Os mercados globais de commodities encerram o ano com uma forte subida, com os três metais preciosos — ouro, prata e platina — e metais industriais atingindo recordes históricos, refletindo o impacto duplo das tensões geopolíticas e da crise de abastecimento global. Uma onda de “compras em massa” está a acontecer nos mercados mundiais de commodities.
Metais preciosos sobem e rompem barreiras psicológicas
O preço do ouro registou uma subida surpreendente, atingindo temporariamente 4525 dólares por onça, um novo máximo histórico. A prata e a platina seguiram-na de perto, atingindo máximos históricos de 72,65 dólares por onça e 2378 dólares por onça, respetivamente.
Esta onda de subida dos metais preciosos é impulsionada por múltiplos fatores. Primeiro, o aumento do risco geopolítico leva os investidores a procurar ativos de refúgio; segundo, as cadeias de abastecimento globais continuam a enfrentar escassezes; terceiro, há uma forte entrada de compras por parte de investidores institucionais e de retalho. Analistas indicam que metais tradicionais de refúgio, como ouro, prata e cobre, estão a tornar-se as principais opções para os investidores evitarem riscos.
Cobre em alta e crise de abastecimento agravada
No setor de metais industriais, o preço do cobre em Londres ultrapassou ontem a barreira de 12 mil dólares, continuando a subir hoje, com um aumento de 0,96%, para 12213 dólares. O aumento do preço do cobre é impulsionado por duas forças principais: por um lado, as expectativas de políticas tarifárias de importação dos EUA incentivaram os traders a antecipar o transporte de cobre para as Américas, elevando a procura de importação; por outro, várias minas na América, África e Ásia entraram em paragem de produção, tornando o fornecimento global de cobre mais apertado, levando os compradores a uma competição acirrada por stocks limitados.
A nova alta do cobre reflete uma preocupação profunda do mercado de metais industriais com a crise de abastecimento e as perspetivas de procura, enquanto a subida conjunta dos preços de ouro, prata e cobre indica uma vigilância sobre as condições económicas globais e os níveis de preços.
Mercado de ações e câmbio em alta, dólar australiano atinge máximo anual
Os mercados de ações e de câmbio também demonstram força. O índice S&P 500 fechou ontem aos 6909 pontos, atingindo um novo máximo histórico de fecho, impulsionando as bolsas asiáticas hoje em alta geral.
O par AUD/USD subiu pelo terceiro dia consecutivo, atingindo temporariamente 0,6717, o valor mais alto em mais de um ano. O mercado espera que o Banco Central da Austrália possa aumentar as taxas de juro já em meados de 2026, uma expectativa que sustenta a compra de dólares australianos. O Banco da Reserva da Austrália prevê que o dólar australiano possa subir até 0,68 até ao final do ano.
Nos EUA, apesar de a Nvidia (NVDA) ter caído ligeiramente 0,29%, a Tesla (TSLA) subiu 0,21%, com movimentos mistos. Devido às férias de Natal, os mercados americanos encerraram-se três horas mais cedo hoje, com os futuros dos índices a registarem pequenas quedas — o futuro do Dow caiu 0,07%, o do S&P 500 caiu 0,09% e o do Nasdaq 100 caiu 0,09%.
Goldman Sachs otimista com o mercado de ações em 2026
Apesar da volatilidade a curto prazo, as instituições financeiras mantêm uma visão otimista para o mercado de ações. O Goldman Sachs considera que o mercado global de ações entrou numa fase de otimismo de mercado em alta, prevendo que os lucros empresariais sustentem a tendência até 2026. Incluindo os dividendos, o retorno total pode atingir cerca de 15%.
O desempenho dos mercados de commodities, ações e câmbio no final do ano reflete a resposta dos investidores às tensões geopolíticas, às dificuldades de abastecimento e às expectativas de aumento das taxas de juro. A subida simultânea dos preços do ouro, prata e cobre simboliza uma procura conjunta por ativos de risco e de refúgio, uma situação rara num ambiente de elevada incerteza.
