Neste mercado global em constante mudança, as economias dos países são influenciadas por diversos fatores, levando a ajustes nas suas moedas. Em particular, as moedas mais baratas frequentemente refletem desafios económicos enfrentados por esses países. Vamos estudar as 10 moedas mais baratas do mundo atualmente.
Fatores fundamentais que criam as moedas mais baratas
Quando falamos das moedas mais baratas, referimo-nos às moedas com taxas de câmbio elevadas em relação ao dólar americano, o que indica fraqueza económica do país. Este fenómeno resulta de fatores como inflação elevada, falta de diversificação económica, instabilidade política e ausência de investimento estrangeiro.
Além disso, se um país enfrenta uma crise económica ou má gestão da política monetária, o valor da sua moeda tende a depreciar-se continuamente. Como consequência, as moedas mais baratas podem levar à perda de poder de compra dos cidadãos e aumentar os riscos económicos.
Moedas mais baratas do mundo: tabela comparativa completa
Moeda
País
Taxa de câmbio por USD
Libra libanesa (LBP)
Líbano
89.751,22
Rial iraniano (IRR)
Irão
42.112,50
Dong vietnamita (VND)
Vietname
26.040
Kip laosiano (LAK)
Laos
21.625,82
Rupia indonésia (IDR)
Indonésia
16.275
Sum uzbeque (UZS)
Usbequistão
12.798,70
Franco guineense (GNF)
Guiné
8.667,50
Guarani paraguaio (PYG)
Paraguai
7.996,67
Ariary malgaxe (MGA)
Madagascar
4.467,50
Franco burundês (BIF)
Burundi
2.977,00
As moedas mais baratas do mundo: análise aprofundada de cada uma
1. Libra libanesa (LBP): sinais de alerta de crise económica
A libra libanesa, conhecida como lira, é atualmente a moeda mais fraca do mundo. Desde 1939, quando o Líbano declarou independência, o país tem sido palco de turbulências económicas e políticas.
Desde 2019, o Líbano enfrenta uma das maiores crises da sua história moderna: inflação de três dígitos, colapso do sistema bancário e perda de confiança na moeda. O país declarou incumprimento de pagamento em 2020, e a libra perdeu mais de 90% do seu valor no mercado paralelo, tornando-se um exemplo triste de fracasso económico.
A política do Banco Central libanês é altamente complexa, com múltiplas taxas de câmbio. Apesar de uma taxa oficial de câmbio fixa ao dólar, na prática, a libra continua a depreciar-se continuamente.
2. Rial iraniano (IRR): economia bloqueada por sanções
O rial iraniano é uma das moedas mais baratas, com uma história que remonta ao século XIX, na era persa. Em 1932, foi lançado um novo rial ligado à libra britânica.
No entanto, após a Revolução Islâmica de 1979, a vida do Irão mudou drasticamente. Sanções económicas impostas pelos EUA e aliados ao longo de décadas enfraqueceram a economia, tornando o rial um símbolo de guerra económica.
A tensão geopolítica, a dependência das exportações de petróleo e a inflação elevada mantêm a moeda fraca. Além disso, má gestão económica e falta de confiança do mercado também contribuem para a sua fraqueza.
3. Dong vietnamita (VND): estratégia de moeda baixa
O dong vietnamita tem uma história interessante. Em 1954, o Vietname foi dividido em dois países; após a guerra, o dong tornou-se a moeda oficial do Vietname reunificado.
Apesar de dificuldades iniciais, a economia vietnamita cresceu ao longo dos anos 2000, fortalecendo o valor do dong. Hoje, o país utiliza um sistema de câmbio flutuante gerido, usando uma estratégia de moeda baixa para aumentar a competitividade comercial.
O dong barato beneficia o Vietname, que mantém um superávit na balança comercial, exportando produtos a preços baixos e ganhando vantagem competitiva, especialmente na indústria leve.
4. Kip laosiano (LAK): economia agrícola pouco desenvolvida
O kip foi adotado oficialmente em 1952, após o Laos conquistar a independência da França. Inicialmente, foi atrelado ao franco francês, mas nos anos 1990, a situação mudou.
