A recente tendência do câmbio da libra esterlina tem despertado atenção no mercado. Desde o início do ano, a libra/dólar ultrapassou 1.3562, atingindo uma máxima de quase seis meses. Nos últimos dois meses, a libra frente ao dólar valorizou-se 4,12%, muito acima dos 2,22% do euro frente ao dólar. Quais são as lógicas de mercado por trás desta recuperação? E as previsões para a libra em 2026 tornaram-se foco de análises de grandes bancos de investimento, embora as opiniões divergem cada vez mais.
Três principais fatores que impulsionaram a nova alta do câmbio da libra
A contínua valorização da libra/dólar deve-se principalmente a três fatores combinados. Primeiro, em novembro de 2025, o Reino Unido anunciou um orçamento acima das expectativas, o que levou os investidores a reduzirem suas posições vendidas na libra, recuperando a confiança do mercado. Segundo, em dezembro, o Bank of England adotou uma política de corte de juros relativamente “hawkish”, indicando que o ritmo de redução poderá desacelerar, o que sustentou ainda mais a performance da libra. Terceiro, o dólar enfraqueceu-se frente às incertezas do cenário econômico global, criando um espaço favorável para a valorização da libra.
Como as políticas do banco central e as vantagens de rendimento influenciam a tendência da libra
Do ponto de vista de política monetária, o mercado espera que o Federal Reserve reduza as taxas duas vezes até 2026, enquanto o Banco da Inglaterra projeta apenas uma redução. Essa diferença nas expectativas de política faz com que a libra ofereça uma vantagem de rendimento maior em relação ao dólar, atraindo investidores de carry trade. Essa vantagem de rendimento é um fator importante para sustentar a cotação, explicando a força relativa da libra neste período.
Previsões para a libra em 2026: divergências entre três grandes bancos de investimento
Apesar do desempenho recente forte, as projeções para a libra em 2026 variam bastante entre os principais bancos de investimento.
J.P. Morgan acredita que a libra enfrentará um duplo desafio. Por um lado, o crescimento econômico do Reino Unido e o apelo do carry trade continuarão a sustentar a moeda; por outro, o duplo déficit e os riscos políticos permanecem como nuvens no horizonte. O banco prevê uma trajetória de “alta primeiro, depois queda”, com o câmbio atingindo 1,37 no primeiro trimestre de 2026, subindo para 1,41 no segundo, recuando para 1,40 no terceiro e caindo para 1,36 no quarto trimestre.
O Bank of America adota uma postura mais otimista. Após a implementação do orçamento, a incerteza política que pairava sobre o mercado começa a dissipar-se, e o prêmio de risco fiscal diminui. Além disso, as expectativas de corte de juros pelo Banco da Inglaterra já estão refletidas nos preços atuais, deixando espaço para novas altas. O BAC projeta que a libra/dólar subirá até o final de 2026, atingindo 1,45.
Já o Citibank apresenta a previsão mais pessimista. Segundo o banco, as eleições locais de maio podem aumentar a incerteza política no Reino Unido. Na segunda metade do ano, o banco espera que o Banco da Inglaterra acelere o ciclo de afrouxamento monetário, pressionando a libra. A previsão do Citi é de que o câmbio caia para 1,22 em 2026, uma diferença significativa em relação à previsão de 1,45 do BAC.
Como riscos políticos e ciclos de afrouxamento podem moldar o futuro da libra
A principal divergência na previsão do câmbio da libra reside na avaliação dos riscos políticos e do ciclo de afrouxamento do banco central. Se o ambiente político no Reino Unido permanecer estável e o banco central manter uma postura cautelosa, a libra poderá continuar a se valorizar devido à vantagem de rendimento relativa. Por outro lado, se a instabilidade política aumentar e o banco acelerar o afrouxamento, a moeda enfrentará forte pressão de baixa. Diante das opiniões divergentes das instituições, o mercado ainda apresenta grande incerteza quanto ao cenário da libra em 2026, e os investidores devem agir com cautela diante deste ambiente complexo.
