Estive navegando pelos dados de mercado e percebi algo interessante sobre como as principais ações de comércio eletrônico evoluíram desde as previsões do início de 2024. Naquela época, todos apostavam em um boom do varejo digital, e honestamente, algumas dessas previsões se sustentaram bastante bem.



Pegue a Shopify, por exemplo. A ação teve uma trajetória de recuperação impressionante após 2022, e os números do terceiro trimestre foram realmente impressionantes—crescimento de vendas de 25,5% atingindo 1,71 bilhão de dólares, com lucro líquido em $718 milhões. Analistas revisaram constantemente as projeções, esperando que o quarto trimestre se aproximasse de 2,07 bilhões de dólares. Esse tipo de momentum geralmente não surge do nada.

A transformação digital do Walmart foi igualmente convincente. As vendas de comércio eletrônico no terceiro trimestre fiscal de 2024 saltaram 15% para $24 bilhões, representando uma mudança significativa em relação à sua linha de base de 2019. A empresa praticamente triplicou as vendas online entre 2019 e 2023, com uma taxa de crescimento anual média de 36,6%. Isso não é apenas manter a participação de mercado—é uma evolução estratégica.

O que me surpreendeu foi o posicionamento da Jumia. Comercializada como o Amazon da África, visando 1,4 bilhão de pessoas em regiões emergentes, ela tinha um perfil de risco-recompensa completamente diferente das principais ações de comércio eletrônico que todos costumam acompanhar. Com uma relação de 1,7x o valor patrimonial e perdas se estreitando, parecia uma jogada genuína de small cap na expansão internacional.

A Alibaba foi a aposta contrária. A tecnologia chinesa foi bastante prejudicada, mas aquele apoio governamental de $278 bilhões e o aumento de 9% na receita para 30,8 bilhões de dólares ano a ano mostraram resiliência. As melhorias na logística da Cainiao e o novo serviço Choice no AliExpress estavam realmente mudando a forma como as pessoas compravam internacionalmente.

Visa e PDD representaram ângulos completamente diferentes. O aumento no volume de pagamentos da Visa, de 2,995 trilhões para 3,824 trilhões de dólares em três anos, com um crescimento de 27,7%, mostrou o quão fundamental o comércio digital se tornou. As plataformas Pinduoduo e Temu—com mais de 100 milhões de usuários globalmente—capturaram esse mercado com sua estratégia de baixo custo, e os números do terceiro trimestre foram absurdos: 9,65 bilhões de dólares em vendas, crescimento de 96% ano a ano.

Olhando para trás, a tese sobre as principais ações de comércio eletrônico em 2024 foi sólida. O varejo digital não foi apenas um fenômeno da pandemia; tornou-se uma estrutura. Seja você observando players estabelecidos como Walmart e Visa ou mercados emergentes como a Jumia, a mudança fundamental em direção ao comércio online era real. A questão sempre foi sobre execução e avaliação, não se a tendência estava acontecendo.
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