aos preços de commodities. Por exemplo, a moeda australiana é influenciada pelo preço do minério de ferro, já que a Austrália é o maior exportador mundial desse minério. Quando o preço sobe, o dólar australiano se valoriza; quando cai, ele se deprecia. Essas moedas têm tendências mais fáceis de acompanhar, sendo adequadas para negociações de tendência por iniciantes.

Moedas de mercados emergentes (yuan, rand) oferecem as maiores taxas de juros, mas também apresentam maior volatilidade. Apesar do potencial de retorno, há risco de “ganhar juros e perder na taxa de câmbio”. Iniciantes devem ter cautela ao investir nesses ativos.

Para iniciantes, recomenda-se começar com moedas de proteção e commodities. As primeiras oferecem menor risco e desempenho mais estável; as segundas, apresentam tendências mais fáceis de entender. Dólar americano, dólar australiano e iene são escolhas comuns para quem está começando.

Como funcionam os lucros na compra de moeda estrangeira: câmbio e diferencial de juros

Muitos iniciantes não compreendem exatamente como obter lucros ao comprar moedas estrangeiras. Na prática, os ganhos vêm de duas fontes: diferença de câmbio (variação do valor) e diferencial de juros.

Diferença de câmbio refere-se à variação entre os preços de compra e venda em momentos diferentes. Por exemplo, você compra 1 dólar por 33 reais, e depois de o dólar se valorizar para 35 reais, vende, obtendo um lucro de 2 reais na diferença de câmbio.

Diferencial de juros é a diferença entre as taxas de juros de referência de diferentes países. Se a taxa de depósito a prazo em Taiwan é 2% e nos EUA é 5%, essa diferença de 3% representa um potencial de lucro. Ao manter um depósito em dólares, você pode aproveitar esse diferencial.

No entanto, o erro mais comum dos iniciantes é focar apenas no diferencial de juros, ignorando o risco cambial. Por exemplo, você pode ganhar 5% de juros em dólares, mas se o dólar se depreciar 10% durante o período, acaba tendo prejuízo. Isso é conhecido como “ganhar juros e perder na taxa de câmbio”.

Por isso, iniciantes devem avaliar simultaneamente dois fatores: a taxa de juros da moeda e o risco de variação cambial.

Três formas de investir em moeda estrangeira: qual escolher?

A decisão principal para iniciantes é: qual método de investimento adotar? Existem três principais opções:

Depósito em moeda estrangeira é ideal para quem tem aversão ao risco. Basta abrir uma conta em moeda estrangeira no banco, depositar o valor e escolher o prazo (geralmente de 3 meses a 1 ano). Vantagens: segurança e estabilidade. Desvantagens: baixa liquidez, com penalidades ou perdas se resgatar antes do prazo.

Fundos em moeda estrangeira oferecem maior flexibilidade. O investidor converte reais em moeda estrangeira através do fundo, que gerencia a troca. Pode comprar e vender a qualquer momento, com rentabilidade intermediária entre poupança e depósito a prazo. Exemplos comuns incluem fundos de mercado monetário e ETFs de dólar, com taxas de administração entre 0,5% e 0,6%.

Negociação de câmbio com margem é indicada para investidores com alguma experiência. Permite operações de compra e venda simultâneas (long e short), usando alavancagem (tipicamente 50 a 200 vezes) para ampliar ganhos. Contudo, o risco também aumenta, exigindo gestão rigorosa. A ASIC recomenda que a alavancagem em principais pares cambiais seja inferior a 30 vezes.

Para iniciantes, o mais recomendado é começar com depósitos ou fundos, e só avançar para operações com margem após ganhar experiência.

Conheça os pares de moedas essenciais para abrir sua visão de investimento

No mercado cambial global, alguns pares de moedas são especialmente importantes. EUR/USD é o mais negociado, envolvendo as duas maiores economias do mundo, e qualquer movimento afeta o mercado global.

