As negociações nucleares entre os EUA e o Irão estão previstas para recomeçar na quinta-feira, Trump pediu para ouvir "nunca mais possuir armas nucleares", e os preços do petróleo reagiram antecipadamente às oscilações.

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As negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irão entram numa fase crucial, e o mercado de petróleo oscila em consequência.

De acordo com a Xinhua, citando fontes internas do governo Trump, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão final, Trump tende a realizar um ataque preliminar ao Irão nos próximos dias, para mostrar aos líderes iranianos que o Irão deve concordar em abandonar a capacidade de fabricar armas nucleares. O mercado global de petróleo está de olhos atentos aos resultados das negociações desta semana, para avaliar os riscos reais para o fornecimento de energia no Médio Oriente.

Segundo a MarketWatch, os representantes das negociações entre os EUA e o Irão deverão retomar as conversações na quinta-feira, em Genebra. Na terça-feira à noite, Trump voltou a pressionar o Irão no seu discurso sobre o Estado da União, afirmando que “Estamos a negociar com eles, eles querem um acordo, mas ainda não ouvimos a frase-chave: ‘Nunca teremos armas nucleares’.” Esta declaração coloca a premissa política das negociações em destaque, mantendo o mercado altamente atento ao risco de fracasso das mesmas.

Os preços do petróleo já reagiram antecipadamente. A tensão entre os EUA e o Irão elevou o preço do petróleo a um máximo de seis meses, com o WTI a subir 0,29% para 65,82 dólares por barril. Os traders estão atentos a qualquer sinal de aumento que possa afetar a produção de petróleo iraniano ou desencadear o bloqueio do Estreito de Ormuz. Paralelamente, os EUA já mobilizaram uma grande força militar na região do Médio Oriente, e Trump afirmou que está a considerar uma intervenção militar limitada contra o Irão.

A importância do Irão no mercado global de petróleo

Atualmente, a quota do Irão na oferta mundial de petróleo diminuiu significativamente devido a sanções prolongadas e à saída de investimentos estrangeiros. Segundo dados da Bloomberg, o país produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, representando aproximadamente 3% do fornecimento global, ficando em quarto lugar dentro da OPEP, atrás de Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

A indústria petrolífera iraniana já teve períodos de maior esplendor. Nos anos 70, durante o seu auge, o país respondia por mais de 10% da produção mundial de petróleo, sendo o segundo maior produtor da OPEP. Após a Revolução Islâmica de 1979, o novo regime expulsou as empresas petrolíferas estrangeiras, levando a uma queda acentuada na produção, que nunca mais recuperou os níveis máximos. Em 2018, a saída de Trump do acordo nuclear com o Irão e a reimposição de sanções frustraram os esforços das principais empresas petrolíferas ocidentais de retornar ao mercado iraniano.

Estreito de Ormuz: uma passagem estratégica que pode afetar tudo

Analistas consideram que a maior ameaça não é a interrupção da própria oferta de petróleo iraniano, mas sim a possibilidade de o Estreito de Ormuz ser bloqueado.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estreita que liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico, através da qual passam cerca de 16,5 milhões de barris de petróleo por dia, incluindo a maior parte das exportações do Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Qatar. O governo iraniano já afirmou que possui a capacidade de bloquear esta via marítima em tempos de tensão geopolítica, embora ainda não tenha feito tal ação.

De acordo com a Bloomberg, durante o conflito de 12 dias entre Israel e o Irão em junho do ano passado, a situação regional aqueceu rapidamente, levando a um aumento abrupto na taxa de transporte de petróleo por superpetroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, refletindo o impacto potencial na cadeia de transporte de energia.

É importante notar que alguns países produtores de petróleo possuem rotas alternativas ao Estreito: a Arábia Saudita pode usar um oleoduto de cerca de 1200 km que atravessa o país de leste a oeste, levando petróleo até portos no Mar Vermelho; os Emirados Árabes Unidos podem usar um oleoduto que termina na Baía de Omã, transferindo cerca de 1,5 milhão de barris por dia. Contudo, Iraque e Kuwait ainda não dispõem de rotas alternativas semelhantes.

Receitas do petróleo e as negociações com o Irão

A exportação de petróleo continua a ser o pilar principal da economia iraniana. Segundo a Bloomberg, mesmo com sanções, o Irão vende o seu petróleo a um preço com desconto de cerca de 45 dólares por barril (após custos de transporte e outros), e só em novembro do ano passado, a receita de petróleo do Irão foi estimada em 2,7 mil milhões de dólares. Em 2023, o setor petrolífero contribuiu com cerca de 2 pontos percentuais para o crescimento do PIB do Irão, que cresceu aproximadamente 5% no total.

No entanto, a política de “pressão máxima” do governo Trump continua a pressionar esta fonte de receita. Se essa estratégia conseguir dissuadir compradores chineses, as exportações iranianas de petróleo enfrentarão maior pressão; se o Irão reduzir ainda mais os preços para conquistar mercado, competindo com o petróleo com desconto da Rússia, a sua receita voltará a diminuir.

Estas pressões económicas motivam Teerão a participar nas negociações e podem reforçar a sua determinação de manter posições firmes na questão nuclear. O desfecho das conversações em Genebra nesta semana será decisivo para a direção da volatilidade do mercado global de petróleo a curto prazo.

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