Quando a ProShares lançou o BITO em 2021, os traders entraram em massa com mais de 1 bilhão de dólares em apenas 48 horas — um recorde que superou até mesmo a estreia lendária do SPDR Gold Shares em 2004. Essa febre revela algo importante: mais investidores querem exposição ao Bitcoin e outras criptomoedas, mas muitos preferem não lidar com carteiras privadas ou dores de cabeça com autossoberania. É aí que entram os ETFs de criptomoedas. Segundo a Bitwise, uma gestora de ETFs, cerca de 90% dos consultores financeiros agora recebem perguntas sobre investimentos em ETFs de criptomoedas. Ainda assim, muitos traders ainda não compreendem completamente o que são esses instrumentos ou como eles diferem da compra direta de criptomoedas. Vamos explicar o essencial.
Por que escolher um ETF de Criptomoedas? Diferenças principais em relação ao investimento tradicional
Um fundo negociado em bolsa (ETF) é, basicamente, uma cesta de ativos agrupados e geridos por uma empresa especializada. Em vez de possuir ações, obrigações ou commodities individualmente, você compra cotas do próprio fundo. Os ETFs tradicionais acompanham tudo, desde ouro até petróleo e moedas estrangeiras — mas os ETFs de criptomoedas levam esse conceito para o espaço dos ativos digitais.
A atratividade é simples: se você já está confortável com investimentos na bolsa, negociar um ETF de criptomoedas parece familiar. Você acessa através de uma corretora comum, em bolsas como a Bolsa de Nova York (NYSE), assim como compra ações de empresas. Não há necessidade de navegar por interfaces de carteiras de criptomoedas ou se preocupar com chaves privadas. Para muitos investidores de varejo, essa simplicidade justifica usar um ETF em vez de comprar Bitcoin ou Ethereum diretamente.
Em comparação com fundos mútuos (seus parentes mais próximos), os ETFs de criptomoedas oferecem melhor liquidez, pois negociam continuamente ao longo do dia, ao contrário de se liquidarem apenas no fechamento do mercado. Com o mercado de ETFs nos EUA ultrapassando os 8 trilhões de dólares em ativos totais em 2026, os ETFs de criptomoedas representam um segmento crescente desse ecossistema — embora ainda sejam relativamente jovens em comparação com os ETFs tradicionais.
Como funcionam realmente os ETFs de criptomoedas: do compra à gestão da carteira
Começar com um ETF de criptomoedas é surpreendentemente simples:
Abra uma conta em uma corretora que ofereça o ETF de sua escolha
Deposite fundos na conta via transferência bancária ou cartão de débito
Procure pelo símbolo de cotação do ETF de criptomoedas desejado (como BITO para exposição ao Bitcoin)
Compre cotas como faria com qualquer ação
Mantenha e gerencie sua posição, pagando taxas anuais do fundo para manter a exposição
Depois de possuir cotas do ETF, você tem exposição ao preço dos ativos subjacentes sem precisar detê-los diretamente. O gestor do fundo — seja a ProShares, VanEck, Valkyrie ou outra empresa — mantém o Bitcoin real, contratos futuros ou ações de empresas relacionadas a criptomoedas, dependendo do tipo de fundo. Você simplesmente possui uma fatia dessas participações.
Você pode vender suas cotas a qualquer momento durante o horário de negociação, tornando tão fácil sair quanto entrar. Essa liquidez constante contrasta fortemente com ouro físico ou holdings privados de criptomoedas, que exigem mais esforço para liquidar.
Spot vs Futuros: Entendendo os diferentes tipos de ETFs de criptomoedas
Nem todos os ETFs de criptomoedas funcionam do mesmo jeito. A distinção mais importante está no que o fundo realmente possui:
ETFs de Criptomoedas Baseados em Futuros são o modelo mais antigo. O BITO, por exemplo, não possui Bitcoin real — o gestor do fundo detém contratos futuros de Bitcoin. Esses contratos são acordos para comprar ou vender Bitcoin a um preço predeterminado numa data futura. Produtos baseados em futuros podem negociar durante o horário do mercado de ações, sem exigir que o fundo armazene criptomoedas fisicamente. Essa estrutura ajudou a SEC a aprovar inicialmente produtos de ETF de Bitcoin nos EUA.
