O Bitcoin recuperou o patamar de US$ 96.000 e segue em tendência de alta dentro de um canal ascendente. Essa retomada demonstra força tanto em intensidade quanto em estrutura: os preços reagiram da faixa de fundo de curto prazo entre US$ 90.000 e US$ 92.000, com ganho diário de cerca de 4,6% e atingindo o maior nível desde o fim de novembro. Sob a ótica da estrutura de mercado, compras à vista foram o principal motor desse movimento, seguidas por cobertura passiva de posições vendidas no mercado futuro, o que amplificou o impulso de alta. Ao mesmo tempo, os dez ETFs spot de Bitcoin registraram entradas líquidas combinadas de quase 90.000 BTC, e outros ETFs cripto relevantes também tiveram entradas líquidas.
Dados on-chain apontam para maior divergência entre participantes: o tamanho médio das ordens spot perto de US$ 90.000 aumentou significativamente, sugerindo acumulação silenciosa por instituições ou investidores de alto patrimônio, enquanto os detentores de curto prazo tornaram-se vendedores líquidos, com a variação líquida de 30 dias das posições de curto prazo ficando negativa. O Bitcoin está em uma zona crítica de decisão, e o próximo movimento definirá se pode buscar um rompimento acima de US$ 100.000 ou permanecer em consolidação em patamar elevado.

Após dois dias consecutivos de forte alta, o Ethereum rompeu a resistência de US$ 3.300 formada no início de janeiro e chegou a testar US$ 3.400, entrando em seguida em consolidação próxima a US$ 3.300. Esse movimento foi impulsionado principalmente por “catalisadores concretos”, não apenas por sentimento: de um lado, avanços em propostas regulatórias melhoraram expectativas; de outro, a inflação menor trouxe suporte macroeconômico, elevando o apetite por risco e sustentando a recuperação dos ativos cripto.
Do ponto de vista técnico, no gráfico diário o Ethereum se aproxima da média móvel exponencial de 200 dias (EMA) perto de US$ 3.600, marcando o terceiro teste dessa resistência dinâmica desde novembro. Vale destacar que, em movimentos laterais, os preços costumam tocar o limite superior e recuar para o inferior. Portanto, a menos que o ETH consiga romper e sustentar acima da EMA de 200 dias, é importante monitorar a faixa entre US$ 2.600 e US$ 2.730 como possível área de consolidação e suporte.

O GT acompanhou os principais tokens em um canal de alta. No gráfico de 1 hora, após o último movimento de alto volume, o preço entrou em consolidação em patamar elevado, com o impulso de curto prazo perdendo força. O preço atual está em torno de US$ 10,47, ligeiramente abaixo das médias móveis de 5 e 10 períodos, ainda limitado pela média móvel de 30 períodos. Além disso, após o recuo da banda superior de Bollinger, o preço converge gradualmente para a banda média, com o estreitamento das bandas. Isso indica que a tendência anterior já foi majoritariamente realizada e o mercado entra em consolidação antes de definir direção. A banda inferior de Bollinger em torno de US$ 10,44 é suporte relevante de curto prazo; uma quebra pode levar a novo teste do fundo anterior perto de US$ 10,20.

Após forte rali de um dia, o mercado cripto apresentou divergências claras nas últimas 24 horas. O Bitcoin subiu cerca de 0,2%, mantendo resiliência entre os principais ativos e indicando continuidade na alocação de capital em “ativos centrais”. Por outro lado, altcoins como Ethereum, BNB e SOL recuaram, com ETH em queda de quase 2% e as perdas de XRP superando 4%, refletindo arrefecimento temporário do apetite por risco. No geral, o capital de curto prazo migrou para uma postura mais defensiva e de observação, embora alguns tokens sigam atraindo entradas. Esses ativos são detalhados a seguir.

