Em todo o mundo, existem dezenas de moedas cujo valor é o mais baixo, devido a fatores económicos e políticos diversos. Vamos estudar as razões que levam ao enfraquecimento dessas moedas e ao baixo valor de câmbio face ao dólar norte-americano.
Tabela comparativa das taxas de câmbio mais baixas
Moeda
País
Taxa de câmbio para USD
Libra libanesa (LBP)
Líbano
89.751,22 LBP/USD
Rial iraniano (IRR)
Irão
42.112,50 IRR/USD
Dong vietnamita (VND)
Vietname
26.040 VND/USD
Kip laosiano (LAK)
República Popular do Laos
21.625,82 LAK/USD
Rupia indonésia (IDR)
Indonésia
16.275 IDR/USD
Som uzbeque (UZS)
Usbequistão
12.798,70 UZS/USD
Franco guineense (GNF)
Guiné
8.667,50 GNF/USD
Guarani paraguaio (PYG)
Paraguai
7.996,67 PYG/USD
Ariary de Madagascar (MGA)
Madagascar
4.467,50 MGA/USD
Franco burundês (BIF)
Burundi
2.977,00 BIF/USD
Razões que levam à moeda mais barata do mundo
O baixo valor das moedas de diferentes países não é uma coincidência. O principal fator que faz com que uma moeda seja a mais barata é a elevada taxa de inflação. Instabilidade política, falta de diversificação das estruturas económicas, ausência de investimento estrangeiro, bem como sanções de outros países, também contribuem para esse cenário.
Estrutura económica fraca é um fator relevante
A maioria dos países com as moedas mais baratas depende principalmente da exportação de commodities e recursos naturais. Essa dependência torna a economia vulnerável às flutuações dos preços dessas matérias-primas no mercado global. Além disso, essas economias frequentemente carecem de desenvolvimento industrial e de serviços relevantes, o que limita o potencial de criação de valor acrescentado.
Estudo de Caso: A grande crise do Líbano
A libra libanesa demonstrou ser uma das moedas mais baratas, pois o país enfrenta uma grave crise económica. Desde 2019, o Líbano tem registado uma inflação de três dígitos, uma recessão profunda e o colapso do sistema bancário. Nos mercados paralelos, a libra libanesa perdeu mais de 90% do seu valor, evidenciando claramente os problemas de instabilidade política e económica.
Médio Oriente: O impacto das sanções
O rial iraniano tem sido classificado como uma das moedas mais baratas do mundo há vários anos. O Irão enfrenta sanções económicas severas impostas pelos Estados Unidos e aliados, o que coloca a sua economia sob forte pressão. A dependência excessiva das exportações de petróleo e as tensões geopolíticas contínuas têm contribuído para a contínua desvalorização da moeda, devido à elevada inflação.
Sudeste Asiático: Diversos níveis de desafio
Dong vietnamita: Gestão e crescimento equilibrados
Apesar do crescimento económico do Vietname, a sua moeda mantém-se fraca devido à política de câmbio de regime flutuante gerida de forma rigorosa pelo banco central. No entanto, esta moeda mais baixa beneficia a economia vietnamita, pois o país apresenta um excedente comercial, o que lhe confere vantagem competitiva internacional.
Kip laosiano: Desenvolvimento económico lento
O Laos é um dos países menos desenvolvidos do Sudeste Asiático. O kip laosiano, a moeda mais barata, reflete essa realidade, pois o país depende fortemente da agricultura e não consegue atrair investimento estrangeiro suficiente. Após a crise da COVID-19, a inflação aumentou, levando a uma contínua desvalorização do kip.
Rupia indonésia: Um equilíbrio delicado
Embora a Indonésia seja uma das maiores economias do Sudeste Asiático, a rupia continua a ser uma das moedas mais fracas. O país depende fortemente das exportações de commodities. Os fluxos de capitais estrangeiros, especialmente no setor do turismo e do investimento direto, são essenciais para manter a estabilidade cambial.