ETFs Spot de Criptomoedas possuem o ativo real: Bitcoin, Ethereum ou outros ativos digitais armazenados em custódia segura. O ETF de Bitcoin da 21Shares (EBTC), por exemplo, detém Bitcoin real em contas na Coinbase, respaldando cada cota. Os ETFs spot oferecem uma rastreabilidade de preço mais direta e eliminam a complexidade dos contratos futuros, embora exijam infraestrutura de segurança robusta e aprovação regulatória.
A diferença importa porque os ETFs baseados em futuros podem se comportar de forma diferente do ativo subjacente em mercados voláteis, enquanto os ETFs spot refletem com mais precisão os preços reais das criptomoedas. A permissão para cada tipo varia conforme a regulamentação local de valores mobiliários — alguns países adotaram totalmente os produtos spot, outros permanecem cautelosos.
Avaliando os prós e contras: benefícios e riscos de investir em ETFs de criptomoedas
Vantagens principais:
Tributação simplificada: A tributação de criptomoedas ainda é incerta em muitas jurisdições, com regras em constante evolução. Os ETFs, por outro lado, operam sob estruturas fiscais de valores mobiliários bem estabelecidas, com relatórios anuais transparentes — facilitando a declaração de impostos no fim do ano
Diversificação de carteira: Investidores de varejo e institucionais podem adicionar exposição a criptomoedas sem gerenciar carteiras privadas ou lidar com responsabilidades de autossoberania
Ambiente regulado: Os ETFs negociam em bolsas oficiais sob supervisão da SEC, oferecendo maior proteção regulatória do que plataformas de criptomoedas não registradas
Ausência de barreiras técnicas: Você não precisa entender blockchain, gerenciar frases-semente ou navegar por aplicações descentralizadas
Desvantagens relevantes:
Ausência de propriedade real do ativo: Cotistas de ETF não podem usar seu Bitcoin para DeFi, pagamentos P2P ou aplicações blockchain. Você obtém exposição ao preço, nada mais
Riscos de contraparte e custódia: Sua criptomoeda acaba nas mãos do gestor do fundo. Embora empresas legítimas mantenham seguros e protocolos de segurança, hacks, má gestão ou falhas operacionais ainda podem ocorrer
Discrepâncias de preço: Devido à mecânica de mercado e ao grau de separação entre o preço da cota do ETF e o valor real do ativo, os preços às vezes negociam com prêmio ou desconto em relação ao ativo subjacente — especialmente em períodos de alta volatilidade
Controle estratégico limitado: Você não consegue acessar diretamente a criptomoeda, limitando suas opções se as condições de mercado mudarem drasticamente
Principais produtos de ETFs de criptomoedas que vale a pena conhecer
Vários ETFs de criptomoedas dominam o cenário:
BITO (ProShares Bitcoin ETF): O pioneiro que abriu as portas. Lançado em 2021 como o primeiro ETF de Bitcoin dos EUA, acompanha o preço do Bitcoin por contratos futuros, não por ativos físicos.
EBTC (ETF de Bitcoin da 21Shares): Um ETF spot que possui Bitcoin real, oferecendo uma correlação de preço mais direta sem as complicações de derivativos.
BLOK (Amplify Transformational Data Sharing ETF): Fundo gerido ativamente que investe em empresas que impulsionam a indústria de criptomoedas, como Coinbase e mineradoras como Marathon Digital.
DAPP (VanEck Vectors Digital Transformation ETF): Semelhante ao BLOK, foca em empresas públicas que estão remodelando o setor de criptomoedas e blockchain. Entre as participações atuais estão Coinbase, Riot Platforms (uma grande mineradora de BTC) e Block (antiga Square).
WGMI (Valkyrie Bitcoin Miners ETF): Específico para investidores que querem exposição a operações de mineração de Bitcoin. Inclui empresas como Hut 8, Riot Platforms e Hive Blockchain, além de fabricantes de chips como AMD e TSMC, que produzem hardware de mineração.
Cada fundo cobra uma taxa de gestão anual — geralmente entre 0,5% e 0,7% do valor sob gestão.
