Todos os anos, em março e abril, é a época de ouro para procura de emprego e recrutamento, com muitas pessoas aproveitando para trocar de trabalho por um mais adequado. Este ano, porém, é um pouco diferente: quem quer sair, hesita, torna-se mais cautelosa. A minha amiga Mia, no entanto, é diferente. Durante a pandemia, pediu a demissão. Na verdade, ela trabalhava bem na empresa, como copywriter, bastante valorizada pelo chefe. Quando falou em sair, foi por motivos simples: estava entediada, não se habituava a ouvir o chefe falar todos os dias, e na pandemia havia muitos talentos disponíveis. Como os outros, também a aconselhei: neste momento, é difícil encontrar trabalho; o objetivo de 2020 era simplesmente sobreviver.
Mas ela não quis ouvir. Acredita que a crise é uma oportunidade, e que talvez seja a altura certa para mudar de emprego. Assim, enviou a carta de demissão sem parar, iniciou a transição e começou a procurar novo emprego. Apesar de ter cinco anos de experiência, ela mesma admite que não é fácil adaptar-se ao mercado, e, mesmo sendo veterana, comete alguns erros na procura de emprego.
Hoje, vamos analisar três histórias de procura de emprego da Mia, identificar os erros e propor soluções, para que estas experiências sirvam de referência a quem procura emprego nesta fase.
História de procura de emprego 1: Setor diferente, cargo semelhante
O que é um cargo semelhante em setores diferentes? É candidatar-se a um cargo similar ao anterior, mas numa indústria completamente diferente. A primeira entrevista que Mia recebeu foi de uma empresa de produção de papel de parede, procurando copywriter de produtos. A sua antiga empresa era uma agência de publicidade local, que elaborava planos de exposição de marcas, com foco mais na imagem do que na conversão de vendas.
Um setor industrial, outro de serviços, com diferenças consideráveis. Mia achou que, sendo ela capaz de convencer mais de dez mil clientes com o seu texto, não haveria dificuldade em adaptar-se ao setor de papel de parede. Mas, infelizmente, ela não tinha experiência nesse setor, e, quando o entrevistador perguntou sobre o tema, ela não soube responder. Se isso fosse um pequeno erro, o problema maior foi quando, ao pedir para mostrar trabalhos anteriores, Mia enviou um artigo de prosa, apenas para demonstrar a sua escrita. Como era de esperar, foi rejeitada — uma surpresa, mas também previsível.
1. Quais foram os erros de Mia na procura de emprego?
Erro 1: Valor excessivo do cargo, desconsiderando o setor
Mia valorizou demasiado o seu cargo anterior, esquecendo que setores diferentes têm características distintas. O valor do cargo anterior refere-se ao que ela produzia na sua antiga função, com base na equipa e na plataforma de trabalho. Essa produção pode ter sido bem reconhecida, ter ganho visibilidade para a marca… Mas, ao pensar que o seu cargo tinha valor universal, ela ignorou as especificidades do setor de papel de parede. Não pesquisou as particularidades do setor, os principais pontos de venda do produto, as características do mercado.
Se compararmos o cargo a um parafuso, o setor é a máquina onde esse parafuso será usado. Um parafuso serve bem numa máquina, mas, se for colocado numa máquina diferente, a compatibilidade depende do modelo. Muitas pessoas focam na qualidade do parafuso, esquecendo-se do tipo de máquina, o que leva a incompatibilidades.
Este é o erro de valorizar demasiado o cargo, sem considerar o setor.
Erro 2: Apresentar trabalhos inadequados
O entrevistador pediu Mia para mostrar trabalhos anteriores. Ela deveria ter apresentado exemplos que demonstrassem a capacidade de converter produtos em vendas, não apenas textos genéricos. O que um copywriter deve fazer é transformar palavras em argumentos de venda.
2. Como evitar o erro de setor diferente, cargo semelhante?
Para evitar esses erros, podemos usar uma abordagem de pensamento flexível, procurando semelhanças em setores diferentes.