Ásia Central: Economia controlada e reformas
O som uzbeque é uma das moedas mais fracas. Apesar do governo ter iniciado processos de liberalização económica, os desafios relacionados com a inflação e a falta de investimento estrangeiro continuam a afetar a estabilidade da moeda uzbeque.
África: Estrutura económica frágil
Franco guineense: Instabilidade e fragilidade
O franco guineense é uma das moedas mais fracas. A Guiné enfrenta contínua instabilidade política, infraestruturas deficientes, ausência de estabilidade económica e corrupção que dificultam o desenvolvimento. Essa fragilidade reflete-se na desvalorização da moeda.
Ariary de Madagascar: Economia de pequena escala
Madagáscar possui uma economia dependente da agricultura, do turismo e da exportação de recursos naturais. O ariary, uma das moedas mais fracas, evidencia a vulnerabilidade de uma economia de pequena escala e a falta de opções financeiras diversificadas.
Franco burundês: Uma crise prolongada
O Burundi é um dos países mais pobres do mundo. O franco burundês, a moeda mais fraca, enfrenta forte pressão devido a défices comerciais crónicos, insegurança alimentar e turbulência política prolongada.
América do Sul: Riscos da dependência de commodities
O guarani paraguaio é uma das moedas mais fracas. O Paraguai é uma economia pequena, dependente da exportação de produtos agrícolas, especialmente soja e carne. Apesar de algum crescimento, o país continua a enfrentar défice comercial e aumento da dívida.
Fatores que influenciam as taxas de câmbio
A taxa de câmbio das moedas mais fracas é influenciada pela inflação, taxas de juro, dívida pública e contas correntes. Taxas de juro elevadas atraem investimento estrangeiro, aumentando a procura pela moeda local e valorizando-a. Por outro lado, países com baixa inflação tendem a ter moedas mais fortes.
Um saldo negativo na conta corrente indica défice comercial, o que aumenta a procura por moeda estrangeira e reduz o valor da moeda nacional. Além disso, recessões frequentemente levam à diminuição das taxas de juro, enfraquecendo as entradas de capitais estrangeiros e depreciando a moeda.
Conclusão: Compreender as moedas mais fracas
As moedas mais fracas do mundo refletem os desafios económicos e políticos enfrentados por esses países. Compreender os fatores fundamentais que levam à desvalorização dessas moedas permite que investidores e empresários tomem decisões mais informadas sobre negociações cambiais e investimentos internacionais. A relação entre política monetária, inflação e estabilidade política demonstra a complexidade do mercado cambial global.
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Mais de 10 moedas mais baratas no mercado mundial em 2025
Em todo o mundo, existem dezenas de moedas cujo valor é o mais baixo, devido a fatores económicos e políticos diversos. Vamos estudar as razões que levam ao enfraquecimento dessas moedas e ao baixo valor de câmbio face ao dólar norte-americano.
Tabela comparativa das taxas de câmbio mais baixas
Razões que levam à moeda mais barata do mundo
O baixo valor das moedas de diferentes países não é uma coincidência. O principal fator que faz com que uma moeda seja a mais barata é a elevada taxa de inflação. Instabilidade política, falta de diversificação das estruturas económicas, ausência de investimento estrangeiro, bem como sanções de outros países, também contribuem para esse cenário.
Estrutura económica fraca é um fator relevante
A maioria dos países com as moedas mais baratas depende principalmente da exportação de commodities e recursos naturais. Essa dependência torna a economia vulnerável às flutuações dos preços dessas matérias-primas no mercado global. Além disso, essas economias frequentemente carecem de desenvolvimento industrial e de serviços relevantes, o que limita o potencial de criação de valor acrescentado.
Estudo de Caso: A grande crise do Líbano
A libra libanesa demonstrou ser uma das moedas mais baratas, pois o país enfrenta uma grave crise económica. Desde 2019, o Líbano tem registado uma inflação de três dígitos, uma recessão profunda e o colapso do sistema bancário. Nos mercados paralelos, a libra libanesa perdeu mais de 90% do seu valor, evidenciando claramente os problemas de instabilidade política e económica.