O Laos é um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, dependente da agricultura, exportação de recursos naturais e com crescimento econômico limitado. Investimentos estrangeiros são escassos, e o setor industrial pouco desenvolvido, o que mantém a moeda fraca.
Após a crise da COVID-19, a inflação disparou, agravando a fraqueza do kip. A economia limitada, a falta de diversificação e a integração global restrita mantêm o kip entre as moedas mais fracas.
5. Rupia indonésia (IDR): moeda de mercado emergente
A rupia indonésia tem uma história complexa. Após a independência de Timor Holandês em 1945, a Indonésia adotou a rupia.
Inicialmente atrelada ao florim holandês, a moeda enfrentou alta inflação, instabilidade política e crises financeiras, especialmente durante a crise asiática de 1997-1998, que prejudicou a economia e a moeda.
Apesar de a Indonésia ser a quarta maior população mundial e de ter crescido economicamente nas últimas duas décadas, a rupia permanece fraca, altamente dependente das exportações de commodities, o que a torna vulnerável às flutuações do mercado global.
6. Sum uzbeque (UZS): controlo estatal na economia
O sum uzbeque foi criado após a independência do Uzbequistão em 1991, substituindo o rublo russo. Desde 1994, é a moeda oficial.
Apesar de reformas económicas desde os anos 2010, o país continua dependente das exportações de recursos naturais, especialmente gás natural. A inflação é elevada, e a economia controlada pelo Estado limita a valorização da moeda.
O sum é fortemente controlado pelo governo, com pouca atração para investimento estrangeiro, o que mantém a sua fraqueza. Esforços de liberalização ainda enfrentam desafios, e a moeda permanece fraca.
7. Franco guineense (GNF): impacto da instabilidade política
O franco guineense foi introduzido em 1959, após a independência da Guiné. O país tem enfrentado instabilidade política, crises económicas e infraestrutura precária.
A economia depende da exportação de recursos naturais, como minerais, e sofre com corrupção e falta de diversificação. A instabilidade política e económica reflete-se na fraqueza da moeda, que é uma das mais fracas do mundo.
8. Guarani paraguaio (PYG): dependência agrícola
O guarani foi lançado em 1887. O Paraguai passou por várias crises, incluindo a Guerra do Chaco e crises de dívida nos anos 1980.
A economia é altamente dependente da agricultura, especialmente soja. A baixa diversificação, o comércio limitado e a dependência de ajuda externa mantêm o guarani fraco, refletindo uma economia pequena e pouco desenvolvida.
9. Ariary malgaxe (MGA): economia vulnerável
O ariary tornou-se a moeda oficial de Madagascar em 2005, substituindo o franco malgaxe. O país depende da agricultura, turismo e exportação de recursos naturais.
Apesar de alguma estabilidade, o país é vulnerável a desastres naturais, instabilidade política, pobreza generalizada e falta de instrumentos financeiros eficazes para combater a inflação. Assim, o ariary é uma das moedas mais fracas, exemplo de economia pouco desenvolvida.
10. Franco burundês (BIF): uma das mais pobres
O franco burundês foi introduzido em 1964, após a independência do Burundi. O país é um dos mais pobres do mundo, com economia baseada na agricultura de subsistência.
Enfrenta défice comercial crónico, setor industrial limitado, dependência de ajuda externa, inflação, insegurança alimentar e instabilidade política. Estes fatores refletem-se na fraqueza do franco burundês, uma das moedas mais fracas do mundo.
Fatores económicos que levam a moedas fracas
Diversos fatores económicos estão interligados e contribuem para moedas fracas:
Taxas de juro elevadas atraem investimento estrangeiro, aumentando a procura pela moeda e valorizando-a.
Taxas de juro baixas podem levar à fuga de capitais, depreciando a moeda.
A inflação alta reduz o valor da moeda; países com inflação baixa tendem a ter moedas mais fortes.
