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Ultimato! 40 bancos de Wall Street unem-se para atacar, a "porta dos fundos" da conformidade com criptomoedas, linha de vida ou morte a 1 de abril, $BTC, $ETH à beira do precipício?
Uma guerra que decide quem tem direito de entrar no sistema financeiro dos Estados Unidos está evoluindo de um jogo regulatório para um confronto legal. Uma organização do setor, representando cerca de quarenta grandes bancos como JPMorgan, Goldman Sachs e Citibank, está considerando seriamente processar a Securities and Exchange Commission (SEC), com o objetivo de impedir que a agência conceda licenças de trust banking a empresas de criptomoedas e startups de tecnologia financeira.
Se o processo for iniciado, será o maior conflito jurídico no setor bancário dos EUA desde 2020. No centro da disputa está a questão de se a indústria de criptomoedas pode, por meio de uma licença, obter uma entrada de nível federal para competir de igual para igual com bancos tradicionais.
A faísca da controvérsia foi acesa em dezembro do ano passado, quando a SEC aprovou condicionalmente, pela primeira vez em massa, licenças de trust banking para cinco empresas de criptomoedas nativas: Circle, Ripple, BitGo, Paxos e Fidelity Digital Assets. Foi a primeira vez que uma agência federal abriu esse tipo de canal para empresas de criptomoedas em grande escala.
Desde então, o número de pedidos disparou. Em 83 dias, 11 empresas apresentaram solicitações, incluindo tanto startups de criptomoedas e fintechs como Crypto.com, Bridge e Zerohash, quanto gigantes tradicionais como Morgan Stanley. Em fevereiro, a Crypto.com recebeu aprovação condicional para sua solicitação.
Mais controverso ainda, uma empresa de criptomoedas ligada à família Trump, a World Liberty Financial, também apresentou pedido em janeiro, planejando criar uma trust company e emitir diretamente seu stablecoin de US$1. Apesar de senadores terem pressionado para suspender o processo por conflito de interesses, a SEC rejeitou a solicitação.
O grupo de opositores continua crescendo. Uma reunião conjunta de reguladores de todos os 50 estados dos EUA adotou uma postura firme, com seu presidente acusando a SEC de montar uma “licença Frankenstein”, transformando uma licença de custódia estreita em uma “porta dos fundos” para operações bancárias completas, e deixando claro que o litígio é uma possibilidade.
A associação que representa bancos comunitários também se opõe veementemente, argumentando que os novos titulares de licença terão vantagem sob regulamentação mais branda, criando um ambiente desigual. A American Bankers Association pediu até a suspensão do processo de aprovação. O argumento central dos opositores é que o uso dessas licenças de trust já ultrapassou seus limites legais e históricos.
O foco da disputa legal é uma carta de explicação emitida pela SEC em 2021, que redefiniu o escopo das atividades de trust banks, reduzindo substancialmente a barreira de entrada para empresas de criptomoedas obterem licenças. Quem redigiu essa carta foi o então principal conselheiro jurídico, que hoje é o diretor responsável por aplicar a regra.
Em 27 de fevereiro, a SEC propôs uma revisão das regras, alterando a redação de “atividades fiduciárias” para “operações de trust e atividades relacionadas”, com entrada em vigor em 1º de abril. Críticos argumentam que essa mudança de linguagem tornará ainda mais difusa a delimitação das atividades permitidas.
O principal ponto de contestação legal é que a SEC, ao alterar as regras por meio de uma carta de explicação e mudanças de redação, teria feito mudanças substanciais sem seguir o procedimento formal exigido pela Lei de Procedimento Administrativo, incluindo consulta pública. Isso é visto como uma falha processual grave.
A própria diretora da SEC defende que as trust companies há muito oferecem serviços fiduciários e não fiduciários de forma combinada, e que as reservas de stablecoins representam uma atividade de escopo estreito, isolada e sem criação de crédito. Ela afirma que a lei exige que ela aprove todas as solicitações que atendam aos critérios legais, independentemente do tipo de tecnologia envolvida.
A disputa sobre as licenças não é apenas sobre critérios de aprovação, mas sobre o direito de acesso. Os bancos tradicionais temem uma arbitragem regulatória: que empresas de criptomoedas possam operar em todo o país com uma única licença de trust, realizando pagamentos, custódia e emissão de stablecoins, sem precisar cumprir os mesmos requisitos de capital, proteção ao consumidor e seguro de depósitos que os bancos tradicionais.
Por outro lado, a lógica da indústria de criptomoedas é clara: obter uma identidade regulatória unificada a nível federal é uma etapa crucial para sua entrada na mainstream. Se esse canal for fechado, as empresas terão que enfrentar novamente os altos custos de solicitar licenças em cada estado, além de uma regulamentação fragmentada.
Atualmente, o Securities and Exchange Commission’s (SEC) Financial Industry Regulatory Authority (FINRA) ainda não iniciou uma ação judicial formal, mas fontes próximas indicam que sua equipe jurídica já está se preparando. Os reguladores estaduais também reservam a possibilidade de litígio. A resposta da SEC, as mudanças nas regras que entram em vigor em 1º de abril, e o tratamento das solicitações controversas serão os principais pontos de atenção nas próximas semanas.
O desfecho dessa disputa terá impacto profundo na trajetória de aceitação institucional e na narrativa de conformidade de ativos como $BTC, $ETH e outros principais criptoativos. Não se trata apenas de uma disputa legal, mas de uma redefinição das fronteiras e regras entre os sistemas financeiro antigo e novo.