
(Fonte: CopperHQ)
Diversas fontes apontam que a custodiante de criptoativos Copper está em conversas iniciais para analisar a possibilidade de abrir capital. Goldman Sachs, Citi e Deutsche Bank foram mencionados como possíveis parceiros, mas as negociações ainda são preliminares. A decisão da Copper sobre o IPO dependerá do desempenho de receitas no curto prazo e da saúde financeira geral. Segundo uma fonte anônima, a gestão segue acompanhando o momento do mercado e ainda não tomou decisão final.
Em resposta, a Copper declarou que revisa periodicamente diferentes estratégias de captação de recursos e capital para sustentar seus negócios e atender seus clientes, mas que, no momento, não possui um plano definitivo de IPO. A empresa também preferiu não confirmar se já iniciou tratativas substanciais com bancos de investimento.
A Copper não é a única de olho no mercado de capitais. Recentemente, a concorrente BitGo estreou na Bolsa de Nova York sob o ticker BTGO, com preço inicial de US$ 18 por ação e valor de mercado próximo a US$ 2 bilhões.
As ações da BitGo chegaram a subir 36% no primeiro dia de negociação, fechando em US$ 18,49—um início expressivo. Porém, o papel logo passou por forte correção, evidenciando a volatilidade nas avaliações de empresas cripto.
Antes vista como um setor de alto risco, a indústria cripto rompeu a barreira dos IPOs em 2025. Com o avanço regulatório e uma postura mais favorável da Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA, grandes empresas cripto conseguiram acessar o mercado público.
Empresas como Circle (CRCL), Bullish (BLSH) e Gemini (GEMI) concluíram seus IPOs. Segundo a Pitchbook, ao menos 11 empresas cripto abriram capital em 2025, captando um total de US$ 14,6 bilhões—superando amplamente os US$ 310 milhões levantados em 2024.
Laura Katherine Mann, sócia do White & Case, observa que, embora empresas de reserva de ativos digitais (DAT) tenham dominado os IPOs em 2025, 2026 tende a destacar companhias voltadas para infraestrutura financeira.
Ela acredita que os próximos candidatos ao mercado público precisarão demonstrar três pontos essenciais:
Essas qualidades também são fundamentais para os mercados financeiros tradicionais.
Do ponto de vista estrutural, a Copper atende a esses critérios. A empresa é especializada em infraestrutura institucional de criptoativos, oferecendo serviços como:
No âmbito organizacional, a Copper nomeou Tammy Weinrib como Chief Compliance Officer para as Américas e líder do Bank Secrecy Act (BSA) em março de 2025, reforçando seu compromisso com compliance e regulação. Em outubro, Amar Kuchinad foi anunciado como CEO Global, fortalecendo ainda mais a internacionalização e a governança corporativa.
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Embora a Copper ainda não tenha assumido um compromisso definitivo com o IPO, as tendências do setor, o posicionamento da empresa e as mudanças organizacionais indicam um movimento estratégico em direção aos padrões do mercado público. Caso 2026 seja de fato o ano das empresas cripto focadas em finanças abrirem capital, a Copper estará entre as principais candidatas a atrair a atenção do mercado.