Pensamento flexível: procurar pontos comuns
Este conceito foi proposto por Roger von I, fundador da empresa de pensamento criativo em Monroe Park, Califórnia. No Brasil, especialistas dizem que o pensamento flexível (pensamento crítico) refere-se a uma habilidade e atitude mental, sem fronteiras disciplinares, que permite analisar qualquer tema relacionado à inteligência ou imaginação sob uma perspetiva crítica. Assim, ao procurar semelhanças entre setores diferentes, podemos identificar as características essenciais do cargo. Geralmente, seguimos três passos:
Análise: dividir mentalmente o setor, o cargo, as tarefas, as características essenciais. Por exemplo, no setor de papel de parede, quais são as principais características? Quais os pontos de venda? Quais as tarefas de um copywriter nesse setor? Quais experiências minhas podem ser relevantes? Traçar círculos de sobreposição, onde as áreas se cruzam, revela os pontos comuns, que devem ser destacados na entrevista.
Avaliação: avaliar esses pontos comuns, comparando com exemplos reais. Por exemplo, Mia pode analisar textos de vendas de papel de parede, pensar como ela escreveria, e identificar diferenças e semelhanças.
Autoajuste: com base na avaliação, ajustar o discurso, verificar se o seu nível de escrita é adequado ao setor, e quais melhorias fazer.
Usando o pensamento flexível, encontra-se o ponto de conexão entre o cargo desejado e as próprias competências, que deve ser destacado na entrevista.
História de procura de emprego 2: Mudança de papel (de cliente para fornecedor ou vice-versa)
O que é uma mudança de papel? É passar de uma posição de cliente (乙方) para uma de fornecedor (甲方), ou vice-versa, uma inversão de papéis. A segunda entrevista de Mia foi com uma empresa que era cliente (甲方). Durante a entrevista, o entrevistador fez duas perguntas:
Você prefere trabalhar como cliente ou como fornecedor? (Quer saber se ela valoriza mais o papel de quem contrata ou de quem presta serviço)
Qual a maior diferença entre esses papéis? (Quer avaliar se ela consegue entender as dinâmicas de cada lado)
Mia respondeu facilmente à primeira, dizendo que preferia trabalhar como cliente, pois assim poderia “mandar” mais. Para a segunda, ela ficou em dúvida, pois nunca tinha pensado nisso. Respondeu que o cliente é mais superficial, enquanto o fornecedor é mais especializado. Essa resposta não foi convincente.
O entrevistador explicou que a maior diferença é que o cliente (甲方) é mais especializado, focado numa área, enquanto o fornecedor (乙方) tem uma visão mais ampla, precisa entender várias indústrias. Mia não tinha essa compreensão, o que foi um erro.
1. Quais erros Mia cometeu nesta entrevista?
Erro 1: Suposições sem fundamentação
Mia respondeu de forma superficial, sem pesquisar ou refletir. Para um profissional experiente, isso demonstra falta de preparação e de entendimento do setor.
Erro 2: Confusão de identidade
Ela não tinha clareza sobre o que queria, apenas buscava um emprego qualquer. Não pensou na sua própria identidade profissional, o que é fundamental na procura de emprego.
2. Como evitar esses erros?
Preparação detalhada:
Pesquisar a empresa: setor, história, valores, diferenças em relação ao passado.
Estudar palavras-chave do setor, entender as estratégias da empresa.
Ter uma opinião clara sobre a mudança de papel, seus motivos e benefícios.
Listar os valores que a mudança pode trazer, para mostrar na entrevista.
Definir uma posição clara:
Usar a técnica 6W (onde, quando, quem, o quê, porquê, como) para definir:
Onde quer chegar: como profissional, setor, cargo, empreendedor ou colaborador.
Quando: etapas do plano de carreira.
O que: objetivos atuais, o que deseja mudar.
Quem: com quem precisa se relacionar, quem pode aprovar.
Porquê: razões para a mudança, seus valores.
Como: estratégias para alcançar o objetivo, etapas do processo.
Com preparação e clareza, ela terá mais confiança na entrevista.
