(MENAFN- PRovoke)
Com demasiada frequência, a narrativa que contamos sobre a América é de uma nação desesperadamente dividida — presa em campos opostos com pouco interesse em trabalhar juntas. Essa narrativa domina manchetes, feeds de redes sociais e, cada vez mais, a forma como grandes instituições falam sobre seu trabalho. Mas é uma história que não reflete como a maioria dos americanos realmente se veem — nem como querem se envolver uns com os outros.
Nova pesquisa nacional do Conselho de Fundações e Hattaway Communications revela uma história mais esperançosa sobre a percepção que os americanos têm de suas diferenças. Em uma pesquisa com 1.000 americanos, quase nove em cada dez disseram apoiar o trabalho em conjunto, mesmo com diferenças. Quatro em cinco acreditam que as fundações beneficentes devem modelar a colaboração. Mais de três quartos permanecem otimistas sobre a capacidade do país de avançar, mesmo diante da polarização política.
A disparidade entre nossa percepção das divisões que enfrentamos e a realidade importa. Nossa pesquisa mostra que, para os comunicadores do setor beneficente, é fundamental evitar linguagem que possa, sem querer, aprofundar percepções de divisão e falar sobre a esperança que ainda existe na mente e no coração dos americanos.
Para ajudar na missão de comunicar eficazmente sobre nosso trabalho, o Conselho de Fundações e a Hattaway Communications desenvolveram um novo Kit de Comunicação para Trabalhar Além das Diferenças, que baseia-se em nossa pesquisa para ajudar as fundações a comunicar sobre o trabalho em conjunto de maneiras que ressoem, sem reforçar narrativas polarizadoras. As principais conclusões deste kit são claras: quando as instituições lideram com divisão — mesmo que involuntariamente — as pessoas se desligam. Mas quando lideram com propósito comum e resultados tangíveis, elas convidam as pessoas a participarem.
Comece com Propósito Compartilhado, Não com Diferenças
O progresso geralmente começa com o que as pessoas têm em comum — um propósito comum que constrói confiança e torna mais fácil navegar por diferenças honestas. Mesmo uma linguagem bem-intencionada pode, sem querer, fazer as pessoas focarem no que as separa, em vez do que as une. Nossa pesquisa mostra que, quando as pessoas ouvem repetidamente ênfase em “diferenças”, tendem a ficar mais reservadas, não mais abertas.
Uma comunicação mais eficaz começa por definir as pessoas por seus papéis e objetivos compartilhados, não por identidades opostas. Fale sobre solucionadores de problemas. Construtores de comunidade. Pais, trabalhadores, vizinhos e líderes locais que desejam que suas comunidades prosperem. Quando lideramos com propósito comum e aspirações compartilhadas, criamos as condições para a colaboração primeiro — e damos espaço para as diferenças sem deixá-las dominar a narrativa.
Destaque Resultados Visíveis e Sentidos
As fundações frequentemente enquadram o trabalho em conjunto além das diferenças como uma forma de fortalecer a democracia ou reduzir a polarização. Esses objetivos são importantes — mas não são o que mais ressoa com os americanos comuns.
O que realmente conecta é o progresso: bairros mais seguros, economias locais mais fortes, escolas melhores, comunidades mais saudáveis. Os resultados que as pessoas podem ver e sentir em seu dia a dia.
O kit incentiva as fundações a liderar com resultados, não com abstrações. A colaboração não é uma ideologia ou um slogan — é uma abordagem prática para resolver problemas reais. Quando as pessoas entendem o que a cooperação possibilita, o apoio a esse trabalho surge naturalmente.
Seja Claro Sobre o Papel que as Fundações Podem Desempenhar
Os americanos não apenas apoiam a colaboração — eles esperam que as fundações ajudem a liderar esse processo. Nossa pesquisa mostra que as pessoas veem as fundações como instituições confiáveis, capazes de convocar, ouvir e criar espaço para soluções compartilhadas.
Isso é importante num momento em que algumas fundações podem se sentir hesitantes em se envolver nesse trabalho. Conectar e colaborar além das diferenças não é uma ruptura com a missão principal. Em muitos aspectos, reflete o que as fundações fazem há décadas: reunir diferentes perspectivas para enfrentar desafios complexos que nenhum ator sozinho consegue resolver.
Para as fundações novas nesse trabalho, o primeiro passo é escolher uma abordagem que se encaixe na missão. Para aquelas que já praticam, a oportunidade é ser mais visível e mais vocal — para que outros vejam que a colaboração funciona.
A Linguagem é Estratégia
A lição desta pesquisa é simples: a linguagem que usamos faz parte do trabalho que realizamos. Ela molda a confiança. Influencia se as pessoas se sentem convidadas ou excluídas. E determina se a colaboração parece prática ou ingênua.
Se as fundações querem ajudar as comunidades a avançar num momento polarizado, precisam comunicar de formas que reflitam como as pessoas realmente pensam, sentem e querem se envolver. Isso significa mudar a nossa forma de falar — de divisão para resolução de problemas, de ideologia para resultados, de diferenças para propósito comum.
Nicole Bronzan é vice-presidente de comunicações e conteúdo do Conselho de Fundações.