O caminho a seguir: ETFs de criptomoedas na sua estratégia de investimento
Os ETFs de criptomoedas transformaram a forma como investidores tradicionais acessam ativos digitais. Seja optando por um produto baseado em futuros, por sua familiaridade regulatória, ou por um ETF spot, para uma rastreabilidade de preço mais precisa, o benefício central permanece: gestão profissional da exposição a criptomoedas dentro de um ambiente regulado e familiar de negociação.
A decisão depende do seu perfil de risco, situação fiscal e objetivos de investimento. Se já possui uma conta de corretagem e entende de ações, acrescentar um ETF de criptomoedas ao seu portfólio exige pouco esforço adicional. Se busca utilidade completa de criptomoedas para DeFi ou transações P2P, precisará de ativos autossoberanos reais. A maioria dos investidores mais sofisticados usa ambos — ETFs para exposição passiva ao preço e holdings diretas para participação ativa na economia blockchain.
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Compreender os ETFs de Criptomoedas: Um Guia Completo para Negociação de ETFs de Criptomoedas
Quando a ProShares lançou o BITO em 2021, os traders entraram em massa com mais de 1 bilhão de dólares em apenas 48 horas — um recorde que superou até mesmo a estreia lendária do SPDR Gold Shares em 2004. Essa febre revela algo importante: mais investidores querem exposição ao Bitcoin e outras criptomoedas, mas muitos preferem não lidar com carteiras privadas ou dores de cabeça com autossoberania. É aí que entram os ETFs de criptomoedas. Segundo a Bitwise, uma gestora de ETFs, cerca de 90% dos consultores financeiros agora recebem perguntas sobre investimentos em ETFs de criptomoedas. Ainda assim, muitos traders ainda não compreendem completamente o que são esses instrumentos ou como eles diferem da compra direta de criptomoedas. Vamos explicar o essencial.
Por que escolher um ETF de Criptomoedas? Diferenças principais em relação ao investimento tradicional
Um fundo negociado em bolsa (ETF) é, basicamente, uma cesta de ativos agrupados e geridos por uma empresa especializada. Em vez de possuir ações, obrigações ou commodities individualmente, você compra cotas do próprio fundo. Os ETFs tradicionais acompanham tudo, desde ouro até petróleo e moedas estrangeiras — mas os ETFs de criptomoedas levam esse conceito para o espaço dos ativos digitais.
A atratividade é simples: se você já está confortável com investimentos na bolsa, negociar um ETF de criptomoedas parece familiar. Você acessa através de uma corretora comum, em bolsas como a Bolsa de Nova York (NYSE), assim como compra ações de empresas. Não há necessidade de navegar por interfaces de carteiras de criptomoedas ou se preocupar com chaves privadas. Para muitos investidores de varejo, essa simplicidade justifica usar um ETF em vez de comprar Bitcoin ou Ethereum diretamente.
Em comparação com fundos mútuos (seus parentes mais próximos), os ETFs de criptomoedas oferecem melhor liquidez, pois negociam continuamente ao longo do dia, ao contrário de se liquidarem apenas no fechamento do mercado. Com o mercado de ETFs nos EUA ultrapassando os 8 trilhões de dólares em ativos totais em 2026, os ETFs de criptomoedas representam um segmento crescente desse ecossistema — embora ainda sejam relativamente jovens em comparação com os ETFs tradicionais.
Como funcionam realmente os ETFs de criptomoedas: do compra à gestão da carteira
Começar com um ETF de criptomoedas é surpreendentemente simples:
Depois de possuir cotas do ETF, você tem exposição ao preço dos ativos subjacentes sem precisar detê-los diretamente. O gestor do fundo — seja a ProShares, VanEck, Valkyrie ou outra empresa — mantém o Bitcoin real, contratos futuros ou ações de empresas relacionadas a criptomoedas, dependendo do tipo de fundo. Você simplesmente possui uma fatia dessas participações.
Você pode vender suas cotas a qualquer momento durante o horário de negociação, tornando tão fácil sair quanto entrar. Essa liquidez constante contrasta fortemente com ouro físico ou holdings privados de criptomoedas, que exigem mais esforço para liquidar.