História de procura de emprego 3: Rede de contatos
Muitos procuram emprego na mesma área, na mesma função, pois assim têm vantagem competitiva. Mas há um risco: o círculo de contatos é restrito, muitas vezes só com conhecidos. A terceira oferta de Mia veio de um CEO de uma empresa concorrente, que a convidou para uma entrevista. Ela descobriu, na entrevista, que o CEO tinha uma ligação antiga com o antigo chefe dela, e que eram irmãos. Apesar de reconhecerem o talento de Mia, ela recusou a oferta, achando que seria constrangedor, e que poderia criar problemas com o antigo chefe.
Quando o CEO ofereceu um salário inferior ao que ela tinha na antiga empresa, Mia pensou que, se o antigo chefe soubesse, ficaria satisfeito, e ela acabaria por aceitar uma proposta pior. Assim, decidiu não prosseguir.
1. Quais erros Mia cometeu nesta situação?
Erro 1: Falta de mentalidade aberta
Ela ficou presa ao círculo de conhecidos, com medo de conflitos ou de parecer desleal. Não percebeu que contatos podem ser uma oportunidade de crescimento, se bem geridos.
Erro 2: Comparação horizontal excessiva
Ela comparou apenas o salário atual com o antigo, esquecendo-se do potencial de crescimento, de oportunidades futuras, de desenvolvimento de carreira.
2. Como evitar esses erros?
Mudar a mentalidade: encarar contatos como uma rede de oportunidades, não como obstáculos.
Valorizar a comparação vertical: pensar na evolução da carreira, nas possibilidades de crescimento, na reputação, na experiência.
Manter uma postura aberta, sem preconceitos, avaliando cada oportunidade de forma objetiva.
Resumo
Apesar de ser uma profissional experiente, Mia cometeu erros comuns na procura de emprego: focar demais no cargo, não pesquisar o setor, apresentar trabalhos inadequados, não entender as diferenças entre papéis, e limitar-se ao círculo de contatos. A preparação, o estudo e a clareza de objetivos são essenciais para aumentar as chances de sucesso.
⊙ Fonte: internet
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Profissional experiente enfrenta um revés na época de procura de emprego, o que fazer?
Todos os anos, em março e abril, é a época de ouro para procura de emprego e recrutamento, com muitas pessoas aproveitando para trocar de trabalho por um mais adequado. Este ano, porém, é um pouco diferente: quem quer sair, hesita, torna-se mais cautelosa. A minha amiga Mia, no entanto, é diferente. Durante a pandemia, pediu a demissão. Na verdade, ela trabalhava bem na empresa, como copywriter, bastante valorizada pelo chefe. Quando falou em sair, foi por motivos simples: estava entediada, não se habituava a ouvir o chefe falar todos os dias, e na pandemia havia muitos talentos disponíveis. Como os outros, também a aconselhei: neste momento, é difícil encontrar trabalho; o objetivo de 2020 era simplesmente sobreviver.
Mas ela não quis ouvir. Acredita que a crise é uma oportunidade, e que talvez seja a altura certa para mudar de emprego. Assim, enviou a carta de demissão sem parar, iniciou a transição e começou a procurar novo emprego. Apesar de ter cinco anos de experiência, ela mesma admite que não é fácil adaptar-se ao mercado, e, mesmo sendo veterana, comete alguns erros na procura de emprego.
Hoje, vamos analisar três histórias de procura de emprego da Mia, identificar os erros e propor soluções, para que estas experiências sirvam de referência a quem procura emprego nesta fase.
História de procura de emprego 1: Setor diferente, cargo semelhante
O que é um cargo semelhante em setores diferentes? É candidatar-se a um cargo similar ao anterior, mas numa indústria completamente diferente. A primeira entrevista que Mia recebeu foi de uma empresa de produção de papel de parede, procurando copywriter de produtos. A sua antiga empresa era uma agência de publicidade local, que elaborava planos de exposição de marcas, com foco mais na imagem do que na conversão de vendas.
