Recentemente, tenho refletido sobre uma questão: por que as criptomoedas às vezes apresentam aumentos de preço muito acentuados, enquanto em outros momentos caem drasticamente? Descobri que a resposta pode estar relacionada a um indicador econômico que muitas pessoas negligenciam — a oferta de moeda.



Vamos começar pelo básico. Os conceitos de M1 e M2 são realmente importantes. M1 é a parte mais líquida da moeda, incluindo dinheiro em espécie na sua carteira, depósitos à vista e contas correntes, que podem ser usados imediatamente para transações. Simplificando, M1 é o dinheiro mais “ativo” na economia, e os economistas o usam frequentemente para medir quanto dinheiro está em circulação em um país.

M2 é mais abrangente, incluindo todos os componentes do M1, além de depósitos de poupança, fundos de mercado monetário e outros ativos com liquidez um pouco menor. Embora o dinheiro em M2 também possa ser convertido em dinheiro rapidamente, não é tão direto quanto o M1. O Federal Reserve também já divulgou dados de M3 (uma oferta de moeda ainda mais ampla), mas deixou de publicá-los desde 2006.

E qual é a relação disso com as criptomoedas? Uma relação bastante forte. Quando M1 e M2 aumentam, isso significa que há liquidez abundante no mercado; mais dinheiro circulando gera maior confiança, facilitando empréstimos e consumo. O que acontece nesse cenário? Os preços dos ativos geralmente sobem — ações, imóveis, criptomoedas também acompanham essa tendência.

Especialmente as criptomoedas, que tendem a se beneficiar mais em ambientes de alta liquidez do que as ações tradicionais. Por quê? Primeiro, porque os investidores de varejo têm mais renda disponível para especular. Segundo, porque as criptomoedas são vistas como uma proteção contra a depreciação das moedas fiduciárias. Bitcoin, Ethereum e altcoins facilmente entram em mercado de alta. A grande alta do Bitcoin entre 2020 e 2021, por exemplo, foi impulsionada por uma expansão massiva do M2 — os bancos centrais de vários países injetaram dinheiro de forma desenfreada, sobrando dinheiro demais para onde colocar.

Por outro lado, quando M1 e M2 contraem, a liquidez fica escassa; investidores de varejo e institucionais têm menos dinheiro para especular. Nesse momento, a queda das criptomoedas costuma ser mais severa do que a das ações, pois sua volatilidade já é alta por natureza. Investidores começam a buscar refúgio, migrando para dinheiro em espécie e títulos de dívida, o que aumenta a pressão de venda sobre as criptomoedas.

Portanto, minha visão atual é que, se você quer entender o grande ciclo do mercado de criptomoedas, as variações na oferta de moeda M1 e M2 são indicadores muito úteis. Não dizem tudo, mas ajudam a compreender por que em certos períodos o mercado fica extremamente aquecido e, em outros, fica frio. Na próxima análise de mercado, vale a pena ficar de olho nesses dados macroeconômicos — talvez você encontre boas oportunidades.
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