Há alguns anos atrás, 2021 foi definitivamente o ano das criptomoedas. Se há algo que ficou claro ao observar esse mercado foi que nem tudo se tratava de Bitcoin ou Ethereum, embora ambos tenham tido um desempenho sólido. O interessante foi ver como tokens de que quase ninguém tinha ouvido falar antes explodiram em ganhos de três dígitos.



Lembro-me que a capitalização total do setor passou de menos de 800 mil milhões de dólares em janeiro para mais de 2 biliões em dezembro. Era como ver uma mudança de paradigma em tempo real. Bitcoin subiu 66% naquele ano, o que é respeitável, mas a verdadeira ação estava noutro lado.

O fascinante foi ver como surgiram três tendências claras que dominaram as criptomoedas de 2021. Primeiro, o metaverso explodiu. The Sandbox com seu token SAND registou um aumento de aproximadamente 16.265%, enquanto que Axie Infinity, aquele jogo play-to-earn que arrasou nas Filipinas e na Venezuela, viu seu token AXS disparar mais de 16.160%. Decentraland também entrou no top com MANA subindo perto de 3.943%. As pessoas realmente apostavam na ideia de passar mais tempo em mundos virtuais.

Depois estavam os chamados "matadores de Ethereum". Polygon como sidechain do Ethereum subiu 14.496%, Terra com LUNA alcançou ganhos de 13.808%, Fantom viu o FTM explodir 13.007%, e Solana com SOL ganhou 9.374%. Avalanche também entrou na jogada. Esses projetos surgiram porque o Ethereum tinha problemas sérios com as taxas de gás. Os utilizadores estavam cansados dos custos, então buscavam alternativas mais escaláveis. Foi como uma febre para encontrar a próxima grande blockchain.

E, claro, não posso deixar de fora as moedas meme. Dogecoin ganhou quase 3.000% naquele ano, impulsionado bastante por certo empresário com conta ativa no Twitter. Depois veio Shiba Inu, o derivado do DOGE, que subiu 1.608% em 2021. Enquanto a comunidade cripto debatia temas técnicos sérios, outros simplesmente se perguntavam qual seria a próxima moeda de cão que voaria.

O que me pareceu chave foi que a entrada de atores institucionais como Adidas e Under Armour no metaverso deu credibilidade a esses movimentos. Não era só especulação de retalho, embora certamente houvesse muita disso. O próprio Ethereum teve um bom ano, com o ether ganhando 418%, seis vezes melhor que o Bitcoin.

Olhando para trás, 2021 foi definitivamente o ano em que as criptomoedas deixaram de ser apenas Bitcoin. O mercado diversificou-se, surgiram narrativas novas, e as pessoas começaram a ver além da moeda digital original. Foi um momento-chave para entender que o espaço cripto é muito mais amplo do que muitos pensavam.
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