Um setor industrial, outro de serviços, com diferenças consideráveis. Mia achou que, sendo ela capaz de convencer mais de dez mil clientes com o seu texto, não haveria dificuldade em adaptar-se ao setor de papel de parede. Mas, infelizmente, ela não tinha experiência nesse setor, e, quando o entrevistador perguntou sobre o tema, ela não soube responder. Se isso fosse um pequeno erro, o problema maior foi quando, ao pedir para mostrar trabalhos anteriores, Mia enviou um artigo de prosa, apenas para demonstrar a sua escrita. Como era de esperar, foi rejeitada — uma surpresa, mas também previsível.
1. Quais foram os erros de Mia na procura de emprego?
Erro 1: Valor excessivo do cargo, desconsiderando o setor
Mia valorizou demasiado o seu cargo anterior, esquecendo que setores diferentes têm características distintas. O valor do cargo anterior refere-se ao que ela produzia na sua antiga função, com base na equipa e na plataforma de trabalho. Essa produção pode ter sido bem reconhecida, ter ganho visibilidade para a marca… Mas, ao pensar que o seu cargo tinha valor universal, ela ignorou as especificidades do setor de papel de parede. Não pesquisou as particularidades do setor, os principais pontos de venda do produto, as características do mercado.
Se compararmos o cargo a um parafuso, o setor é a máquina onde esse parafuso será usado. Um parafuso serve bem numa máquina, mas, se for colocado numa máquina diferente, a compatibilidade depende do modelo. Muitas pessoas focam na qualidade do parafuso, esquecendo-se do tipo de máquina, o que leva a incompatibilidades.
Este é o erro de valorizar demasiado o cargo, sem considerar o setor.
Erro 2: Apresentar trabalhos inadequados
O entrevistador pediu Mia para mostrar trabalhos anteriores. Ela deveria ter apresentado exemplos que demonstrassem a capacidade de converter produtos em vendas, não apenas textos genéricos. O que um copywriter deve fazer é transformar palavras em argumentos de venda.
2. Como evitar o erro de setor diferente, cargo semelhante?
Para evitar esses erros, podemos usar uma abordagem de pensamento flexível, procurando semelhanças em setores diferentes.
Pensamento flexível: procurar pontos comuns
Este conceito foi proposto por Roger von I, fundador da empresa de pensamento criativo em Monroe Park, Califórnia. No Brasil, especialistas dizem que o pensamento flexível (pensamento crítico) refere-se a uma habilidade e atitude mental, sem fronteiras disciplinares, que permite analisar qualquer tema relacionado à inteligência ou imaginação sob uma perspetiva crítica. Assim, ao procurar semelhanças entre setores diferentes, podemos identificar as características essenciais do cargo. Geralmente, seguimos três passos:
Análise: dividir mentalmente o setor, o cargo, as tarefas, as características essenciais. Por exemplo, no setor de papel de parede, quais são as principais características? Quais os pontos de venda? Quais as tarefas de um copywriter nesse setor? Quais experiências minhas podem ser relevantes? Traçar círculos de sobreposição, onde as áreas se cruzam, revela os pontos comuns, que devem ser destacados na entrevista.
Avaliação: avaliar esses pontos comuns, comparando com exemplos reais. Por exemplo, Mia pode analisar textos de vendas de papel de parede, pensar como ela escreveria, e identificar diferenças e semelhanças.
Autoajuste: com base na avaliação, ajustar o discurso, verificar se o seu nível de escrita é adequado ao setor, e quais melhorias fazer.
Usando o pensamento flexível, encontra-se o ponto de conexão entre o cargo desejado e as próprias competências, que deve ser destacado na entrevista.
História de procura de emprego 2: Mudança de papel (de cliente para fornecedor ou vice-versa)
O que é uma mudança de papel? É passar de uma posição de cliente (乙方) para uma de fornecedor (甲方), ou vice-versa, uma inversão de papéis. A segunda entrevista de Mia foi com uma empresa que era cliente (甲方). Durante a entrevista, o entrevistador fez duas perguntas:
Você prefere trabalhar como cliente ou como fornecedor? (Quer saber se ela valoriza mais o papel de quem contrata ou de quem presta serviço)
Qual a maior diferença entre esses papéis? (Quer avaliar se ela consegue entender as dinâmicas de cada lado)
Mia respondeu facilmente à primeira, dizendo que preferia trabalhar como cliente, pois assim poderia “mandar” mais. Para a segunda, ela ficou em dúvida, pois nunca tinha pensado nisso. Respondeu que o cliente é mais superficial, enquanto o fornecedor é mais especializado. Essa resposta não foi convincente.