** Nota: Este artigo reflete as opiniões do autor e é publicado como parte da seção de opinião da PRovoke Media. Não necessariamente representa as opiniões da PRovoke Media ou de sua equipe editorial. Agradecemos uma variedade de perspectivas e convidamos os leitores a enviar respostas reflexivas ou contrapontos para consideração para [email protected].**
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Perspectiva: Se os americanos querem unidade, a nossa língua deve liderar o caminho
(MENAFN- PRovoke) Com demasiada frequência, a narrativa que contamos sobre a América é de uma nação desesperadamente dividida — presa em campos opostos com pouco interesse em trabalhar juntas. Essa narrativa domina manchetes, feeds de redes sociais e, cada vez mais, a forma como grandes instituições falam sobre seu trabalho. Mas é uma história que não reflete como a maioria dos americanos realmente se veem — nem como querem se envolver uns com os outros.
Nova pesquisa nacional do Conselho de Fundações e Hattaway Communications revela uma história mais esperançosa sobre a percepção que os americanos têm de suas diferenças. Em uma pesquisa com 1.000 americanos, quase nove em cada dez disseram apoiar o trabalho em conjunto, mesmo com diferenças. Quatro em cinco acreditam que as fundações beneficentes devem modelar a colaboração. Mais de três quartos permanecem otimistas sobre a capacidade do país de avançar, mesmo diante da polarização política.
A disparidade entre nossa percepção das divisões que enfrentamos e a realidade importa. Nossa pesquisa mostra que, para os comunicadores do setor beneficente, é fundamental evitar linguagem que possa, sem querer, aprofundar percepções de divisão e falar sobre a esperança que ainda existe na mente e no coração dos americanos.
Para ajudar na missão de comunicar eficazmente sobre nosso trabalho, o Conselho de Fundações e a Hattaway Communications desenvolveram um novo Kit de Comunicação para Trabalhar Além das Diferenças, que baseia-se em nossa pesquisa para ajudar as fundações a comunicar sobre o trabalho em conjunto de maneiras que ressoem, sem reforçar narrativas polarizadoras. As principais conclusões deste kit são claras: quando as instituições lideram com divisão — mesmo que involuntariamente — as pessoas se desligam. Mas quando lideram com propósito comum e resultados tangíveis, elas convidam as pessoas a participarem.
Comece com Propósito Compartilhado, Não com Diferenças
O progresso geralmente começa com o que as pessoas têm em comum — um propósito comum que constrói confiança e torna mais fácil navegar por diferenças honestas. Mesmo uma linguagem bem-intencionada pode, sem querer, fazer as pessoas focarem no que as separa, em vez do que as une. Nossa pesquisa mostra que, quando as pessoas ouvem repetidamente ênfase em “diferenças”, tendem a ficar mais reservadas, não mais abertas.
Uma comunicação mais eficaz começa por definir as pessoas por seus papéis e objetivos compartilhados, não por identidades opostas. Fale sobre solucionadores de problemas. Construtores de comunidade. Pais, trabalhadores, vizinhos e líderes locais que desejam que suas comunidades prosperem. Quando lideramos com propósito comum e aspirações compartilhadas, criamos as condições para a colaboração primeiro — e damos espaço para as diferenças sem deixá-las dominar a narrativa.
Destaque Resultados Visíveis e Sentidos
As fundações frequentemente enquadram o trabalho em conjunto além das diferenças como uma forma de fortalecer a democracia ou reduzir a polarização. Esses objetivos são importantes — mas não são o que mais ressoa com os americanos comuns.
O que realmente conecta é o progresso: bairros mais seguros, economias locais mais fortes, escolas melhores, comunidades mais saudáveis. Os resultados que as pessoas podem ver e sentir em seu dia a dia.
O kit incentiva as fundações a liderar com resultados, não com abstrações. A colaboração não é uma ideologia ou um slogan — é uma abordagem prática para resolver problemas reais. Quando as pessoas entendem o que a cooperação possibilita, o apoio a esse trabalho surge naturalmente.
Seja Claro Sobre o Papel que as Fundações Podem Desempenhar
Os americanos não apenas apoiam a colaboração — eles esperam que as fundações ajudem a liderar esse processo. Nossa pesquisa mostra que as pessoas veem as fundações como instituições confiáveis, capazes de convocar, ouvir e criar espaço para soluções compartilhadas.
Isso é importante num momento em que algumas fundações podem se sentir hesitantes em se envolver nesse trabalho. Conectar e colaborar além das diferenças não é uma ruptura com a missão principal. Em muitos aspectos, reflete o que as fundações fazem há décadas: reunir diferentes perspectivas para enfrentar desafios complexos que nenhum ator sozinho consegue resolver.
Para as fundações novas nesse trabalho, o primeiro passo é escolher uma abordagem que se encaixe na missão. Para aquelas que já praticam, a oportunidade é ser mais visível e mais vocal — para que outros vejam que a colaboração funciona.
A Linguagem é Estratégia
A lição desta pesquisa é simples: a linguagem que usamos faz parte do trabalho que realizamos. Ela molda a confiança. Influencia se as pessoas se sentem convidadas ou excluídas. E determina se a colaboração parece prática ou ingênua.
Se as fundações querem ajudar as comunidades a avançar num momento polarizado, precisam comunicar de formas que reflitam como as pessoas realmente pensam, sentem e querem se envolver. Isso significa mudar a nossa forma de falar — de divisão para resolução de problemas, de ideologia para resultados, de diferenças para propósito comum.
Nicole Bronzan é vice-presidente de comunicações e conteúdo do Conselho de Fundações.
** Nota: Este artigo reflete as opiniões do autor e é publicado como parte da seção de opinião da PRovoke Media. Não necessariamente representa as opiniões da PRovoke Media ou de sua equipe editorial. Agradecemos uma variedade de perspectivas e convidamos os leitores a enviar respostas reflexivas ou contrapontos para consideração para [email protected].**