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Ouro, prata e cobre atingem novos máximos! O mercado de commodities no final do ano reflete preocupações com a inflação
Os mercados globais de commodities encerram o ano com uma forte subida, com os três metais preciosos — ouro, prata e platina — e metais industriais atingindo recordes históricos, refletindo o impacto duplo das tensões geopolíticas e da crise de abastecimento global. Uma onda de “compras em massa” está a acontecer nos mercados mundiais de commodities.
Metais preciosos sobem e rompem barreiras psicológicas
O preço do ouro registou uma subida surpreendente, atingindo temporariamente 4525 dólares por onça, um novo máximo histórico. A prata e a platina seguiram-na de perto, atingindo máximos históricos de 72,65 dólares por onça e 2378 dólares por onça, respetivamente.
Esta onda de subida dos metais preciosos é impulsionada por múltiplos fatores. Primeiro, o aumento do risco geopolítico leva os investidores a procurar ativos de refúgio; segundo, as cadeias de abastecimento globais continuam a enfrentar escassezes; terceiro, há uma forte entrada de compras por parte de investidores institucionais e de retalho. Analistas indicam que metais tradicionais de refúgio, como ouro, prata e cobre, estão a tornar-se as principais opções para os investidores evitarem riscos.
Cobre em alta e crise de abastecimento agravada
No setor de metais industriais, o preço do cobre em Londres ultrapassou ontem a barreira de 12 mil dólares, continuando a subir hoje, com um aumento de 0,96%, para 12213 dólares. O aumento do preço do cobre é impulsionado por duas forças principais: por um lado, as expectativas de políticas tarifárias de importação dos EUA incentivaram os traders a antecipar o transporte de cobre para as Américas, elevando a procura de importação; por outro, várias minas na América, África e Ásia entraram em paragem de produção, tornando o fornecimento global de cobre mais apertado, levando os compradores a uma competição acirrada por stocks limitados.
A nova alta do cobre reflete uma preocupação profunda do mercado de metais industriais com a crise de abastecimento e as perspetivas de procura, enquanto a subida conjunta dos preços de ouro, prata e cobre indica uma vigilância sobre as condições económicas globais e os níveis de preços.
Mercado de ações e câmbio em alta, dólar australiano atinge máximo anual
Os mercados de ações e de câmbio também demonstram força. O índice S&P 500 fechou ontem aos 6909 pontos, atingindo um novo máximo histórico de fecho, impulsionando as bolsas asiáticas hoje em alta geral.
O par AUD/USD subiu pelo terceiro dia consecutivo, atingindo temporariamente 0,6717, o valor mais alto em mais de um ano. O mercado espera que o Banco Central da Austrália possa aumentar as taxas de juro já em meados de 2026, uma expectativa que sustenta a compra de dólares australianos. O Banco da Reserva da Austrália prevê que o dólar australiano possa subir até 0,68 até ao final do ano.
Nos EUA, apesar de a Nvidia (NVDA) ter caído ligeiramente 0,29%, a Tesla (TSLA) subiu 0,21%, com movimentos mistos. Devido às férias de Natal, os mercados americanos encerraram-se três horas mais cedo hoje, com os futuros dos índices a registarem pequenas quedas — o futuro do Dow caiu 0,07%, o do S&P 500 caiu 0,09% e o do Nasdaq 100 caiu 0,09%.
Goldman Sachs otimista com o mercado de ações em 2026
Apesar da volatilidade a curto prazo, as instituições financeiras mantêm uma visão otimista para o mercado de ações. O Goldman Sachs considera que o mercado global de ações entrou numa fase de otimismo de mercado em alta, prevendo que os lucros empresariais sustentem a tendência até 2026. Incluindo os dividendos, o retorno total pode atingir cerca de 15%.
O desempenho dos mercados de commodities, ações e câmbio no final do ano reflete a resposta dos investidores às tensões geopolíticas, às dificuldades de abastecimento e às expectativas de aumento das taxas de juro. A subida simultânea dos preços do ouro, prata e cobre simboliza uma procura conjunta por ativos de risco e de refúgio, uma situação rara num ambiente de elevada incerteza.