O ciclo de dez anos por trás do gráfico de tendência do platina: por que a prata e a platina atingiram ambos recordes históricos?

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O mercado de metais preciosos está a protagonizar uma tendência de alta rara de dez anos. No último ano, a performance da prata e do platina superou amplamente o do ouro, sendo que o gráfico da prata mostra uma trajetória de forte valorização, enquanto o preço da platina atingiu uma máxima histórica desde abril de 2013. Por trás desta tendência estrutural dos metais preciosos, escondem-se lógicas profundas relacionadas com a economia, políticas e oferta.

Superando a última década: desempenho específico do aumento de preços da prata e da platina

De acordo com dados do TradingView, no final de setembro do ano passado, o preço da platina ultrapassou os 1550 dólares por onça, atingindo um máximo de mais de dez anos. No mesmo mês, a prata rompeu os 45 dólares por onça, também marcando um recorde de 14 anos. Ainda mais interessante é a comparação do aumento: no último ano, a platina subiu 71%, a prata 55%, enquanto o ouro aumentou apenas 41%. Isto indica que o potencial de valorização dos metais preciosos de platina já superou claramente o do tradicional ativo de refúgio, o ouro.

Por que a prata e a platina se destacaram? A razão mais direta é a recuperação de valor. Ao longo dos anos, a relação ouro/prata e ouro/platina esteve em níveis relativamente altos, levando o mercado a mover capital de ouro, que estava sobrevalorizado, para a prata e a platina, que estavam relativamente subvalorizadas, numa tentativa de retorno ao valor.

Incerteza económica e flexibilização monetária: os dois motores que impulsionam a subida dos metais preciosos

Existem dois fatores centrais que impulsionam a tendência de alta dos metais preciosos. Primeiro, as mudanças no ambiente macroeconómico — a crescente incerteza económica global e o risco geopolítico continuam a alimentar o sentimento de refúgio. Segundo, a mudança na política monetária. O início do ciclo de redução de juros pelo Federal Reserve melhorou fundamentalmente a atratividade dos metais preciosos, pois, num ambiente de juros baixos, os ativos sem rendimento aumentam de valor relativo.

Sob a ação conjunta destes dois fatores, todo o setor dos metais preciosos entrou numa nova fase de crescimento.

Crise estrutural na oferta: por que o preço da platina é inevitável

Mais importante ainda, há desafios na oferta. Estudos do World Silver Survey indicam que, até 2025, o mercado de prata enfrentará uma escassez severa, com a oferta total a ficar abaixo da procura pelo quinto ano consecutivo. Gareth Nicholson, diretor de investimentos do Nomura Securities, alertou: «Se este padrão de consumo continuar, até 2050, as reservas conhecidas de prata poderão acabar.» Isto reflete não só uma tensão de curto prazo na oferta, mas também indica problemas estruturais de longo prazo.

A situação da oferta de platina é igualmente preocupante. A Associação Mundial de Investimento em Platina prevê que o mercado de platina enfrentará uma escassez contínua pelo terceiro ano consecutivo, com um déficit estimado de 30 toneladas. Trevor Raymond, CEO da associação, afirmou: «O mercado de platina está numa situação de escassez estrutural. A indústria acredita que a produção das minas de platina continuará a enfrentar riscos de queda.» Isto mostra que as restrições na oferta não são apenas flutuações de curto prazo, mas uma tendência de médio a longo prazo.

Previsões futuras: várias instituições mantêm visão otimista para prata e platina

Diante do déficit de oferta e do suporte da procura, o consenso do mercado é de alta para a prata e a platina.

Mensur Pocinci, analista de commodities do UBS, acredita que a prata ainda tem potencial de subida, podendo atingir entre 52 e 58 dólares. A Nomura, no seu relatório mais recente, afirmou: «Dado o potencial limitado de subida do ouro, a atratividade da prata está a aumentar, especialmente porque é um metal industrial e um ativo de proteção contra a incerteza económica.»

O banco francês Société Générale mostra-se ainda mais otimista. A instituição prevê que, devido à subavaliação relativa da prata, que possui atributos monetários e industriais, o preço da prata poderá subir inicialmente para 50 dólares e depois continuar a avançar até aos 100 dólares.

No que diz respeito à platina, o Deutsche Bank acredita que, sustentada por déficits contínuos na oferta e por uma procura estrutural, a sua tendência de forte valorização continuará. Algumas análises indicam que, se a relação ouro/platina regressar à média histórica de 2:1, o preço da platina poderá ultrapassar os 1850 dólares.

Lições do gráfico de dez anos da platina: consenso institucional e lógica de mercado

De modo geral, a subida do ouro e da platina a máximos de dez anos não é uma tendência passageira, mas sim sustentada por múltiplos fatores fundamentais, como déficits de oferta, recuperação de valor e melhorias no ambiente macroeconómico. Apesar das diferenças nas previsões das principais instituições financeiras, todas concordam que o potencial de subida do gráfico da platina permanece.

No curto prazo, o sentimento de refúgio e a flexibilização monetária continuarão a impulsionar os preços; no médio prazo, as restrições de oferta serão o suporte fundamental para a subida. Para os investidores, compreender a lógica por trás deste ciclo de dez anos é mais importante do que simplesmente perseguir os aumentos de preço.

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