O desempenho recente do platina tem sido notável. Desde meados de dezembro, o preço do platina tem subido por seis dias consecutivos, atingindo uma nova máxima desde 2008, ultrapassando a barreira de 1978 dólares por onça. No último ano, o platina acumulou uma valorização de quase 120%, muito acima do aumento do ouro e da prata no mesmo período, tornando-se a estrela mais brilhante do setor de metais preciosos. Os analistas geralmente veem com otimismo a continuidade dessa tendência, prevendo que o platina atingirá entre 2170 e 2300 dólares até 2026.
Crise de capacidade na África do Sul aumenta a tensão na oferta de platina
O fornecimento global de platina depende fortemente da África do Sul, que responde por mais de 70% da produção mundial. No entanto, essa região enfrenta múltiplos desafios. Infraestruturas de mineração envelhecidas, escassez de energia, eventos climáticos extremos frequentes — esses fatores se combinam para impactar diretamente a capacidade de produção de platina.
A redução contínua na oferta já deixou marcas visíveis no mercado à vista. Um indicador importante da tensão de mercado — a taxa de locação de platina por um mês — subiu recentemente para um recorde de 14,12%, indicando que o mercado está cada vez mais preocupado com a oferta. Segundo Edward Sterck, diretor de pesquisa da World Platinum Investment Council, 2025 será o terceiro ano consecutivo de escassez de oferta global de platina, uma situação que pode persistir até 2029.
Corte de juros pelo Federal Reserve impulsiona fundos de ouro para platina
A mudança na política monetária trouxe um novo impulso para o mercado de platina. Após o corte de juros pelo Federal Reserve, o setor de metais preciosos como um todo viu uma valorização coletiva, mas com destaque para a maior alta do platina e do paládio em relação ao ouro e à prata.
Qual é a lógica por trás disso? Algumas instituições estão realizando uma troca estratégica. O ouro já atingiu níveis recordes, com uma avaliação relativamente alta, enquanto o platina e o paládio estão relativamente subvalorizados, com maior volatilidade. Assim, o capital está migrando de ativos superavaliados para esses metais menos populares, mas com maior potencial de valorização, impulsionando seus preços.
Início de ciclo de alta: perspectivas otimistas para 2026
Muhammad Umair, analista do FXEmpire, acredita que o platina entrou em um novo ciclo de alta. Diversos fatores sustentam essa visão: a escassez estrutural de oferta que não será resolvida a curto prazo, a demanda industrial global em crescimento contínuo, além da saída de fundos de ativos superavaliados. No macro, o dólar fraco, a postura dovish do Fed e a redução do índice de platina em relação ao ouro também oferecem suporte sólido.
Com base nesses fatores, Umair prevê que o platina atingirá entre 2170 e 2300 dólares em 2026, representando mais de 10% de potencial de valorização a partir dos níveis atuais. O Deutsche Bank tem uma visão semelhante, prevendo que a demanda de investimento por platina em 2026 retornará a 500 mil onças, com um déficit de oferta de 13% do total, semelhante às lacunas dos últimos dois anos. O banco também aponta que o ouro continuará em tendência de alta, enquanto a prata e os metais do grupo do platina terão oportunidades de recuperação.
A história do platina ainda está sendo escrita. A escassez de oferta, o apoio político e a mudança de fluxo de capitais fazem do platina um tema de investimento importante para 2026.
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Platina atinge nova máxima em quase 20 anos de contínua subida; oportunidades de investimento em 2026 são altamente aguardadas
O desempenho recente do platina tem sido notável. Desde meados de dezembro, o preço do platina tem subido por seis dias consecutivos, atingindo uma nova máxima desde 2008, ultrapassando a barreira de 1978 dólares por onça. No último ano, o platina acumulou uma valorização de quase 120%, muito acima do aumento do ouro e da prata no mesmo período, tornando-se a estrela mais brilhante do setor de metais preciosos. Os analistas geralmente veem com otimismo a continuidade dessa tendência, prevendo que o platina atingirá entre 2170 e 2300 dólares até 2026.
Crise de capacidade na África do Sul aumenta a tensão na oferta de platina
O fornecimento global de platina depende fortemente da África do Sul, que responde por mais de 70% da produção mundial. No entanto, essa região enfrenta múltiplos desafios. Infraestruturas de mineração envelhecidas, escassez de energia, eventos climáticos extremos frequentes — esses fatores se combinam para impactar diretamente a capacidade de produção de platina.
A redução contínua na oferta já deixou marcas visíveis no mercado à vista. Um indicador importante da tensão de mercado — a taxa de locação de platina por um mês — subiu recentemente para um recorde de 14,12%, indicando que o mercado está cada vez mais preocupado com a oferta. Segundo Edward Sterck, diretor de pesquisa da World Platinum Investment Council, 2025 será o terceiro ano consecutivo de escassez de oferta global de platina, uma situação que pode persistir até 2029.
Corte de juros pelo Federal Reserve impulsiona fundos de ouro para platina
A mudança na política monetária trouxe um novo impulso para o mercado de platina. Após o corte de juros pelo Federal Reserve, o setor de metais preciosos como um todo viu uma valorização coletiva, mas com destaque para a maior alta do platina e do paládio em relação ao ouro e à prata.
Qual é a lógica por trás disso? Algumas instituições estão realizando uma troca estratégica. O ouro já atingiu níveis recordes, com uma avaliação relativamente alta, enquanto o platina e o paládio estão relativamente subvalorizados, com maior volatilidade. Assim, o capital está migrando de ativos superavaliados para esses metais menos populares, mas com maior potencial de valorização, impulsionando seus preços.
Início de ciclo de alta: perspectivas otimistas para 2026
Muhammad Umair, analista do FXEmpire, acredita que o platina entrou em um novo ciclo de alta. Diversos fatores sustentam essa visão: a escassez estrutural de oferta que não será resolvida a curto prazo, a demanda industrial global em crescimento contínuo, além da saída de fundos de ativos superavaliados. No macro, o dólar fraco, a postura dovish do Fed e a redução do índice de platina em relação ao ouro também oferecem suporte sólido.
Com base nesses fatores, Umair prevê que o platina atingirá entre 2170 e 2300 dólares em 2026, representando mais de 10% de potencial de valorização a partir dos níveis atuais. O Deutsche Bank tem uma visão semelhante, prevendo que a demanda de investimento por platina em 2026 retornará a 500 mil onças, com um déficit de oferta de 13% do total, semelhante às lacunas dos últimos dois anos. O banco também aponta que o ouro continuará em tendência de alta, enquanto a prata e os metais do grupo do platina terão oportunidades de recuperação.
A história do platina ainda está sendo escrita. A escassez de oferta, o apoio político e a mudança de fluxo de capitais fazem do platina um tema de investimento importante para 2026.