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Previsão do percurso da libra esterlina em 2026: o enigma da taxa de câmbio perante divergências institucionais
A recente tendência do câmbio da libra esterlina tem despertado atenção no mercado. Desde o início do ano, a libra/dólar ultrapassou 1.3562, atingindo uma máxima de quase seis meses. Nos últimos dois meses, a libra frente ao dólar valorizou-se 4,12%, muito acima dos 2,22% do euro frente ao dólar. Quais são as lógicas de mercado por trás desta recuperação? E as previsões para a libra em 2026 tornaram-se foco de análises de grandes bancos de investimento, embora as opiniões divergem cada vez mais.
Três principais fatores que impulsionaram a nova alta do câmbio da libra
A contínua valorização da libra/dólar deve-se principalmente a três fatores combinados. Primeiro, em novembro de 2025, o Reino Unido anunciou um orçamento acima das expectativas, o que levou os investidores a reduzirem suas posições vendidas na libra, recuperando a confiança do mercado. Segundo, em dezembro, o Bank of England adotou uma política de corte de juros relativamente “hawkish”, indicando que o ritmo de redução poderá desacelerar, o que sustentou ainda mais a performance da libra. Terceiro, o dólar enfraqueceu-se frente às incertezas do cenário econômico global, criando um espaço favorável para a valorização da libra.
Como as políticas do banco central e as vantagens de rendimento influenciam a tendência da libra
Do ponto de vista de política monetária, o mercado espera que o Federal Reserve reduza as taxas duas vezes até 2026, enquanto o Banco da Inglaterra projeta apenas uma redução. Essa diferença nas expectativas de política faz com que a libra ofereça uma vantagem de rendimento maior em relação ao dólar, atraindo investidores de carry trade. Essa vantagem de rendimento é um fator importante para sustentar a cotação, explicando a força relativa da libra neste período.
Previsões para a libra em 2026: divergências entre três grandes bancos de investimento
Apesar do desempenho recente forte, as projeções para a libra em 2026 variam bastante entre os principais bancos de investimento.
J.P. Morgan acredita que a libra enfrentará um duplo desafio. Por um lado, o crescimento econômico do Reino Unido e o apelo do carry trade continuarão a sustentar a moeda; por outro, o duplo déficit e os riscos políticos permanecem como nuvens no horizonte. O banco prevê uma trajetória de “alta primeiro, depois queda”, com o câmbio atingindo 1,37 no primeiro trimestre de 2026, subindo para 1,41 no segundo, recuando para 1,40 no terceiro e caindo para 1,36 no quarto trimestre.
O Bank of America adota uma postura mais otimista. Após a implementação do orçamento, a incerteza política que pairava sobre o mercado começa a dissipar-se, e o prêmio de risco fiscal diminui. Além disso, as expectativas de corte de juros pelo Banco da Inglaterra já estão refletidas nos preços atuais, deixando espaço para novas altas. O BAC projeta que a libra/dólar subirá até o final de 2026, atingindo 1,45.
Já o Citibank apresenta a previsão mais pessimista. Segundo o banco, as eleições locais de maio podem aumentar a incerteza política no Reino Unido. Na segunda metade do ano, o banco espera que o Banco da Inglaterra acelere o ciclo de afrouxamento monetário, pressionando a libra. A previsão do Citi é de que o câmbio caia para 1,22 em 2026, uma diferença significativa em relação à previsão de 1,45 do BAC.
Como riscos políticos e ciclos de afrouxamento podem moldar o futuro da libra
A principal divergência na previsão do câmbio da libra reside na avaliação dos riscos políticos e do ciclo de afrouxamento do banco central. Se o ambiente político no Reino Unido permanecer estável e o banco central manter uma postura cautelosa, a libra poderá continuar a se valorizar devido à vantagem de rendimento relativa. Por outro lado, se a instabilidade política aumentar e o banco acelerar o afrouxamento, a moeda enfrentará forte pressão de baixa. Diante das opiniões divergentes das instituições, o mercado ainda apresenta grande incerteza quanto ao cenário da libra em 2026, e os investidores devem agir com cautela diante deste ambiente complexo.