Este artigo apresenta uma análise comparativa estruturada entre Stable e Plasma, abordando vários aspectos: panorama do mercado de stablecoins, arquitetura técnica, economia dos tokens, desenvolvimento do ecossistema e cenários de aplicação, com o objetivo de identificar oportunidades no segmento emergente de blockchains de pagamento com stablecoins.
No início de 2026, o mercado de stablecoins apresenta uma estrutura altamente concentrada, com forte competição entre diversos protocolos.

No âmbito da infraestrutura, blockchains especializadas em pagamentos, como Stable e Plasma, competem com redes L1 e L2 de uso geral, como Ethereum e Solana, pelo volume de liquidação de stablecoins. As principais áreas de disputa são custos de transação, velocidade de liquidação, integração regulatória e suporte ao ecossistema de desenvolvedores.
Stable é uma blockchain Layer 1 de alta performance, desenvolvida especialmente para o USDT. O objetivo é oferecer uma rede rápida, de baixo custo e baixa latência para transações com stablecoins. Ao contrário das blockchains de uso geral, Stable foca nos casos de pagamento e liquidação com USDT, buscando entregar ao USDT uma experiência on-chain semelhante ao dinheiro, ideal para pagamentos internacionais, transações de e-commerce e liquidação empresarial.
Principais características do Stable:
Plasma é uma blockchain Layer 1 compatível com EVM, otimizada para pagamentos com stablecoins e aplicações DeFi. O projeto prioriza alta performance, taxas baixas e suporte a múltiplos ativos.
Principais características do Plasma:
As próximas seções apresentam uma análise detalhada entre Stable e Plasma, considerando arquitetura técnica, modelos de negócio e instituições de apoio, desempenho de mercado dos tokens e desenvolvimento do ecossistema.
| Dimensão | Stable | Plasma |
|---|---|---|
| Mecanismo de consenso | Proof of Stake otimizado para pagamentos | PlasmaBFT – consenso BFT de alta performance |
| Modelo de gas | USDT0 como gas nativo, experiência sem gas | Tokens de gas personalizados com paymaster embutido, permite pagamento de gas com USDT |
| Finalidade | Liquidação em subsegundos, otimizada para pagamentos | Finalidade quase instantânea (subsegundos) |
| Compatibilidade | Totalmente compatível com EVM | Compatível com EVM e ponte nativa para Bitcoin |
| Recursos de privacidade | Sem módulos de privacidade divulgados publicamente | Suporta pagamentos confidenciais e ferramentas de privacidade institucionais |
A comparação mostra que Stable e Plasma são otimizadas para compatibilidade EVM e pagamentos com stablecoins. Plasma oferece uma gama mais ampla de recursos técnicos documentados e maior complexidade funcional, enquanto Stable opta por ocultar a complexidade no protocolo, priorizando uma experiência simplificada de “USDT como experiência”, voltada para pagamentos.
Stable e Plasma contam com apoio da Tether e Bitfinex. Entretanto, Plasma possui uma base de investidores mais diversificada, incluindo instituições financeiras tradicionais como Founders Fund. Plasma também captou mais capital do que Stable, demonstrando maior respaldo dos mercados de capitais.
| Métrica | Stable | Plasma |
|---|---|---|
| Capital captado | US$ 28 milhões | US$ 75,8 milhões |
| Principais investidores | Bitfinex, Hack VC e outros | Bitfinex, Framework, Founders Fund, Bybit e outros |
| Modelo de receita | Sem dados de receita on-chain divulgados até o momento | Taxas e receitas on-chain já observáveis, com receita diária na faixa de centenas de dólares (segundo Token Terminal) |
| Integração com Tether | Integrado profundamente com USDT0 como gas nativo, posicionado como “main chain de pagamentos USDT” | Aproveita liquidez de USDT e stablecoins para formar um ecossistema DeFi e de rendimento em grande escala |
| Métrica | Stable | Plasma |
|---|---|---|
| Preço do token | US$ 0,02 | US$ 0,08 |
| Valor de mercado circulante | US$ 323 milhões | US$ 171 milhões |
| FDV (Fully Diluted Valuation) | US$ 1,79 bilhão | US$ 793 milhões |
| TVL (Total Value Locked) | US$ 34.671 (ATH US$ 100 milhões – dezembro de 2025) | US$ 2,93 bilhões |
Os dados acima são do DeFiLlama e Token Terminal, referentes a 9 de fevereiro.
Segundo a tabela, é possível notar:
Em parcerias e implantação real, Stable e Plasma priorizam caminhos distintos.
Stable investe na integração com instituições de pagamento, carteiras e sistemas de comerciantes:

Plasma se posiciona como cadeia fundamental para ecossistemas DeFi e de rendimento com stablecoins:

Na disputa atual pela infraestrutura de pagamentos com stablecoins, Stable e Plasma representam dois caminhos distintos de desenvolvimento dentro do ecossistema Tether.
Stable adota uma narrativa voltada para pagamentos, centrada na experiência do usuário com USDT, utilizando USDT0 como gas nativo, transferências sem gas e ampla compatibilidade EVM. Porém, seu TVL permanece pequeno, e os mecanismos de receita e captura de valor ainda precisam de validação adicional.
Já Plasma consolidou conexões robustas com protocolos descentralizados e aplicações, sustentada por expansão acelerada e produtos com geração de receita, demonstrando maior competitividade e ritmo de adoção.
Ambos são blockchains nativos de stablecoin para pagamentos ou DeFi, colaborando com Tether e Bitfinex. Stable foca na experiência de pagamento com USDT, enquanto Plasma prioriza DeFi com stablecoins e finanças institucionais.
Usuários podem comprar ambos os tokens em exchanges centralizadas com pares de negociação desses ativos, ou em exchanges descentralizadas, onde USDT ou USDC podem ser trocados por STABLE ou XPL.
Ambos integram o ecossistema Tether. Stable está profundamente integrado com USDT0 como ativo de gas, enquanto Plasma oferece infraestrutura de alta performance, ponte BTC e integrações institucionais para ampliar a liquidez de stablecoins.
Os principais indicadores são crescimento do TVL, oferta de stablecoins, transações diárias, endereços ativos, receita on-chain, número de parceiros do ecossistema e impacto de mudanças regulatórias nas atividades com stablecoins.