O saldo da balança de pagamentos indica a saúde económica: superávits fortalecem a moeda, déficits enfraquecem-na.
Dívida externa elevada pode pressionar a moeda para baixo.
Resumo
As moedas mais baratas do mundo não representam apenas taxas de câmbio baixas, mas também refletem desafios económicos, políticos e sociais. Compreender os fatores que as originam ajuda a perceber o panorama económico global. Essas moedas indicam países que necessitam de reformas económicas e políticas monetárias mais sólidas para melhorar o bem-estar dos seus cidadãos no futuro.
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A moeda mais barata do mundo: Entenda as 10 moedas com menor valor
Neste mercado global em constante mudança, as economias dos países são influenciadas por diversos fatores, levando a ajustes nas suas moedas. Em particular, as moedas mais baratas frequentemente refletem desafios económicos enfrentados por esses países. Vamos estudar as 10 moedas mais baratas do mundo atualmente.
Fatores fundamentais que criam as moedas mais baratas
Quando falamos das moedas mais baratas, referimo-nos às moedas com taxas de câmbio elevadas em relação ao dólar americano, o que indica fraqueza económica do país. Este fenómeno resulta de fatores como inflação elevada, falta de diversificação económica, instabilidade política e ausência de investimento estrangeiro.
Além disso, se um país enfrenta uma crise económica ou má gestão da política monetária, o valor da sua moeda tende a depreciar-se continuamente. Como consequência, as moedas mais baratas podem levar à perda de poder de compra dos cidadãos e aumentar os riscos económicos.
Moedas mais baratas do mundo: tabela comparativa completa
As moedas mais baratas do mundo: análise aprofundada de cada uma
1. Libra libanesa (LBP): sinais de alerta de crise económica
A libra libanesa, conhecida como lira, é atualmente a moeda mais fraca do mundo. Desde 1939, quando o Líbano declarou independência, o país tem sido palco de turbulências económicas e políticas.
Desde 2019, o Líbano enfrenta uma das maiores crises da sua história moderna: inflação de três dígitos, colapso do sistema bancário e perda de confiança na moeda. O país declarou incumprimento de pagamento em 2020, e a libra perdeu mais de 90% do seu valor no mercado paralelo, tornando-se um exemplo triste de fracasso económico.
A política do Banco Central libanês é altamente complexa, com múltiplas taxas de câmbio. Apesar de uma taxa oficial de câmbio fixa ao dólar, na prática, a libra continua a depreciar-se continuamente.
2. Rial iraniano (IRR): economia bloqueada por sanções
O rial iraniano é uma das moedas mais baratas, com uma história que remonta ao século XIX, na era persa. Em 1932, foi lançado um novo rial ligado à libra britânica.
No entanto, após a Revolução Islâmica de 1979, a vida do Irão mudou drasticamente. Sanções económicas impostas pelos EUA e aliados ao longo de décadas enfraqueceram a economia, tornando o rial um símbolo de guerra económica.
A tensão geopolítica, a dependência das exportações de petróleo e a inflação elevada mantêm a moeda fraca. Além disso, má gestão económica e falta de confiança do mercado também contribuem para a sua fraqueza.
3. Dong vietnamita (VND): estratégia de moeda baixa
O dong vietnamita tem uma história interessante. Em 1954, o Vietname foi dividido em dois países; após a guerra, o dong tornou-se a moeda oficial do Vietname reunificado.
Apesar de dificuldades iniciais, a economia vietnamita cresceu ao longo dos anos 2000, fortalecendo o valor do dong. Hoje, o país utiliza um sistema de câmbio flutuante gerido, usando uma estratégia de moeda baixa para aumentar a competitividade comercial.
O dong barato beneficia o Vietname, que mantém um superávit na balança comercial, exportando produtos a preços baixos e ganhando vantagem competitiva, especialmente na indústria leve.
4. Kip laosiano (LAK): economia agrícola pouco desenvolvida
O kip foi adotado oficialmente em 1952, após o Laos conquistar a independência da França. Inicialmente, foi atrelado ao franco francês, mas nos anos 1990, a situação mudou.