O entrevistador explicou que a maior diferença é que o cliente (甲方) é mais especializado, focado numa área, enquanto o fornecedor (乙方) tem uma visão mais ampla, precisa entender várias indústrias. Mia não tinha essa compreensão, o que foi um erro.
1. Quais erros Mia cometeu nesta entrevista?
Erro 1: Suposições sem fundamentação
Mia respondeu de forma superficial, sem pesquisar ou refletir. Para um profissional experiente, isso demonstra falta de preparação e de entendimento do setor.
Erro 2: Confusão de identidade
Ela não tinha clareza sobre o que queria, apenas buscava um emprego qualquer. Não pensou na sua própria identidade profissional, o que é fundamental na procura de emprego.
2. Como evitar esses erros?
Preparação detalhada:
Pesquisar a empresa: setor, história, valores, diferenças em relação ao passado.
Estudar palavras-chave do setor, entender as estratégias da empresa.
Ter uma opinião clara sobre a mudança de papel, seus motivos e benefícios.
Listar os valores que a mudança pode trazer, para mostrar na entrevista.
Definir uma posição clara:
Usar a técnica 6W (onde, quando, quem, o quê, porquê, como) para definir:
Onde quer chegar: como profissional, setor, cargo, empreendedor ou colaborador.
Quando: etapas do plano de carreira.
O que: objetivos atuais, o que deseja mudar.
Quem: com quem precisa se relacionar, quem pode aprovar.
Porquê: razões para a mudança, seus valores.
Como: estratégias para alcançar o objetivo, etapas do processo.
Com preparação e clareza, ela terá mais confiança na entrevista.
História de procura de emprego 3: Rede de contatos
Muitos procuram emprego na mesma área, na mesma função, pois assim têm vantagem competitiva. Mas há um risco: o círculo de contatos é restrito, muitas vezes só com conhecidos. A terceira oferta de Mia veio de um CEO de uma empresa concorrente, que a convidou para uma entrevista. Ela descobriu, na entrevista, que o CEO tinha uma ligação antiga com o antigo chefe dela, e que eram irmãos. Apesar de reconhecerem o talento de Mia, ela recusou a oferta, achando que seria constrangedor, e que poderia criar problemas com o antigo chefe.
Quando o CEO ofereceu um salário inferior ao que ela tinha na antiga empresa, Mia pensou que, se o antigo chefe soubesse, ficaria satisfeito, e ela acabaria por aceitar uma proposta pior. Assim, decidiu não prosseguir.
1. Quais erros Mia cometeu nesta situação?
Erro 1: Falta de mentalidade aberta
Ela ficou presa ao círculo de conhecidos, com medo de conflitos ou de parecer desleal. Não percebeu que contatos podem ser uma oportunidade de crescimento, se bem geridos.
Erro 2: Comparação horizontal excessiva
Ela comparou apenas o salário atual com o antigo, esquecendo-se do potencial de crescimento, de oportunidades futuras, de desenvolvimento de carreira.
2. Como evitar esses erros?
Mudar a mentalidade: encarar contatos como uma rede de oportunidades, não como obstáculos.
Valorizar a comparação vertical: pensar na evolução da carreira, nas possibilidades de crescimento, na reputação, na experiência.
Manter uma postura aberta, sem preconceitos, avaliando cada oportunidade de forma objetiva.
Resumo
Apesar de ser uma profissional experiente, Mia cometeu erros comuns na procura de emprego: focar demais no cargo, não pesquisar o setor, apresentar trabalhos inadequados, não entender as diferenças entre papéis, e limitar-se ao círculo de contatos. A preparação, o estudo e a clareza de objetivos são essenciais para aumentar as chances de sucesso.
⊙ Fonte: internet