A MARA Holdings lançou a Fundação MARA durante a conferência Bitcoin 2026 em Las Vegas, delineando uma estratégia para fortalecer a infraestrutura de longo prazo do Bitcoin por meio de iniciativas de segurança de rede, soberania e acessibilidade. A medida marca uma expansão do papel da empresa além das operações de mineração para funções mais amplas de suporte à rede, de acordo com declarações da empresa. Fred Thiel, presidente e CEO, afirmou que a posição da empresa em garantir a rede Bitcoin traz responsabilidade além da mineração operacional, ligando o trabalho da fundação à saúde de longo prazo do protocolo e não a resultados financeiros de curto prazo.
A recém-criada Fundação MARA se concentrará em pesquisa de protocolo, desenvolvimento de código aberto e infraestrutura de autocustódia. Ela também apoiará iniciativas de defesa de políticas públicas e esforços globais de educação relacionados ao uso do Bitcoin. No lançamento, a fundação se comprometeu com US$ 100.000 para serem distribuídos por meio de votação da comunidade, com a votação permanecendo aberta até 29 de abril por meio de canais online e do estande da conferência da empresa.
Três organizações estão sob consideração para financiamento: SateNet, a 256 Foundation e Libreria de Satoshi. De acordo com a fonte, cada grupo foca em aspectos diferentes do desenvolvimento do Bitcoin, incluindo conectividade, software de mineração e educação técnica. A iniciativa enfatiza resiliência de infraestrutura, incluindo pesquisa sobre riscos emergentes como ameaças relacionadas a computação quântica.
O lançamento da Fundação MARA ocorre após decisões recentes financeiras e operacionais na MARA Holdings. Em março, a empresa vendeu um total de 15.133 Bitcoins por aproximadamente US$ 1,1 bilhão, conforme destacado pela Cryptopolitan. Isso permitiu que a MARA recomprasse $1 billion em notas seniores conversíveis com vencimento em 2030 e 2031 com desconto, reduzindo sua dívida conversível em cerca de 30%.
A empresa também anunciou demissões que afetam cerca de 15% dos funcionários. Além disso, a MARA está investindo em infraestrutura de dados ao concluir uma aquisição majoritária da Exaion, uma empresa de data center de propriedade da EDF, e ao assinar um acordo com a Starwood para converter até 1 gigawatt de capacidade de mineração para processamento de IA.
Dados recentes de negociação mostram que as ações da MARA Holdings encerraram em US$ 11,18, sem variação líquida diária. No entanto, a volatilidade intradiária foi evidente: a ação subiu para US$ 11,60 antes de cair abaixo de US$ 11,20, depois estabilizando dentro de uma faixa estreita rumo ao fechamento. A atividade no pré-mercado apontou pressão adicional, com as ações sendo negociadas a US$ 10,94, queda de 2,15%.
Esses movimentos seguem tendências mais amplas do setor, com vários mineradores negociados publicamente vendendo partes de suas participações em Bitcoin. Empresas incluindo Cipher Digital e Bitdeer fizeram passos semelhantes ao ajustar seus modelos de negócios.
Apesar dessas mudanças, a MARA Holdings continua operando uma das maiores frotas proprietárias de mineração entre empresas públicas. A empresa informou operar aproximadamente 66,45 EH/s, o que representa cerca de 5% da taxa de hash da rede Bitcoin.
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