O Laos é um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, dependente da agricultura, exportação de recursos naturais e com crescimento econômico limitado. Investimentos estrangeiros são escassos, e o setor industrial pouco desenvolvido, o que mantém a moeda fraca.
Após a crise da COVID-19, a inflação disparou, agravando a fraqueza do kip. A economia limitada, a falta de diversificação e a integração global restrita mantêm o kip entre as moedas mais fracas.
5. Rupia indonésia (IDR): moeda de mercado emergente
A rupia indonésia tem uma história complexa. Após a independência de Timor Holandês em 1945, a Indonésia adotou a rupia.
Inicialmente atrelada ao florim holandês, a moeda enfrentou alta inflação, instabilidade política e crises financeiras, especialmente durante a crise asiática de 1997-1998, que prejudicou a economia e a moeda.
Apesar de a Indonésia ser a quarta maior população mundial e de ter crescido economicamente nas últimas duas décadas, a rupia permanece fraca, altamente dependente das exportações de commodities, o que a torna vulnerável às flutuações do mercado global.
6. Sum uzbeque (UZS): controlo estatal na economia
O sum uzbeque foi criado após a independência do Uzbequistão em 1991, substituindo o rublo russo. Desde 1994, é a moeda oficial.
Apesar de reformas económicas desde os anos 2010, o país continua dependente das exportações de recursos naturais, especialmente gás natural. A inflação é elevada, e a economia controlada pelo Estado limita a valorização da moeda.
O sum é fortemente controlado pelo governo, com pouca atração para investimento estrangeiro, o que mantém a sua fraqueza. Esforços de liberalização ainda enfrentam desafios, e a moeda permanece fraca.
7. Franco guineense (GNF): impacto da instabilidade política
O franco guineense foi introduzido em 1959, após a independência da Guiné. O país tem enfrentado instabilidade política, crises económicas e infraestrutura precária.
A economia depende da exportação de recursos naturais, como minerais, e sofre com corrupção e falta de diversificação. A instabilidade política e económica reflete-se na fraqueza da moeda, que é uma das mais fracas do mundo.
8. Guarani paraguaio (PYG): dependência agrícola
O guarani foi lançado em 1887. O Paraguai passou por várias crises, incluindo a Guerra do Chaco e crises de dívida nos anos 1980.
A economia é altamente dependente da agricultura, especialmente soja. A baixa diversificação, o comércio limitado e a dependência de ajuda externa mantêm o guarani fraco, refletindo uma economia pequena e pouco desenvolvida.
9. Ariary malgaxe (MGA): economia vulnerável
O ariary tornou-se a moeda oficial de Madagascar em 2005, substituindo o franco malgaxe. O país depende da agricultura, turismo e exportação de recursos naturais.
Apesar de alguma estabilidade, o país é vulnerável a desastres naturais, instabilidade política, pobreza generalizada e falta de instrumentos financeiros eficazes para combater a inflação. Assim, o ariary é uma das moedas mais fracas, exemplo de economia pouco desenvolvida.
10. Franco burundês (BIF): uma das mais pobres
O franco burundês foi introduzido em 1964, após a independência do Burundi. O país é um dos mais pobres do mundo, com economia baseada na agricultura de subsistência.
Enfrenta défice comercial crónico, setor industrial limitado, dependência de ajuda externa, inflação, insegurança alimentar e instabilidade política. Estes fatores refletem-se na fraqueza do franco burundês, uma das moedas mais fracas do mundo.
Fatores económicos que levam a moedas fracas
Diversos fatores económicos estão interligados e contribuem para moedas fracas:
Resumo
As moedas mais baratas do mundo não representam apenas taxas de câmbio baixas, mas também refletem desafios económicos, políticos e sociais. Compreender os fatores que as originam ajuda a perceber o panorama económico global. Essas moedas indicam países que necessitam de reformas económicas e políticas monetárias mais sólidas para melhorar o bem-estar dos seus cidadãos no futuro.