
Matt Hougan, Chief Investment Officer da Bitwise Asset Management, voltou a reforçar recentemente a sua visão para o preço do Bitcoin no longo prazo. Defende que, considerando o mercado global de reserva de valor, um preço futuro de 1 milhão de dólares para o Bitcoin não é irrealista.
No seu memorando de investimento, "How Bitcoin Gets to $1 Million", Hougan sublinha que muitos investidores subvalorizam o potencial do Bitcoin, sobretudo por ignorarem a expansão contínua do mercado de reserva de valor.
(Fonte: Matt_Hougan)
Segundo a análise de Hougan, o mercado global de reserva de valor está agora perto dos 38 biliões de dólares. Deste montante:
Isto significa que a quota do Bitcoin permanece inferior a 4%. Para atingir 1 milhão de dólares por Bitcoin, o ativo teria, em teoria, de captar mais de metade do mercado. Hougan considera que projetar preços futuros apenas com base na dimensão atual do mercado provavelmente subestima o potencial de crescimento do Bitcoin.
Se o mercado de reserva de valor continuar a crescer ao mesmo ritmo, Hougan estima que o total possa atingir cerca de 121 biliões de dólares em dez anos. Neste cenário, mesmo que o Bitcoin conquiste apenas 17% do mercado, o seu preço teórico poderá chegar a 1 milhão de dólares. O Bitcoin não precisa de substituir o ouro por completo — ganhos consistentes de quota de mercado poderão sustentar preços muito superiores.
Hougan destaca ainda tendências recentes no mercado cripto que reforçam esta perspetiva.
Há poucos anos, os Estados Unidos não dispunham de ETF de Bitcoin à vista e a participação institucional era residual. Atualmente, o panorama alterou-se de forma significativa:
Sublinha que entidades como o Harvard Endowment e o fundo soberano de Abu Dhabi já têm exposição ao Bitcoin.
Para além do reforço do envolvimento institucional, as caraterísticas de mercado do Bitcoin estão a evoluir. Hougan observa que a volatilidade do Bitcoin no longo prazo tem vindo a diminuir, levando alguns investidores profissionais a reverem em alta as suas metas de alocação. Se antes 1% era a recomendação padrão, hoje alguns portefólios consideram alocações próximas dos 5%. Esta tendência demonstra que o Bitcoin está a passar de um ativo especulativo de elevado risco para uma componente de alocação de longo prazo em portefólio.
Apesar da perspetiva otimista a longo prazo, Hougan reconhece que subsistem riscos. Por exemplo:
Se as preocupações com a dívida pública ou a desvalorização das moedas fiduciárias se intensificarem, a procura por alternativas de reserva de valor poderá aumentar ainda mais.
Analisando a evolução a longo prazo do mercado global de reserva de valor, o potencial de crescimento do Bitcoin mantém-se relevante. À medida que o mercado se expande, o capital institucional entra e as estratégias de alocação de ativos evoluem, o papel do Bitcoin no mercado global continua a reforçar-se. Embora subsistam incertezas quanto ao crescimento do mercado e à quota de mercado, se as tendências atuais persistirem, a posição do Bitcoin nos portefólios globais e o seu teto de valorização poderão aumentar significativamente na próxima década.





