Aquela noite e a sua partida


Naquela noite, eu lhe disse: "Seguir-te não me dá nem para comer".
Ele não respondeu, virou-se de costas e foi dormir, pouco depois pegou no telemóvel e começou a pedir comida. Na altura, eu já estava quase a adormecer, com sono, querendo abraçá-lo, mas só consegui tocar nas lágrimas que escorriam pelo seu travesseiro; na altura, pensei que fosse saliva dele. Depois de um tempo, ele chamou-me para comer, eu disse-lhe que não tinha muita fome, ele ficou a olhar para mim, depois acariciou a minha cabeça e disse: "Desculpa, seguir-te é muito difícil, tenho feito o meu bebé sofrer".
Naquela noite, ele chorou várias vezes, eu não consegui entender bem o que ele queria dizer, mas naquela noite ele ficou sempre a abraçar-me, bem apertado.
Eu não achei que fosse difícil, senti-me muito feliz.
No dia seguinte, ele partiu.
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