Spot vs Futuros: Entendendo os diferentes tipos de ETFs de criptomoedas
Nem todos os ETFs de criptomoedas funcionam do mesmo jeito. A distinção mais importante está no que o fundo realmente possui:
ETFs de Criptomoedas Baseados em Futuros são o modelo mais antigo. O BITO, por exemplo, não possui Bitcoin real — o gestor do fundo detém contratos futuros de Bitcoin. Esses contratos são acordos para comprar ou vender Bitcoin a um preço predeterminado numa data futura. Produtos baseados em futuros podem negociar durante o horário do mercado de ações, sem exigir que o fundo armazene criptomoedas fisicamente. Essa estrutura ajudou a SEC a aprovar inicialmente produtos de ETF de Bitcoin nos EUA.
ETFs Spot de Criptomoedas possuem o ativo real: Bitcoin, Ethereum ou outros ativos digitais armazenados em custódia segura. O ETF de Bitcoin da 21Shares (EBTC), por exemplo, detém Bitcoin real em contas na Coinbase, respaldando cada cota. Os ETFs spot oferecem uma rastreabilidade de preço mais direta e eliminam a complexidade dos contratos futuros, embora exijam infraestrutura de segurança robusta e aprovação regulatória.
A diferença importa porque os ETFs baseados em futuros podem se comportar de forma diferente do ativo subjacente em mercados voláteis, enquanto os ETFs spot refletem com mais precisão os preços reais das criptomoedas. A permissão para cada tipo varia conforme a regulamentação local de valores mobiliários — alguns países adotaram totalmente os produtos spot, outros permanecem cautelosos.
Avaliando os prós e contras: benefícios e riscos de investir em ETFs de criptomoedas
Vantagens principais:
Desvantagens relevantes:
Principais produtos de ETFs de criptomoedas que vale a pena conhecer
Vários ETFs de criptomoedas dominam o cenário:
BITO (ProShares Bitcoin ETF): O pioneiro que abriu as portas. Lançado em 2021 como o primeiro ETF de Bitcoin dos EUA, acompanha o preço do Bitcoin por contratos futuros, não por ativos físicos.
EBTC (ETF de Bitcoin da 21Shares): Um ETF spot que possui Bitcoin real, oferecendo uma correlação de preço mais direta sem as complicações de derivativos.
BLOK (Amplify Transformational Data Sharing ETF): Fundo gerido ativamente que investe em empresas que impulsionam a indústria de criptomoedas, como Coinbase e mineradoras como Marathon Digital.
DAPP (VanEck Vectors Digital Transformation ETF): Semelhante ao BLOK, foca em empresas públicas que estão remodelando o setor de criptomoedas e blockchain. Entre as participações atuais estão Coinbase, Riot Platforms (uma grande mineradora de BTC) e Block (antiga Square).
WGMI (Valkyrie Bitcoin Miners ETF): Específico para investidores que querem exposição a operações de mineração de Bitcoin. Inclui empresas como Hut 8, Riot Platforms e Hive Blockchain, além de fabricantes de chips como AMD e TSMC, que produzem hardware de mineração.
Cada fundo cobra uma taxa de gestão anual — geralmente entre 0,5% e 0,7% do valor sob gestão.
O caminho a seguir: ETFs de criptomoedas na sua estratégia de investimento
Os ETFs de criptomoedas transformaram a forma como investidores tradicionais acessam ativos digitais. Seja optando por um produto baseado em futuros, por sua familiaridade regulatória, ou por um ETF spot, para uma rastreabilidade de preço mais precisa, o benefício central permanece: gestão profissional da exposição a criptomoedas dentro de um ambiente regulado e familiar de negociação.
A decisão depende do seu perfil de risco, situação fiscal e objetivos de investimento. Se já possui uma conta de corretagem e entende de ações, acrescentar um ETF de criptomoedas ao seu portfólio exige pouco esforço adicional. Se busca utilidade completa de criptomoedas para DeFi ou transações P2P, precisará de ativos autossoberanos reais. A maioria dos investidores mais sofisticados usa ambos — ETFs para exposição passiva ao preço e holdings diretas para participação ativa na economia blockchain.