Segundo dados do mercado Gate, o ICP está cotado atualmente a US$ 0,0013709, com alta de 27,85% nas últimas 24 horas. Internet Computer (ICP), lançado pela DFINITY Foundation, é uma rede descentralizada que permite a desenvolvedores criar e executar aplicações e serviços Web escaláveis diretamente na blockchain, sem depender de nuvem tradicional. Suas principais inovações incluem criptografia chain-key e contratos inteligentes Canister, que oferecem computação on-chain de alto desempenho, baixo custo e interações cross-chain.
Em 15 de janeiro, a DFINITY Foundation publicou o whitepaper Mission70, propondo reduzir a inflação do ICP em cerca de 70% até 2026, principalmente por meio da diminuição da emissão de novos tokens. A proposta já era aguardada pelo mercado antes do anúncio oficial. Menor inflação implica oferta mais restrita no longo prazo, especialmente considerando que cerca de 40% do ICP está bloqueado em staking, restringindo ainda mais a oferta circulante. O Mission70 busca fortalecer a sustentabilidade da rede e responder às preocupações dos detentores quanto à diluição. O plano ainda precisa passar por governança, com votação e cronograma de implementação a definir, o que traz incerteza à execução.
Segundo dados do mercado Gate, o DOLO está sendo negociado a US$ 0,07356, com alta de 20,10% nas últimas 24 horas. Dolomite (DOLO) é um protocolo descentralizado de empréstimos e negociação com margem que permite colateralização multi-ativos, operações alavancadas e uso eficiente de capital. O diferencial está em um sistema de contas e gestão de riscos altamente modular, que aumenta a eficiência de capital sem comprometer a segurança, atendendo usuários DeFi profissionais e estratégias orientadas por capital.
Em 12 de janeiro, a World Liberty Financial (WLFI) lançou o “World Liberty Markets”, plataforma de empréstimos baseada no Dolomite. Usuários podem tomar empréstimos diretamente de USD1 (stablecoin da WLFI, valor de mercado de US$ 3,4 bilhões), ETH e USDC via Dolomite. Essa integração traz demanda real ao ecossistema Dolomite. A escala do USD1 oferece utilidade imediata ao DOLO como camada de liquidação, enquanto as conexões políticas da WLFI atraíram atenção institucional. Maior uso do protocolo sustenta o valor do token via taxas. Para o futuro, vale acompanhar o resultado do pedido da WLFI de licença bancária nacional, pois a aprovação aceleraria a adoção do USD1 no Dolomite.
Segundo dados do mercado Gate, o ARRR está cotado a US$ 0,6352, com alta superior a 39,20% nas últimas 24 horas. Lançada em 2018, a Pirate Chain é uma criptomoeda focada em privacidade, baseada em zk-SNARK, garantindo “privacidade por padrão” nas transações on-chain. Utiliza consenso PoW com algoritmo Equihash e reforça a segurança com dPoW (Proof-of-Work atrasado), ancorando seus hashes à blockchain do Bitcoin para maior resistência a ataques de 51%.
A alta recente do ARRR foi impulsionada por renovado interesse em moedas de privacidade e maior exposição comunitária. Por um lado, o rali coincidiu com a retomada da atenção às moedas de privacidade, já que reguladores intensificam o escrutínio sobre blockchains transparentes, levando investidores a enxergar a privacidade obrigatória do ARRR como proteção contra vigilância regulatória. Por outro, especulações da comunidade também influenciaram: rumores no X sobre desenvolvedores do Zcash migrando para o ARRR geraram discussão e ampliaram a visibilidade do projeto.
Em 14 de janeiro, segundo Glassnode, impulsionado pela recuperação do mercado cripto, as liquidações totais atingiram US$ 684 milhões nas últimas 24 horas, sendo US$ 577 milhões em liquidações de shorts. Esse movimento marcou a maior liquidação de shorts por valor de mercado entre as 500 principais criptos desde o “crash de 10/11”.
O mercado pode estar próximo de um ponto de inflexão psicológico e técnico. Com a rápida alta dos preços liderada pelo Bitcoin, um grande volume de shorts foi forçado a ser liquidado, criando um clássico “short squeeze”. No curto prazo, o rompimento do Bitcoin acima de US$ 95.000 serve como sinal verde para renovação do apetite por risco no mercado de ativos digitais. Esse movimento reacendeu o ímpeto de alta, e participantes acompanham a possibilidade de avanço acima de US$ 100.000 e eventual novo teste das máximas históricas.

O Comitê Bancário do Senado havia agendado audiência para quinta-feira para analisar emendas, mas em 15 de janeiro cancelou a sessão para revisar e votar legislação abrangente sobre criptoativos. O CLARITY Act busca esclarecer a jurisdição regulatória entre a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) e a Securities and Exchange Commission (SEC), definir quando ativos digitais devem ser classificados como valores mobiliários ou commodities, e estabelecer novos requisitos de divulgação. O texto foi divulgado na noite de segunda-feira, com prazo para submissão de emendas até terça à noite, preparando o caminho para votação na quinta. Porém, sinais de enfraquecimento do apoio surgiram na quarta.
O senador Ruben Gallego, negociador-chave, afirmou que deveria se reunir com Patrick Witt, diretor executivo do Comitê Consultivo de Ativos Digitais da Presidência, mas o encontro não ocorreu. Ele declarou que não pode apoiar o projeto no momento. Logo depois, a primeira exchange totalmente licenciada e listada anunciou a retirada do apoio. O CEO Brian Armstrong escreveu no X que tinha preocupações com cláusulas sobre rendimentos de stablecoins, ações tokenizadas e DeFi. Ainda assim, outras empresas cripto e grupos de defesa mantêm o apoio ao projeto e seguem empenhados para que vire lei em 2026.
Em 15 de janeiro, autoridades do Federal Reserve destacaram publicamente que pressões políticas ou judiciais não devem interferir nas decisões de política monetária, reforçando a independência do banco central. Ao mesmo tempo, dirigentes sinalizaram que uma pausa nos cortes de juros é provável na reunião deste mês, citando a resiliência da economia dos EUA e inflação ainda elevada, justificando política monetária restritiva.
Observa-se consenso dentro do Fed. Os presidentes do Fed de Chicago, Atlanta e Nova York destacaram que manter a estabilidade da inflação é fundamental, e manter os juros estáveis no curto prazo é mais prudente até que haja sinais claros e sustentados de queda da inflação. Quanto às perspectivas econômicas, apenas uma minoria — como a governadora Mester — argumentou que a inflação está claramente no caminho certo. A maioria indicou que novo corte de juros na reunião do FOMC no fim de janeiro é improvável. O mercado espera que cortes só ocorram após junho deste ano, no mínimo.
Referências
Gate Research é uma plataforma completa de pesquisa em blockchain e criptomoedas que oferece conteúdo aprofundado, incluindo análise técnica, insights de mercado, pesquisa setorial, previsão de tendências e análise de política macroeconômica.
Isenção de responsabilidade
Investir em mercados de criptomoedas envolve alto risco. É recomendado que os usuários façam sua própria pesquisa e compreendam totalmente a natureza dos ativos e produtos antes de tomar qualquer decisão de investimento. Gate não se responsabiliza por perdas ou danos decorrentes dessas decisões.





