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Por que numa determinada situação, és facilmente reconhecido como a pessoa mais fácil de intimidar?
A maioria das pessoas rotuladas como【fáceis de intimidar】não são assim identificadas à primeira vista, mas sim através de testes.
Geralmente, as vítimas apresentam alguma trauma social, que causa nervosismo e sensibilidade, pelo que, ao serem submetidas a esse tipo de avaliação, tendem a expressar comportamentos autênticos devido ao estado de tensão e stress social, permitindo ao agressor confirmar essa vulnerabilidade e continuar a intimidar sem retaliação.
Por sua vez, o agressor nem sempre possui conhecimentos de psicologia, mas aprende os padrões de teste através de uma observação simples das relações de poder entre adultos no ambiente de origem.
Alguns testes comuns incluem:
1. Teste de obediência
Por exemplo, dar ordens sem motivo aparente, como pedir para ir buscar água, comprar um cigarro, etc. Se a pessoa não recusar ou ignorar, a situação pode ser gradualmente escalada.
Essa defesa consiste em ignorar, dizer que está ocupado, ou que irá fazer agora e a outra pessoa faz na próxima.
2. Medição triangular
Usa-se a opinião fictícia de terceiros sobre a pessoa(, geralmente negativa ou preconceituosa), para medir a reação emocional da vítima. Se a pessoa ficar muito nervosa ou ansiosa, isso indica que se pode manipular com um simples “não estar feliz” ou ameaças.
Essa defesa é questionar: “Ele tem algum mal-entendido comigo?” ou “Vou falar com ele outro dia”, ou “O que ele pensa de mim, qual é a relação?”
3. Teste de atraso na resposta
Intencionalmente, atrasar a resposta a uma solicitação urgente, para ver se a pessoa imagina que foi ofendida e pede desculpa ou explica. Se isso acontecer, é sinal de que pode ser facilmente manipulado ou intimidado.
A defesa aqui é, se for trabalho, pressionar para responder rapidamente, sem atrasos; se for questão pessoal, procurar outros meios de resolver, ignorar, e, se perguntarem, dizer que está ocupado e que resolveu sozinho.
4. Teste de comandos ambíguos
Durante a colaboração ou comunicação, falar de forma deliberadamente vaga, para ver se a pessoa assume responsabilidades excessivas ou desnecessárias. Comum entre idosos ou líderes menores que intimidam novatos.
A estratégia de defesa é pedir esclarecimentos, fazer apenas o que está claro, e questionar o resto, irritando o agressor. Se não falar, não fazer mais, ou perguntar tudo, parecendo incompetente.
5. Teste de criação de dívidas
Criar cenários onde a vítima se sente obrigada a aceitar favores, observando se ela abandona princípios por sentir-se em dívida. Se sim, indica que pode ser manipulada com pequenas gentilezas ou chantagem moral, e o agressor pode criar regras para controlar a vítima.
A defesa é recusar esses favores forçados, interromper a situação, ou, ao receber o favor, retribuir logo no dia seguinte com algo simples, como um chá, e dizer que não é necessário repetir.
6. Teste de variação emocional
Mostra-se muito entusiasta, depois frio, alternando elogios e rejeições, para ver se a vítima ajusta o comportamento para obter aprovação.
A defesa é não imaginar por que a pessoa está fria, manter uma comunicação normal, e tratar de forma igualitária.
7. Teste de distorção de memória
Criar detalhes fictícios de experiências comuns(, como “Na última vez, foi você quem concordou”), para fazer a vítima duvidar de si mesma e pressioná-la a admitir memórias que não existem.
A defesa é negar, dizer que isso não aconteceu, e manter registros de todas as interações com esse tipo de pessoa.