USD/JPY é uma ferramenta comum para estratégias de carry trade. Como o Japão mantém taxas de juros baixas há muito tempo, investidores frequentemente tomam empréstimo em ienes para investir em moedas de maior rendimento.

GBP/USD tem uma longa história de negociação, refletindo as relações econômicas entre Reino Unido e Estados Unidos.

USD/CHF representa a demanda por proteção. Quando o mercado está turbulento, o franco suíço é procurado por sua estabilidade.

Para iniciantes, recomenda-se acompanhar inicialmente o dólar americano e o dólar australiano, pois suas fundamentações são mais acessíveis de entender.

Cinco fatores que influenciam a taxa de câmbio: leitura obrigatória para iniciantes

Iniciantes precisam entender as causas principais da volatilidade cambial. Inflação é o fator mais importante. Países com baixa inflação tendem a ter moedas que se valorizam, enquanto países com alta inflação veem suas moedas se depreciando.

Taxas de juros estão fortemente relacionadas à inflação. Aumento de juros atrai investimentos estrangeiros, valorizando a moeda.

Dívida pública elevada pode enfraquecer a credibilidade da moeda. Se o mercado acredita que o país não conseguirá pagar suas dívidas, há saída de capitais e a moeda se desvaloriza.

Condições comerciais também influenciam. Quando os preços das exportações sobem, a demanda pela moeda do país aumenta, elevando a taxa de câmbio.

Estabilidade política é um fator de longo prazo. Instabilidade aumenta riscos de investimento, levando à saída de capitais e à desvalorização cambial.

Iniciantes devem acompanhar esses cinco aspectos para desenvolver uma intuição sobre as mudanças na taxa de câmbio.

Regras de ouro para iniciantes na compra de moeda estrangeira

Primeiro, evite moedas que você não conhece bem. Apesar da variedade, as mais líquidas e com maior volume de negociação continuam sendo dólar, iene, euro, etc. Foque nas principais.

Segundo, monitore de perto as oscilações cambiais. Estabeleça horários fixos semanais para verificar as cotações e notícias econômicas relevantes. Fontes como CNBC, Bloomberg são essenciais.

Terceiro, diversifique seus investimentos. Não coloque todo o capital em uma única moeda. Por exemplo, além de dólar, considere fundos em dólar australiano ou outros ativos cambiais.

Quarto, aprenda a usar stop loss e take profit. Especialmente em operações de margem, defina pontos de saída ao abrir a posição. Limite operações diárias a duas para evitar excesso de trades.

Quinto, aproveite os momentos certos de entrada. Evite comprar no topo ou vender no fundo. Espere por tendências claras, confirmadas em pelo menos 5 minutos ou mais.

Comece com simulação: o primeiro passo para iniciantes

Muitos iniciantes querem ir direto para o mercado real, mas isso é um erro comum. O mais inteligente é começar com contas de demonstração.

Contas de simulação não usam dinheiro real, permitindo testar estratégias em condições de mercado reais. Assim, você avalia sua tolerância ao risco e controle emocional. Muitas plataformas oferecem contas gratuitas (como a Mitrade, com US$50.000 de capital simulado), suportando diversas ferramentas de negociação.

Através da simulação, os iniciantes aprendem a importância do stop loss, o controle emocional, e a elaboração de planos de negociação. Só após praticar bastante e validar suas estratégias, deve-se passar para operações reais com pequeno capital.

Comece sua jornada de compra de moeda estrangeira

Com o conhecimento básico em mãos, o próximo passo é a prática. Escolha o método de investimento que mais combina com você, defina as moedas-alvo (sugerido dólar ou dólar australiano), acompanhe as notícias econômicas relevantes e crie um plano de negociação claro.

Lembre-se: não há atalhos no investimento em moedas. Os investidores bem-sucedidos passaram por um ciclo de aprendizado, prática e ajuste. Abrir conta, fazer simulações, estudar continuamente — esse é o caminho que todo iniciante deve trilhar.

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