Médio Oriente: O impacto das sanções
O rial iraniano tem sido classificado como uma das moedas mais baratas do mundo há vários anos. O Irão enfrenta sanções económicas severas impostas pelos Estados Unidos e aliados, o que coloca a sua economia sob forte pressão. A dependência excessiva das exportações de petróleo e as tensões geopolíticas contínuas têm contribuído para a contínua desvalorização da moeda, devido à elevada inflação.
Sudeste Asiático: Diversos níveis de desafio
Dong vietnamita: Gestão e crescimento equilibrados
Apesar do crescimento económico do Vietname, a sua moeda mantém-se fraca devido à política de câmbio de regime flutuante gerida de forma rigorosa pelo banco central. No entanto, esta moeda mais baixa beneficia a economia vietnamita, pois o país apresenta um excedente comercial, o que lhe confere vantagem competitiva internacional.
Kip laosiano: Desenvolvimento económico lento
O Laos é um dos países menos desenvolvidos do Sudeste Asiático. O kip laosiano, a moeda mais barata, reflete essa realidade, pois o país depende fortemente da agricultura e não consegue atrair investimento estrangeiro suficiente. Após a crise da COVID-19, a inflação aumentou, levando a uma contínua desvalorização do kip.
Rupia indonésia: Um equilíbrio delicado
Embora a Indonésia seja uma das maiores economias do Sudeste Asiático, a rupia continua a ser uma das moedas mais fracas. O país depende fortemente das exportações de commodities. Os fluxos de capitais estrangeiros, especialmente no setor do turismo e do investimento direto, são essenciais para manter a estabilidade cambial.
Ásia Central: Economia controlada e reformas
O som uzbeque é uma das moedas mais fracas. Apesar do governo ter iniciado processos de liberalização económica, os desafios relacionados com a inflação e a falta de investimento estrangeiro continuam a afetar a estabilidade da moeda uzbeque.
África: Estrutura económica frágil
Franco guineense: Instabilidade e fragilidade
O franco guineense é uma das moedas mais fracas. A Guiné enfrenta contínua instabilidade política, infraestruturas deficientes, ausência de estabilidade económica e corrupção que dificultam o desenvolvimento. Essa fragilidade reflete-se na desvalorização da moeda.
Ariary de Madagascar: Economia de pequena escala
Madagáscar possui uma economia dependente da agricultura, do turismo e da exportação de recursos naturais. O ariary, uma das moedas mais fracas, evidencia a vulnerabilidade de uma economia de pequena escala e a falta de opções financeiras diversificadas.
Franco burundês: Uma crise prolongada
O Burundi é um dos países mais pobres do mundo. O franco burundês, a moeda mais fraca, enfrenta forte pressão devido a défices comerciais crónicos, insegurança alimentar e turbulência política prolongada.
América do Sul: Riscos da dependência de commodities
O guarani paraguaio é uma das moedas mais fracas. O Paraguai é uma economia pequena, dependente da exportação de produtos agrícolas, especialmente soja e carne. Apesar de algum crescimento, o país continua a enfrentar défice comercial e aumento da dívida.
Fatores que influenciam as taxas de câmbio
A taxa de câmbio das moedas mais fracas é influenciada pela inflação, taxas de juro, dívida pública e contas correntes. Taxas de juro elevadas atraem investimento estrangeiro, aumentando a procura pela moeda local e valorizando-a. Por outro lado, países com baixa inflação tendem a ter moedas mais fortes.
Um saldo negativo na conta corrente indica défice comercial, o que aumenta a procura por moeda estrangeira e reduz o valor da moeda nacional. Além disso, recessões frequentemente levam à diminuição das taxas de juro, enfraquecendo as entradas de capitais estrangeiros e depreciando a moeda.
Conclusão: Compreender as moedas mais fracas
As moedas mais fracas do mundo refletem os desafios económicos e políticos enfrentados por esses países. Compreender os fatores fundamentais que levam à desvalorização dessas moedas permite que investidores e empresários tomem decisões mais informadas sobre negociações cambiais e investimentos internacionais. A relação entre política monetária, inflação e estabilidade política demonstra a complexidade do mercado cambial global.